sexta-feira, julho 24, 2009
segunda-feira, julho 20, 2009
sábado, julho 18, 2009
segunda-feira, julho 13, 2009
sexta-feira, julho 10, 2009
formas
Um dia escreverei para ela.
Falarei de bolinhas e quadrados, retângulos, paralelepípedos, estrelas, pentágonos, octógonos, heptaedros, esferas, losangos, paralelogramos.
Leis de catetos e hipotenusas.
Apresentarei o triângulo - o equilátero. Por mais que ela advogue que o isósceles é mais comum. Convidá-la-ei para que se arrisque comigo na aventura de transformar um em outro. Talvez surjam divagações outras.
Um dia, farei um convite irresistível para que se arrisque. Pule de cabeça. Entre de mala e cuia em minha vida.
Direi isso, quiçá mais.
Ainda que ela nada diga.
Falarei de bolinhas e quadrados, retângulos, paralelepípedos, estrelas, pentágonos, octógonos, heptaedros, esferas, losangos, paralelogramos.
Leis de catetos e hipotenusas.
Apresentarei o triângulo - o equilátero. Por mais que ela advogue que o isósceles é mais comum. Convidá-la-ei para que se arrisque comigo na aventura de transformar um em outro. Talvez surjam divagações outras.
Um dia, farei um convite irresistível para que se arrisque. Pule de cabeça. Entre de mala e cuia em minha vida.
Direi isso, quiçá mais.
Ainda que ela nada diga.
quarta-feira, julho 08, 2009
About female ejaculation
Just read it. Interesting and important.
http://www.newscientist.com/article/mg20227101.200-everything-you-always-wanted-to-know-about-female-ejaculation-but-were-afraid-to-ask.html?full=true
http://www.newscientist.com/article/mg20227101.200-everything-you-always-wanted-to-know-about-female-ejaculation-but-were-afraid-to-ask.html?full=true
terça-feira, julho 07, 2009
No fim das contas, acho que acabei jogando tudo fora
Não sei bem como começou. Misto de cansaço e preguiça, necessidade de livrar-me do empoeirado, do atulhado, do sentir enfurnado. Aos poucos, já não queria saber se era novo ou velho, escrito seu ou diverso, ou se deveras gostara daqueles dizeres embolorados.
Fui amassando, rasgando, empilhando, encaixotando. Postais ou notas de posto. Velhos frascos de perfume, um ingresso mal-usado, a calça azul, a saia justa.
Esvaziei cabides. Gavetas. Corri com os gatos do quarto. Tirei móveis. As piadas e brincadeiras. A aranha e a lagarta - de estimação. Limei incensos e pelúcias. Brincos e maquiagens.
Desfiz a cama. Desfiz-me dos lençóis. Arejei ideias, ideais, cortinas.
Partiu o vaso eterno do canto da sala.
E em meio a tanto e tudo, nem me dei conta de quando foi que ela sumiu.
Fui amassando, rasgando, empilhando, encaixotando. Postais ou notas de posto. Velhos frascos de perfume, um ingresso mal-usado, a calça azul, a saia justa.
Esvaziei cabides. Gavetas. Corri com os gatos do quarto. Tirei móveis. As piadas e brincadeiras. A aranha e a lagarta - de estimação. Limei incensos e pelúcias. Brincos e maquiagens.
Desfiz a cama. Desfiz-me dos lençóis. Arejei ideias, ideais, cortinas.
Partiu o vaso eterno do canto da sala.
E em meio a tanto e tudo, nem me dei conta de quando foi que ela sumiu.
acenderei um cigarro
...imaginário...
Como ele, também as tensões, os conflitos, os ciúmes, os gostares que ora desconfio - imaginários.
Escreverei sobre a ansiedade real, envolta em todas as suposições, tragando o cigarro recém aceso, que é tão presente nesta sala quanto ela. Traçarei linhas cor de fumaça, em homenagem a tudo.
Direi desta angustiosa sensação que me abate o fôlego, comprime o peito, faz-me inquieta, descentrada.
Da vontade de saber um contato, uma saudade besta que fosse, entrelida em um dizer qualquer sobre coisa alguma. Dessa cabeça e desse corpo que são assim - querem muito, desejam muito, mas escolheram calar e esperar.
E agora gritam, amarrados nessas cordas antinaturais de silêncio quase mortal.
Estou só, com o imaginado e o cigarro.
Concretamente.
Como ele, também as tensões, os conflitos, os ciúmes, os gostares que ora desconfio - imaginários.
Escreverei sobre a ansiedade real, envolta em todas as suposições, tragando o cigarro recém aceso, que é tão presente nesta sala quanto ela. Traçarei linhas cor de fumaça, em homenagem a tudo.
