A vida é uma coisa complexa.
Viver também...
Sinto vontade de dizer muitas coisas sobre isso. Quisera saber expressar...
sexta-feira, março 06, 2009
terça-feira, março 03, 2009
anti-socialmente chata
Acho que, em muitos momentos, encaro meus defeitos como características pré-definidas e imutáveis...
segunda-feira, março 02, 2009
what comes next?
período de entender muitas coisas. de tentar entender muitas coisas.
ainda que minha cabeça parece lenta e vazia em muitos momentos, sinto-me percebendo pontos importantes, vez ou outra.
ainda que minha cabeça parece lenta e vazia em muitos momentos, sinto-me percebendo pontos importantes, vez ou outra.
sexta-feira, fevereiro 27, 2009
Por que nos afeiçoamos às pessoas?
Às vezes por conta do sexo. Do beijo bom. Por conta das conversas que se transmutam e outras e outras, e a possibilidade de passar muitas horas a falar e apreciar a companhia. Porque nos revelam jeitos de ser que nos agradam. Porque nos entendemos. Porque não combinamos em nada, e é divertido ser tão diferente e ainda assim se achar interessante. Porque olham para nós de um modo que não conseguimos explicar, mas mexe de um jeito bom. Aquece. Porque são coloridas. Porque são caladas. Porque falam muito, sobre qualquer coisa, e têm trejeitos e caras e bocas enquanto isso. Porque há desafios em conhecer alguém. Porque o dormir abraçado é bom. Porque é absolutamente difícil entender-mo-nos, e esse é de fato um desafio instigante.
Por sermos teimosos. Às vezes o sexo não ajuda, e as conversas emperram, e tudo parece terminar em briga. Ainda assim.
Por ser bom, vez ou outra. Porque se gosta de comida. Ou vinho. Ou café. Por curiosidade. Porque o reflexo na janela nos sorri. Ou ignora superficialmente. Pelas dicas de filme. Ou literatura. Porque sabemos que o que transparece não é exatamente o que é de fato. Porque somos bobos, e um sorriso é bom.
Por se apreciar cinema. Gatos. Cobras venenosas. Ou colóquios espinhosos.
Porque temos pensamentos que se completam sem precisarmos precisá-los. Pessoas que entendem o que vai por nossas cabeças.
Porque a química da pele encaixa. Porque as curvas se entendem.
Afeiçoamo-nos às mesmas pessoas por motivos mesmo diversos. Um cheiro, um modo de acordar. Uma conjuntura.
Por horários repetidos ou poemas e contos trocados. Recitados. Por críticas severas.
Quem sabe.
Enfim.
Quiçá.
Por sermos teimosos. Às vezes o sexo não ajuda, e as conversas emperram, e tudo parece terminar em briga. Ainda assim.
Por ser bom, vez ou outra. Porque se gosta de comida. Ou vinho. Ou café. Por curiosidade. Porque o reflexo na janela nos sorri. Ou ignora superficialmente. Pelas dicas de filme. Ou literatura. Porque sabemos que o que transparece não é exatamente o que é de fato. Porque somos bobos, e um sorriso é bom.
Por se apreciar cinema. Gatos. Cobras venenosas. Ou colóquios espinhosos.
Porque temos pensamentos que se completam sem precisarmos precisá-los. Pessoas que entendem o que vai por nossas cabeças.
Porque a química da pele encaixa. Porque as curvas se entendem.
Afeiçoamo-nos às mesmas pessoas por motivos mesmo diversos. Um cheiro, um modo de acordar. Uma conjuntura.
Por horários repetidos ou poemas e contos trocados. Recitados. Por críticas severas.
Quem sabe.
Enfim.
