vou falando assim, de mim. que d'outra coisa não poderia falar com mais propriedade, ou, pelo menos, sinceridade.
exponho-me. deixo pontas para que se construa a rede que sou. a rede que somos.
vou tentando entender e construir a construção que sou.
abro-me. porque desejo que alguns saibam quem sou. o que sinto. o que cala e move e dói. ainda que poucos, ou silenciosamente.
também sou silenciosa, às vezes.
às vezes, falo porque desejo ouvir.
às vezes, calo por medo do que não virá.
e se vou sentindo necessidade de dizer quem sou, para ouvidos apenas atentos se assim lhes interessar, faço-o sem receios.
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