Direi desta angustiosa sensação que me abate o fôlego, comprime o peito, faz-me inquieta, descentrada.
Da vontade de saber um contato, uma saudade besta que fosse, entrelida em um dizer qualquer sobre coisa alguma. Dessa cabeça e desse corpo que são assim - querem muito, desejam muito, mas escolheram calar e esperar.
E agora gritam, amarrados nessas cordas antinaturais de silêncio quase mortal.
Estou só, com o imaginado e o cigarro.
Concretamente.
segunda-feira, julho 06, 2009
domingo, julho 05, 2009
vou falando assim, de mim. que d'outra coisa não poderia falar com mais propriedade, ou, pelo menos, sinceridade.
exponho-me. deixo pontas para que se construa a rede que sou. a rede que somos.
vou tentando entender e construir a construção que sou.
abro-me. porque desejo que alguns saibam quem sou. o que sinto. o que cala e move e dói. ainda que poucos, ou silenciosamente.
também sou silenciosa, às vezes.
às vezes, falo porque desejo ouvir.
às vezes, calo por medo do que não virá.
e se vou sentindo necessidade de dizer quem sou, para ouvidos apenas atentos se assim lhes interessar, faço-o sem receios.
exponho-me. deixo pontas para que se construa a rede que sou. a rede que somos.
vou tentando entender e construir a construção que sou.
abro-me. porque desejo que alguns saibam quem sou. o que sinto. o que cala e move e dói. ainda que poucos, ou silenciosamente.
também sou silenciosa, às vezes.
às vezes, falo porque desejo ouvir.
às vezes, calo por medo do que não virá.
e se vou sentindo necessidade de dizer quem sou, para ouvidos apenas atentos se assim lhes interessar, faço-o sem receios.
veredas
"Estou contando ao senhor, que carece de um explicado. Pensar mal é fácil, porque esta vida é embrejada. A gente vive, eu acho, é mesmo para se desiludir e desmisturar. A senvergonhice reina, tão leve e leve pertencidamente, que por primeiro não se crê no sincero sem maldade. Está certo, sei. Mas ponho minha fiança: homem muito homem que fui, e homem por mulheres! - Nunca tive inclinação pra aos vícios desencontrados. Repilo o que, o sem preceito. Então - o senhor me perguntará - o que era aquilo? Ah, lei ladra, o poder da vida. Direitinho declaro o que, durando todo o tempo, sempre mais, às vezes menos, comigo se passou. Aquela mandante amizade. Eu não pensava em adiação nenhuma, de pior propósito. Mas eu gostava dele, dia mais dia, mais gostava. Diga o senhor: como um feitiço? Isso. Feito coisa-feita. Era ele estar perto de mim, e nada me faltava. Era ele fechar a cara, e estar tristonho, e eu perdia meu sossego. Era ele estar por longe, e eu só nele pensava. E eu mesmo não entendia então o que aquilo era? Sei que sim. Mas não. E eu mesmo entender não queria. Acho que. Aquela meiguice, desigual que ele sabia esconder o mais de sempre. E em mim a vontade de chegar todo próximo, quase uma ânsia de sentir o cheiro do corpo dele, dos braços, que às vezes adivinhei insensatamente - tentação dessa eu espairecia, aí rijo comigo renegava. Muitos momentos."
j.g.r.
sábado, julho 04, 2009
sexta-feira, julho 03, 2009
Descoberta
eis que nos damos conta:
todo gato sofre de insônia.
por isso, sempre que podem, eles dormem.
xP
(muito importante isso)
todo gato sofre de insônia.
por isso, sempre que podem, eles dormem.
xP
(muito importante isso)
silencio
sim, é como se eu estivesse fugindo
do peito palpitando
o engolir em seco
a vontade de ver, de conversar, de fazer qualquer coisa,
de levar flores, de sorrir...
para não ser chata
por medo de ouvir um 'não'
para dar tempo ao tempo...
(medo de quebrar qualquer coisa do equilíbrio delicado e de repente possuir apenas lembranças...)
do peito palpitando
o engolir em seco
a vontade de ver, de conversar, de fazer qualquer coisa,
de levar flores, de sorrir...
para não ser chata
por medo de ouvir um 'não'
para dar tempo ao tempo...
(medo de quebrar qualquer coisa do equilíbrio delicado e de repente possuir apenas lembranças...)
terça-feira, junho 30, 2009
transporte
Desde ahora mismo y aquí
hacia donde quiera que estés,
parte de mi alma
parte a tu encuentro.
Sabes que te llevo dentro mío
igual que yo sé que tu me llevas dentro.