Quiçá.
quinta-feira, fevereiro 19, 2009
La muerte blanca
Curiosamente, aunque sucede en un clima frío y amargo, la muerte blanca es dulce y cálida. Así le dicen a la muerte de alta montaña: un pequeño sopor producto del cansancio, un pestañear de ojos después de la asfixiante caminata, un reposo sobre una piedra demasiado cómoda, generalmente más arriba de los seis mil metros de altura, bastan para envolverlo a uno en la manta blanca de la nieve, entre la ausencia de oxígeno dentro de las venas, y dejarse llevar hacia el otro mundo. Uno no puede solo contra la muerte blanca. Necesita de alguien que esté más entero, que lo despierte, que lo arrastre con una soga (real o imaginaria) por la senda del descenso. Esa es otra de las características de la muerte blanca: en su gran mayoría sucede en bajada, cuando el cuerpo ya se relajó de tanto trepar y el andinista se cree con el hecho consumado.(Trecho de La muerte blanca - http://www.pagina12.com.ar/diario/contratapa/13-120180.html)
terça-feira, fevereiro 17, 2009
quinta-feira, fevereiro 05, 2009
quarta-feira, janeiro 28, 2009
Eclipse Oculto
E paramos no meio
Sem saber os desejos
Aonde é que iam dar
E aquele projeto
Ainda estará no ar...
Sem saber os desejos
Aonde é que iam dar
E aquele projeto
Ainda estará no ar...
segunda-feira, janeiro 26, 2009
quarta-feira, janeiro 14, 2009
preciso urgentemente descobrir o que faz sentido pra mim!
não posso passar mais por períodos tão longos, para sair deles com a sensação de limbo.
fiz coisas novas e interessantes.
ajudei pessoas.
onde está o erro? onde está o "estar a toa"?
é porque não sei o que é certo ou bom para mim que fico estranha em relação ao que passou...
não posso passar mais por períodos tão longos, para sair deles com a sensação de limbo.
fiz coisas novas e interessantes.
ajudei pessoas.
onde está o erro? onde está o "estar a toa"?
é porque não sei o que é certo ou bom para mim que fico estranha em relação ao que passou...
coragem
também é preciso coragem para admitir que se precisa parar tudo por um tempo e seguir outro ritmo.
coragem para saber que algumas oportunidades e algumas histórias não irão acontecer, não serão aproveitadas, pois é preciso parar e dar atenção a outras coisas.
mas é preciso ter alguma clareza do que se irá olhar.
não quero simplesmente me perder e parar em algum limbo de auto-complacência.
so quero deixar de ter essa sensação de que tanta coisa não faz sentido, de que estou tão desencontrada, de que estou tão perdida, de que estou trilhando um caminho que me é estranho.
respirar fundo, olhar o trem passar, e seguir adiante.
respirar fundo, e dizer "não".
respirar fundo e escolhar não entrar em mais um projeto que não terei forças (ou cabeça) para levar adiante.
me sinto refém...
e tenho receio de que algumas escolhas me deixem em situação ainda pior, neste sentido.
coragem para saber que algumas oportunidades e algumas histórias não irão acontecer, não serão aproveitadas, pois é preciso parar e dar atenção a outras coisas.
mas é preciso ter alguma clareza do que se irá olhar.
não quero simplesmente me perder e parar em algum limbo de auto-complacência.
so quero deixar de ter essa sensação de que tanta coisa não faz sentido, de que estou tão desencontrada, de que estou tão perdida, de que estou trilhando um caminho que me é estranho.
respirar fundo, olhar o trem passar, e seguir adiante.
respirar fundo, e dizer "não".
respirar fundo e escolhar não entrar em mais um projeto que não terei forças (ou cabeça) para levar adiante.
me sinto refém...
e tenho receio de que algumas escolhas me deixem em situação ainda pior, neste sentido.
segunda-feira, janeiro 05, 2009
embestei que cada coisa tem seu devido tempo e lugar, e que só pararia para cuidar do que julgo carecer um tanto mais de tempo para resolver quando tempo tivesse.
sucedem-se tarefas e obrigações que julgava que ocupariam menos tempo, e as quais considerei mais urgentes por envolverem prazos externos, e envolver a outros que não eu.
eis que vejo o tempo ir passando, com os afazeres que não se acabam, com as tarefas às quais não se consegue dar vencimento, e continuo me procrastinando.
cúmulo.
vou acabar estourando ou desabando por aí, e com tudo meu pela metade, quiçá menos que isso.
sucedem-se tarefas e obrigações que julgava que ocupariam menos tempo, e as quais considerei mais urgentes por envolverem prazos externos, e envolver a outros que não eu.
eis que vejo o tempo ir passando, com os afazeres que não se acabam, com as tarefas às quais não se consegue dar vencimento, e continuo me procrastinando.
cúmulo.
vou acabar estourando ou desabando por aí, e com tudo meu pela metade, quiçá menos que isso.
domingo, janeiro 04, 2009
sexta-feira, janeiro 02, 2009
Cruel
Sinto-me estranha, esquisita.
Algo faz-me mal.
Não entendo direito de que se trata, mas vez ou outra sinto-me vil, medíocre...
Minha auto-estima não me faz bem...
Algo faz-me mal.
Não entendo direito de que se trata, mas vez ou outra sinto-me vil, medíocre...
Minha auto-estima não me faz bem...
quarta-feira, dezembro 31, 2008
quinta-feira, dezembro 25, 2008
demanda
precisada de um espaço/momento/período
para mim, para comigo
sem precisar ouvir
responder
ajudar
atentar
algo
alguém
que não
eu
para mim, para comigo
sem precisar ouvir
responder
ajudar
atentar
algo
alguém
que não
eu
terça-feira, dezembro 23, 2008
citação
Novos dados provenientes de registros eletrofisiológicos mostram-nos que os sorrisos simulados originam padrões de ondas cerebrais diferentes dos padrões criados pelos sorrisos verdadeiros (Damásio, 179,1994).
segunda-feira, dezembro 22, 2008
segunda-feira, dezembro 15, 2008
domingo, dezembro 14, 2008
indócil
Não é algo que venha de fora.
Não é como se devesse vir de algum outro ponto que não eu mesma.
Ainda assim, me pego às vezes esperando algo. Espero uma epifania que me fará mover-me? Espero que caia do céu ou venha voando com os passarinhos que fazem ninho no lustre da sala a motivação ou a explicação para tudo que acho em mim perdido ou errado ou desencaixado?
Irritadiça, distante do que deveria ser minha realidade, pseudo-sufocada pelas responsabilidades. Estranha. Estranha em mim.
Em busca do que faça sentido. Em busca de um modo de viver que não seja sufocante, mas não me pareça irresponsável, não me deixe com a sensação de que o tempo e as coisas passam e continuo no mesmíssimo lugar.
Precisando de ar. Carecida de eu.
De minha força, de minha voz, de meus espaços, de minhas pernas a mover-se e de todos meus movimentos e de tudo que seja a energia que eu sei que existe e está amortizada, e nem sei dizer exatamente há quanto tempo, e desde quando essa dormência resolveu progredir.
É olhar pra dentro que resolve? É olhar ao redor?
Até onde sou capaz de ir sem sair do lugar?
Eu perco a paciência, o prumo, a segurança, a vivacidade, a sagacidade, a vontade de ficar aqui e de decidir pra onde ir.
Perco a paixão mais forte pela culinária, por fazer símbolos na tela executarem pequeninas maravilhas (para minha mente ingênua), perco um tanto o deslumbramento pelas coisas, e o viço no corpo.
Eu desacredito no conserto das coisas, eu deixo o tempo passar, eu não mando aquele postal, aquele SMS, eu não dou aquele telefonema. Eu não digo àquela pessoa que aquela noite foi maravilhosa e especial e está para sempre em mim. Eu não sei o que fazer para o que eu acho que faz sentido deixar de ser promessa e virar uma realidade boa e cativante.
Eu corro e giro e vôo e não construo algo sólido sobre o qual continuar a construir coisas, sobre o qual continuar a me construir.
Eu aprecio instantes e coisas e com sorte boas conversas com interessantes pessoas, eu tomo drinks e cervejas e cafés, e não tomo vergonha na cara - pra parar de gastar grana com gasolina e livros e futilidades.