Se trata de un leve pulsar
que se abre camino hacia tí
cruzando las estaciones, constelaciones,
los momentos.
Digo que esta vida es llevadera
sólo porque sientes tú
lo que yo siento.
Donde tu estás
yo tengo el Norte,
y no hay nada como tu amor
como medio de transporte.
En este instante,
precisamente,
más canto y más te tengo yo
presente,
más te tengo yo presente.
hacia donde quiera que estés,
parte de mi alma
parte a tu encuentro.
Sabes que te llevo dentro mío
igual que yo sé que tu me llevas dentro.
Se trata de un leve pulsar
que se abre camino hacia tí
cruzando las estaciones, constelaciones,
los momentos.
Digo que esta vida es llevadera
sólo porque sientes tú
lo que yo siento.
Donde tu estás
yo tengo el Norte,
y no hay nada como tu amor
como medio de transporte.
En este instante,
precisamente,
más canto y más te tengo yo
presente,
más te tengo yo presente.
Jorge Drexler
Para o menino que está longe e a menina incógnita
segunda-feira, junho 29, 2009
almoço
miojo de cafeteira acompanhado de café frio, sozinha.
(isso merecia uma atualização no twitter x_x)
((coisa mais nerd e decadente...))
(isso merecia uma atualização no twitter x_x)
((coisa mais nerd e decadente...))
domingo, junho 28, 2009
Ela vem chegando
E feliz vou esperando
A espera é difícil
mas eu espero cantando...
A verdade é que a liberdade é maior do que queremos enxergar quando estamos ansiosos.
(pausa para salvar o gato que está a miar desvairadamente)
((Acabo de ter um simpático encontro com uma pequena e carente gata branca))
E feliz vou esperando
A espera é difícil
mas eu espero cantando...
A verdade é que a liberdade é maior do que queremos enxergar quando estamos ansiosos.
(pausa para salvar o gato que está a miar desvairadamente)
((Acabo de ter um simpático encontro com uma pequena e carente gata branca))
Quando há algum lapso de tranquilidade, o que vem à cabeça é que na verdade, assim como posso escolher falar, ela pode escolher calar. E são escolhas e direitos tão cabíveis quanto, conquanto não estejamos a magoar (conscientemente) ninguém.
A outra verdade é que, como estava a pensar no ônibus,
there's nothing to wait,
and there's a bunch of work to do
That's it.
A outra verdade é que, como estava a pensar no ônibus,
there's nothing to wait,
and there's a bunch of work to do
That's it.
Vai, vai, vai, vai amar... Vai, vai, vai, vai sofrer...
It seems that every time I express that I miss you, you run away...
What is it - that makes you silent?
fear
doubt
Does it means that you do not want to know about what I feel? That you're affraid I'm taking this too seriously? That you don't wanna hurt me? That you don't want me to hurt you?
It's hard to know what to do. You say you prefer sincereness, but when I talk it's like talking to nobody.
Maybe I'd better choose random numbers to send what is going on inside. Maybe you (and me) just need time.
I wish...
not being so anxious.
I could manage doing my stuff through this anxiety.
I wish you'd say something.
Shouldn't I keep with this openness?
What is it - that makes you silent?
fear
doubt
Does it means that you do not want to know about what I feel? That you're affraid I'm taking this too seriously? That you don't wanna hurt me? That you don't want me to hurt you?
It's hard to know what to do. You say you prefer sincereness, but when I talk it's like talking to nobody.
Maybe I'd better choose random numbers to send what is going on inside. Maybe you (and me) just need time.
I wish...
not being so anxious.
I could manage doing my stuff through this anxiety.
I wish you'd say something.
Shouldn't I keep with this openness?
sexta-feira, junho 26, 2009
Don de fluir
"Porque bailas,
como quien respira,
con un antiguo don de fluir...
Bailas,
y parece tan fácil
como dejar el corazón latir..."
J. D.
como quien respira,
con un antiguo don de fluir...
Bailas,
y parece tan fácil
como dejar el corazón latir..."
J. D.
ao meu redor está deserto...
Muitas ausências superpondo-se.
Recesso de São João.
Cidade vazia
Faculdade vazia.
Viagens de trabalho.
Trabalho vazio.
Viagens de estudo.
Casa mais vazia.
Sinto-me diferente. Não estou triste, sentindo-me abandonada ou com inveja. Alguns aspectos são adoráveis, como andar pelo campus assistindo e ouvindo os passarinhos, mais tranquilos, creio, pela falta de gente por aí.
A cidade também está interessante. Bom dirigir em vias vazias.