Eu peço para esperar, eu não peço perdão, eu peço desculpas, eu peço espaço, peço ar. Eu peço outro café espresso e canto um trecho da nova música que povoa minha cabeça, e sem utilizar palavras de súplica peço pra mim que me encontre, que descubra no que sou boa e o que me ajudará a seguir, a ir em frente, a ser produtiva - não para os outros, mas para minha vida.
Eu busco essa faísca que se transforme em fogo, e busco também o combustível que tornará isso possível, e tudo parece distante, tudo parece confuso e complicado, estou esvaída de forças que algum conselheiro maldito me faz pensar, maliciosamente, que nunca tive.
Careço de sonhos, e mesmo alguns poucos anseios andam permeados de confusões e desnorteamentos.
Dosnerteada doída espremida pesada. Angustiada.
Eu peço férias.
(eu quero uma catarse que me forneça o substrato para progredir.)
Eu quero silêncio, e um pouco de tranqüilidade para ir fazendo o que preciso/ quero fazer sem ser interrompida, sem ter de parar para tecer comentários, dar palpites, dar explicações.
Eu careço de vida e força motriz e de algo que limpe essa lama que me anda a retesar os músculos e endurecer a paixão.
Eu peço tempo, eu peço um tempo para mim, eu peço respeito aos meus tempos e minhas individualidades e minhas necessidades de estar em mim, de não estar disponível - de vez em quando.
Não é como se devesse vir de algum outro ponto que não eu mesma.
Ainda assim, me pego às vezes esperando algo. Espero uma epifania que me fará mover-me? Espero que caia do céu ou venha voando com os passarinhos que fazem ninho no lustre da sala a motivação ou a explicação para tudo que acho em mim perdido ou errado ou desencaixado?
Irritadiça, distante do que deveria ser minha realidade, pseudo-sufocada pelas responsabilidades. Estranha. Estranha em mim.
Em busca do que faça sentido. Em busca de um modo de viver que não seja sufocante, mas não me pareça irresponsável, não me deixe com a sensação de que o tempo e as coisas passam e continuo no mesmíssimo lugar.
Precisando de ar. Carecida de eu.
De minha força, de minha voz, de meus espaços, de minhas pernas a mover-se e de todos meus movimentos e de tudo que seja a energia que eu sei que existe e está amortizada, e nem sei dizer exatamente há quanto tempo, e desde quando essa dormência resolveu progredir.
É olhar pra dentro que resolve? É olhar ao redor?
Até onde sou capaz de ir sem sair do lugar?
Eu perco a paciência, o prumo, a segurança, a vivacidade, a sagacidade, a vontade de ficar aqui e de decidir pra onde ir.
Perco a paixão mais forte pela culinária, por fazer símbolos na tela executarem pequeninas maravilhas (para minha mente ingênua), perco um tanto o deslumbramento pelas coisas, e o viço no corpo.
Eu desacredito no conserto das coisas, eu deixo o tempo passar, eu não mando aquele postal, aquele SMS, eu não dou aquele telefonema. Eu não digo àquela pessoa que aquela noite foi maravilhosa e especial e está para sempre em mim. Eu não sei o que fazer para o que eu acho que faz sentido deixar de ser promessa e virar uma realidade boa e cativante.
Eu corro e giro e vôo e não construo algo sólido sobre o qual continuar a construir coisas, sobre o qual continuar a me construir.
Eu aprecio instantes e coisas e com sorte boas conversas com interessantes pessoas, eu tomo drinks e cervejas e cafés, e não tomo vergonha na cara - pra parar de gastar grana com gasolina e livros e futilidades.
Eu peço para esperar, eu não peço perdão, eu peço desculpas, eu peço espaço, peço ar. Eu peço outro café espresso e canto um trecho da nova música que povoa minha cabeça, e sem utilizar palavras de súplica peço pra mim que me encontre, que descubra no que sou boa e o que me ajudará a seguir, a ir em frente, a ser produtiva - não para os outros, mas para minha vida.