Então chego à rotina. Sim, há muito que fazer. Mas há espaços vazios, uma falta de pessoas para comentar o bobo, o óbvio, o que só faz sentido dizer na hora, ou o que passa pela cabeça quando se lê algo ou se pensa no que é preciso fazer.
Desacostumada de estar tão "solta" e "só". Não triste, não magoada. Não rancorosa.
Saboreando esses momentos diferentes. E aproveitando para pensar um tanto em tudo.
Recesso de São João.
Cidade vazia
Faculdade vazia.
Viagens de trabalho.
Trabalho vazio.
Viagens de estudo.
Casa mais vazia.
Sinto-me diferente. Não estou triste, sentindo-me abandonada ou com inveja. Alguns aspectos são adoráveis, como andar pelo campus assistindo e ouvindo os passarinhos, mais tranquilos, creio, pela falta de gente por aí.
A cidade também está interessante. Bom dirigir em vias vazias.
Então chego à rotina. Sim, há muito que fazer. Mas há espaços vazios, uma falta de pessoas para comentar o bobo, o óbvio, o que só faz sentido dizer na hora, ou o que passa pela cabeça quando se lê algo ou se pensa no que é preciso fazer.
Desacostumada de estar tão "solta" e "só". Não triste, não magoada. Não rancorosa.
Saboreando esses momentos diferentes. E aproveitando para pensar um tanto em tudo.
O lucro ou as pessoas: neoliberalismo e ordem global
"O neoliberalismo é o paradigma econômico e político que define o nosso tempo. Ele consiste em um conjunto de políticas e processos que permitem a um número relativamente pequeno de interesses particulares controlar a maior parte possível da vida social com o objetivo de maximizar seus benefícios individuais. Inicialmente associado a Regan e Thatcher, o neoligeralimos é a principale tendência da política e da economia globais nas últimas duas décadas, seguida, além da direita, por partidos políticos de centro e por boa parte da esquerda tradicional. Esses partidos e suas políticas representam os interesses imediatos de investidores extremamente ricos e de menos de mil grandes empresas." McCHESNEY, Robert. W. In: CHOMSKY, Noam. O lucro ou as pessoas: neoliberalismo e ordem global. 5 ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2006.
segunda-feira, junho 22, 2009
internidades
insegura de novo.
estúpida montanha russa de sentimentos ruins.
estranha
insegura
chorosa
carente
dependente
deprimida
por esses caminhos vou seguindo, imaturamente.
não sou capaz de extrair nada do que me acontece?
sou capaz apenas de andar em círculos, na melhor das hipóteses em uma espiral tão lenta que é difícil realmente perceber que avanço...?
pior que é essa sensação de que nem a indignação me fará romper isto que a mim se assemelha a um maldito ciclo vicioso.
fico parada, como a espera, como inerte, como incapaz.
estúpida demais para absorver de modo efetivo que nada acontecerá de fato se não me tornar mais forte, senão me partir para um papel principal nessa vida que é a minha, merda.
não há afinal um mínimo de estabilidade, não há em que se possa confiar, do que sou?
inquieta. insegura. frágil, novamente.
imatura...
estúpida montanha russa de sentimentos ruins.
estranha
insegura
chorosa
carente
dependente
deprimida
por esses caminhos vou seguindo, imaturamente.
não sou capaz de extrair nada do que me acontece?
sou capaz apenas de andar em círculos, na melhor das hipóteses em uma espiral tão lenta que é difícil realmente perceber que avanço...?
pior que é essa sensação de que nem a indignação me fará romper isto que a mim se assemelha a um maldito ciclo vicioso.
fico parada, como a espera, como inerte, como incapaz.
estúpida demais para absorver de modo efetivo que nada acontecerá de fato se não me tornar mais forte, senão me partir para um papel principal nessa vida que é a minha, merda.
não há afinal um mínimo de estabilidade, não há em que se possa confiar, do que sou?
inquieta. insegura. frágil, novamente.
imatura...
domingo, junho 21, 2009
do tempo
(vou me esforçar para que esta seja a última)
vou acabar por desacreditar nas falas do tempo.
volta e meia ele me diz coisas, mas haja falta de circunstâncias que ratifiquem o que ele indica...
=/
vou acabar por desacreditar nas falas do tempo.
volta e meia ele me diz coisas, mas haja falta de circunstâncias que ratifiquem o que ele indica...
=/
Mil pensamentos
"Você me deixa rua deserta quando atravessa e não olha pra trás..."
"De noite na cama, eu fico pensando..."
"De noite na cama, eu fico pensando..."
Em suspenso
É como se a vontade de que algo acontecesse, aliada a uma fuga do que está acontecendo aqui dentro, me deixasem completamente incapaz de fazer algo útil.
Vou tentar dormir, pra espantar esse estado estranho e improdutivo por demais.
(Mas que queria notícias, ah, queria...)
Dar um jeito de fixar a atenção (e a tensão) em algo, e tentar liberar o tempo pra fazer o que queria ser feito!
...
Vou tentar dormir, pra espantar esse estado estranho e improdutivo por demais.
(Mas que queria notícias, ah, queria...)
Dar um jeito de fixar a atenção (e a tensão) em algo, e tentar liberar o tempo pra fazer o que queria ser feito!
...
A menina incógnita
tem agora
cheiro
endereço
textura
Meu corpo palpita
inteiro
Quantos poemas não trocaria
por dois ou três versos
de seus pensamentos!
tem agora
cheiro
endereço
textura
Meu corpo palpita
inteiro
Quantos poemas não trocaria
por dois ou três versos
de seus pensamentos!
Marcadores:
crônicas de meninos e meninas,
poemas
conversas e descobertas...
"quando algumas coisas estão em minha cabeça é como se eu subversivamente redimensionasse o peso de outras
é sem querer, eu nem penso a respeito
é como se fossem muito prementes pra mim algumas coisas"
domingo, junho 14, 2009
sábado, junho 13, 2009
quinta-feira, junho 11, 2009
terça-feira, junho 09, 2009
"A inenarrável promiscuidade dos sebos! Dante em contubério com o relatório do ministro da Fazendo, os eleatas junto do almanaque de palavras cruzadas, Tolstói e Cornélio Pires, Mandrake e Sóror Juana Inés de la Cruz... Nenhum deles reclama. A paz é absoluta. O sebo é a verdadeira democracia, para não dizer: uma igreja de todos os santos, inclusive os demônios, confraternizados e humildes. Saio deles com um pacote de novidades velhas, e a sensação de que visitei, não um cemitério de papel, mas o terrório livre do espírito, contra o qual não prevalecerá nenhuma forma de opressão."
C.D.A.
segunda-feira, junho 08, 2009
terça-feira, junho 02, 2009
segunda-feira, junho 01, 2009
terça-feira, maio 26, 2009
segunda-feira, maio 25, 2009
sexta-feira, maio 22, 2009
se eu fosse parar para entender, diria que me dóem os olhos. E que me dôo, de doer, de sentir uma raiva e um desgosto cíclicos por ser como sou, e por continuar sendo, e por me importar tanto com isso.
se eu fosse parar pra entender, eu me sentiria uma idiota por vários motivos conhecidos, e provavelmente encontraria alguns ora desconhecidos para acrescentar à lista.
acho que não há motivos plausíveis para ficar como tenho ficado.
razões internas, todas, eu diria.
a falta de conexão com uma parte minha que é capaz de ser verdadeiramente boa nas coisas, que não é poser ou superficial.
uma sensação de estar ficando pra trás? às vezes sinto isso em relação a todos os meus amigos, em relação a muita coisa. como se não fosse capaz de aprender com os erros, de raciocinar, de melhorar de modo duradouro.talvez continue me sentindo dormentemente perdida de mim.
eu sinto vontade de chorar, vontade de sumir, vontade de me furtar à convivência das pessoas com quem mais gosto de estar, por me sentir mal comigo mesma.
sou um bicho esquisito demais.
eu sinto dor de cabeça.
e um mal estar que já não sei onde fica, que não sei se é inveja ou mesquinhez, e talvez seja as duas coisas juntas.
eu não me enxergo como alguém fazendo coisas concretas, sólidas, com potencial. provavelmente é porque não estou, mesmo.
eu me comparo inconscientemente, e sou pequena, sou menor, sou menos. e vou ficar pra trás e ser menos, e se não der pra notar externa ou imediatamente, o tempo o mostrará.
eu sou chata.
vou desligar agora.
se eu fosse parar pra entender, eu me sentiria uma idiota por vários motivos conhecidos, e provavelmente encontraria alguns ora desconhecidos para acrescentar à lista.
acho que não há motivos plausíveis para ficar como tenho ficado.
razões internas, todas, eu diria.
a falta de conexão com uma parte minha que é capaz de ser verdadeiramente boa nas coisas, que não é poser ou superficial.
uma sensação de estar ficando pra trás? às vezes sinto isso em relação a todos os meus amigos, em relação a muita coisa. como se não fosse capaz de aprender com os erros, de raciocinar, de melhorar de modo duradouro.talvez continue me sentindo dormentemente perdida de mim.
eu sinto vontade de chorar, vontade de sumir, vontade de me furtar à convivência das pessoas com quem mais gosto de estar, por me sentir mal comigo mesma.
sou um bicho esquisito demais.
eu sinto dor de cabeça.
e um mal estar que já não sei onde fica, que não sei se é inveja ou mesquinhez, e talvez seja as duas coisas juntas.
eu não me enxergo como alguém fazendo coisas concretas, sólidas, com potencial. provavelmente é porque não estou, mesmo.
eu me comparo inconscientemente, e sou pequena, sou menor, sou menos. e vou ficar pra trás e ser menos, e se não der pra notar externa ou imediatamente, o tempo o mostrará.
eu sou chata.
vou desligar agora.
sexta-feira, maio 15, 2009
"Ela era ela, era ela no centro da tela daquela manhã..."
Ela é ruiva.
Esteve entre minhas mãos.
Fui sorrisos e palpitações e faltas de ar.
Foi uma pequena sucessão de dias.
É inefável
inesquecível
inalcançável
intocável
É uma porção de lindas vivas macias cheirosas cores.
Ela tem cheiro de suspiro
ela tem gosto de veludo
ela é uma pele pintada de ruivinhas que roubam a respiração ao primeiro toque
Indelével história de sonho
real real real real real real real real real real real real real real real real real real
luminosa.
distante.
silenciosa.
Ela é ruiva.
Esteve entre minhas mãos.
Fui sorrisos e palpitações e faltas de ar.
Foi uma pequena sucessão de dias.
É inefável
inesquecível
inalcançável
intocável
É uma porção de lindas vivas macias cheirosas cores.
Ela tem cheiro de suspiro
ela tem gosto de veludo
ela é uma pele pintada de ruivinhas que roubam a respiração ao primeiro toque
Indelével história de sonho
real real real real real real real real real real real real real real real real real real
luminosa.
distante.
silenciosa.
quinta-feira, maio 14, 2009
segunda-feira, maio 11, 2009
quarta-feira, maio 06, 2009
Bárbara
Bárbara, Bárbara
Nunca é tarde, nunca é demais
Onde estou, onde estás
Meu amor, vem me buscar
O meu destino é caminhar assim
Desesperada e nua
Sabendo que no fim da noite serei tua
Deixa eu te proteger do mal, dos medos e da chuva
Acumulando de prazeres teu leito de viúva
Bárbara, Bárbara
Nunca é tarde, nunca é demais
Onde estou, onde estás
Meu amor vem me buscar
Vamos ceder enfim à tentação
Das nossas bocas cruas
E mergulhar no poço escuro de nós duas
Vamos viver agonizando uma paixão vadia
Maravilhosa e transbordante, como uma hemorragia
Bárbara, Bárbara
Nunca é tarde, nunca é demais
Onde estou, onde estás
Meu amor vem me buscar
Bárbara
Chico Buarque Ruy Guerra
Chico Buarque Ruy Guerra
segunda-feira, maio 04, 2009
inefável...
Estranha.
Esquisita.
Chega a ser ciúmes? O que sinto quando veja uma tranquilidade tão desinibida a dizer das faltas e dos futuros abraços e encontros?
Puedo escribir los versos más tristes esta noche.
(...)
Cómo no haber amado sus grandes ojos fijos.
Puedo escribir los versos más tristes esta noche.
Pensar que no la tengo. Sentir que la he perdido.
Oír la noche inmensa, más inmensa sin ella.
Y el verso cae al alma como al pasto el rocío.
Qué importa que mi amor no pudiera guardarla.
La noche está estrellada y ella no está conmigo.
(...)
Como para acercarla mi mirada la busca.
Mi corazón la busca, y ella no está conmigo.
(...)
De otro. Será de otro. Como antes de mis besos.
Su voz, su cuerpo claro. Sus ojos infinitos.
Esquisita.
Chega a ser ciúmes? O que sinto quando veja uma tranquilidade tão desinibida a dizer das faltas e dos futuros abraços e encontros?
Puedo escribir los versos más tristes esta noche.
(...)
Cómo no haber amado sus grandes ojos fijos.
Puedo escribir los versos más tristes esta noche.
Pensar que no la tengo. Sentir que la he perdido.
Oír la noche inmensa, más inmensa sin ella.
Y el verso cae al alma como al pasto el rocío.
Qué importa que mi amor no pudiera guardarla.
La noche está estrellada y ella no está conmigo.
(...)
Como para acercarla mi mirada la busca.
Mi corazón la busca, y ella no está conmigo.
(...)
De otro. Será de otro. Como antes de mis besos.
Su voz, su cuerpo claro. Sus ojos infinitos.
p.n.
sexta-feira, abril 24, 2009
terça-feira, abril 21, 2009
segunda-feira, abril 13, 2009
...Eu me pego pensando se alguma mulher será como você.
Se algum dia encontrarei novamente um olhar, um sorriso, uma presença magnetizantes por si, e não pela vontade de encontrar alguém que possa preencher algo que você não quer preencher.
Eu penso que deve haver mulheres bonitas e interessantes por aí.
E de repente me pego sentindo vontade de chorar, porque o que realmente queria era que quisesses que eu fizesse parte, ainda que só um pouco...
Ainda.
Eu fico querendo te encontrar de novo.
Se algum dia encontrarei novamente um olhar, um sorriso, uma presença magnetizantes por si, e não pela vontade de encontrar alguém que possa preencher algo que você não quer preencher.
Eu penso que deve haver mulheres bonitas e interessantes por aí.
E de repente me pego sentindo vontade de chorar, porque o que realmente queria era que quisesses que eu fizesse parte, ainda que só um pouco...
Ainda.
Eu fico querendo te encontrar de novo.
segunda-feira, abril 06, 2009
Metade
Eu perco o chão
Eu não acho as palavras
Eu ando tão triste
Eu ando pela sala
Eu perco a hora
Eu chego no fim
Eu deixo a porta aberta
Eu não moro mais em mim
Eu perco o freio
Estou em milhares de cacos
Eu estou ao meio
Onde será que você está agora?
Eu não acho as palavras
Eu ando tão triste
Eu ando pela sala
Eu perco a hora
Eu chego no fim
Eu deixo a porta aberta
Eu não moro mais em mim
Eu perco o freio
Estou em milhares de cacos
Eu estou ao meio
Onde será que você está agora?
(Adriana Calcanhoto)
quinta-feira, abril 02, 2009
Passado
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Aquem devotudo quejam aistere idireitod epagar repetira téquetalv ezseapa queatéq uetalve zseque messaslág rimasq ueinsist ememr olaraté quenãoq ueirasabe rcomo,o ndeouc omque mestás.A téquenão deseje queven hasaum diamed esejar.R epetirpar aaprend erqueo passado estánop assado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado pasadop asado passado pasado passado passado passado pasado psasado jpassado passado passado passado passado passado passado passado pssado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado psasado passado passado passado pasado passado passado psassodo passado passado passado passado psasado passado atéent enderqu eoserro sestãono passado eporisso jánãohá quemse importe seeumud oounão ouseeu meimpor tocomo queestá nopassad o,irrem ediavelm entepa ratrás... Passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado passado psasado passado psasado passado passado passado passado passado passado passado passado passado pasasdo paddsaop passado pasasdo atéqueq ualquer pedidod edescul passófaç asentido apagado.
Passado .Atéque nãosint anecessi dadede deixarqu alquerr ecado...
Passado .Atéque nãosint anecessi dadede deixarqu alquerr ecado...
quarta-feira, abril 01, 2009
terça-feira, março 31, 2009
Oh brave new world.
Este mundo louco que nos torna consumidores gulosos de notícias e informação.
Não sei dizer quantos bits diferentes e pouco correlatos de informação ingeri, nos últimos minutos...
Não sei dizer quantos bits diferentes e pouco correlatos de informação ingeri, nos últimos minutos...
quinta-feira, março 26, 2009
quarta-feira, março 25, 2009
Sea of Love
Sonhei novamente.
Diziam-me que não gostariam de ficar distantes, que o silêncio era por conta de tudo ser tão confuso. Havia uma abraço, e lá estava eu, novamente sem saber o melhor a fazer.
É difícil tomar algumas decisões, seguir em frente...
Diziam-me que não gostariam de ficar distantes, que o silêncio era por conta de tudo ser tão confuso. Havia uma abraço, e lá estava eu, novamente sem saber o melhor a fazer.
É difícil tomar algumas decisões, seguir em frente...
terça-feira, março 17, 2009
terça-feira, março 10, 2009
segunda-feira, março 09, 2009
sexta-feira, março 06, 2009
Relevâncias
Mantendo-se o cronograma atualmente previsto, a NASA pretende começar a construção de sua base lunar permanente a partir de 2020.
(Robôs escavadores construirão espaçoporto lunar - Redação do Site Inovação Tecnológica 06/03/2009 - http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=robos-escavadores-construirao-espacoporto-lunar&id=010180090306&ebol=sim)
(Robôs escavadores construirão espaçoporto lunar - Redação do Site Inovação Tecnológica 06/03/2009 - http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=robos-escavadores-construirao-espacoporto-lunar&id=010180090306&ebol=sim)
terça-feira, março 03, 2009
anti-socialmente chata
Acho que, em muitos momentos, encaro meus defeitos como características pré-definidas e imutáveis...
segunda-feira, março 02, 2009
what comes next?
período de entender muitas coisas. de tentar entender muitas coisas.
ainda que minha cabeça parece lenta e vazia em muitos momentos, sinto-me percebendo pontos importantes, vez ou outra.
ainda que minha cabeça parece lenta e vazia em muitos momentos, sinto-me percebendo pontos importantes, vez ou outra.
sexta-feira, fevereiro 27, 2009
Por que nos afeiçoamos às pessoas?
Às vezes por conta do sexo. Do beijo bom. Por conta das conversas que se transmutam e outras e outras, e a possibilidade de passar muitas horas a falar e apreciar a companhia. Porque nos revelam jeitos de ser que nos agradam. Porque nos entendemos. Porque não combinamos em nada, e é divertido ser tão diferente e ainda assim se achar interessante. Porque olham para nós de um modo que não conseguimos explicar, mas mexe de um jeito bom. Aquece. Porque são coloridas. Porque são caladas. Porque falam muito, sobre qualquer coisa, e têm trejeitos e caras e bocas enquanto isso. Porque há desafios em conhecer alguém. Porque o dormir abraçado é bom. Porque é absolutamente difícil entender-mo-nos, e esse é de fato um desafio instigante.
Por sermos teimosos. Às vezes o sexo não ajuda, e as conversas emperram, e tudo parece terminar em briga. Ainda assim.
Por ser bom, vez ou outra. Porque se gosta de comida. Ou vinho. Ou café. Por curiosidade. Porque o reflexo na janela nos sorri. Ou ignora superficialmente. Pelas dicas de filme. Ou literatura. Porque sabemos que o que transparece não é exatamente o que é de fato. Porque somos bobos, e um sorriso é bom.
Por se apreciar cinema. Gatos. Cobras venenosas. Ou colóquios espinhosos.
Porque temos pensamentos que se completam sem precisarmos precisá-los. Pessoas que entendem o que vai por nossas cabeças.
Porque a química da pele encaixa. Porque as curvas se entendem.
Afeiçoamo-nos às mesmas pessoas por motivos mesmo diversos. Um cheiro, um modo de acordar. Uma conjuntura.
Por horários repetidos ou poemas e contos trocados. Recitados. Por críticas severas.
Quem sabe.
Enfim.
Quiçá.
Por sermos teimosos. Às vezes o sexo não ajuda, e as conversas emperram, e tudo parece terminar em briga. Ainda assim.
Por ser bom, vez ou outra. Porque se gosta de comida. Ou vinho. Ou café. Por curiosidade. Porque o reflexo na janela nos sorri. Ou ignora superficialmente. Pelas dicas de filme. Ou literatura. Porque sabemos que o que transparece não é exatamente o que é de fato. Porque somos bobos, e um sorriso é bom.
Por se apreciar cinema. Gatos. Cobras venenosas. Ou colóquios espinhosos.
Porque temos pensamentos que se completam sem precisarmos precisá-los. Pessoas que entendem o que vai por nossas cabeças.
Porque a química da pele encaixa. Porque as curvas se entendem.
Afeiçoamo-nos às mesmas pessoas por motivos mesmo diversos. Um cheiro, um modo de acordar. Uma conjuntura.
Por horários repetidos ou poemas e contos trocados. Recitados. Por críticas severas.
Quem sabe.
Enfim.
Quiçá.
quinta-feira, fevereiro 19, 2009
La muerte blanca
Curiosamente, aunque sucede en un clima frío y amargo, la muerte blanca es dulce y cálida. Así le dicen a la muerte de alta montaña: un pequeño sopor producto del cansancio, un pestañear de ojos después de la asfixiante caminata, un reposo sobre una piedra demasiado cómoda, generalmente más arriba de los seis mil metros de altura, bastan para envolverlo a uno en la manta blanca de la nieve, entre la ausencia de oxígeno dentro de las venas, y dejarse llevar hacia el otro mundo. Uno no puede solo contra la muerte blanca. Necesita de alguien que esté más entero, que lo despierte, que lo arrastre con una soga (real o imaginaria) por la senda del descenso. Esa es otra de las características de la muerte blanca: en su gran mayoría sucede en bajada, cuando el cuerpo ya se relajó de tanto trepar y el andinista se cree con el hecho consumado.(Trecho de La muerte blanca - http://www.pagina12.com.ar/diario/contratapa/13-120180.html)
terça-feira, fevereiro 17, 2009
quinta-feira, fevereiro 05, 2009
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