Eu busco essa faísca que se transforme em fogo, e busco também o combustível que tornará isso possível, e tudo parece distante, tudo parece confuso e complicado, estou esvaída de forças que algum conselheiro maldito me faz pensar, maliciosamente, que nunca tive.
Careço de sonhos, e mesmo alguns poucos anseios andam permeados de confusões e desnorteamentos.
Dosnerteada doída espremida pesada. Angustiada.
Eu peço férias.
(eu quero uma catarse que me forneça o substrato para progredir.)
Eu quero silêncio, e um pouco de tranqüilidade para ir fazendo o que preciso/ quero fazer sem ser interrompida, sem ter de parar para tecer comentários, dar palpites, dar explicações.
Eu careço de vida e força motriz e de algo que limpe essa lama que me anda a retesar os músculos e endurecer a paixão.
Eu peço tempo, eu peço um tempo para mim, eu peço respeito aos meus tempos e minhas individualidades e minhas necessidades de estar em mim, de não estar disponível - de vez em quando.
sexta-feira, dezembro 12, 2008
quinta-feira, dezembro 11, 2008
quarta-feira, dezembro 10, 2008
segunda-feira, dezembro 08, 2008
sábado, dezembro 06, 2008
quinta-feira, dezembro 04, 2008
quarta-feira, dezembro 03, 2008
terça-feira, novembro 25, 2008
sábado, novembro 22, 2008
Outono
Um dia vou parar pra pensar sobre as pessoas que eu gostaria de ter em minha vida e que acabo por não ter o "direito" de fazê-lo porque me envolvo com elas e - bem - depois, pra elas já não é mais possível, ou já não faz mais sentido.
Existem pessoas que eu não gostaria que fossem embora.
Em verdade, cada vez mais - no sentido de na medida em que amadureço em alguma medida - as pessoas de quem me aproximo são pessoas que acho que valem a pena. Apesar de "valer a pena" me parecer uma expressão ruim.
Existem pessoas que eu não gostaria que fossem embora.
Em verdade, cada vez mais - no sentido de na medida em que amadureço em alguma medida - as pessoas de quem me aproximo são pessoas que acho que valem a pena. Apesar de "valer a pena" me parecer uma expressão ruim.
quarta-feira, novembro 19, 2008
Como reter o sentimento?
A pretendida temática deste texto pode acabar dando outra conotação a este título. Espero que as coisas não se encaixem de um modo ruim.
O que faz sentido, afinal?
Sinto aflorar um desejo de choro. Já foi o desejo de um choro doído, um choro direcionado para algo pequeno, mesquinho. Agora, pareceu-me um choro diferente, por relacionar-se a algo mais inteiro, mais sincero...
Qual o sentido de afastar-se do que tem uma importância enorme, para possibilitar que se viva coisas que, por mais interessantes que possam ser, são - talvez inerentemente - incompletas?
Que adianta ter outras experiências interessantes, se há essa lacuna, esse espaço que sei bem como pode(ria) ser preenchido, e que, vazio, tira um pouco - ou tanto - da razão de ser de tantas coisas?
Não cesso de pensar que o sentido de algumas coisas diminui na configuração atual das coisas.
Não desprezo a validade e a beleza do vôo pelo vôo, da viagem pelo movimento, do estar completo e íntegro - estes últimos por motivos muitíssimo claros. Entretanto - se não faz sentido para mim ficar longe, e sou obrigada a ficar longe se escolho fazer algumas coisas, como posso de fato apreciar as experiências que fazem com que o ficar longe seja obrigatório?
Há muito que se descobrir e apreciar no mundo. Nem tudo, contudo, acho, hoje, proporciona a sensação de completude. Não me refiro à minha completude. Mas a plenitude que um encontro pode alcançar, por exemplo.
Talvez o fato seja que não é possível "encontrar" um coelho se estou buscando um leão... Digo, se não estou aberta, não há como esperar que algo penetre. Se já achei o que me interessa, algo que não é isto não corresponderá a meus anseios...
E talvez meu grande problema seja que, diferentemente de outros, não estou escolhendo alterar meus anseios conscientemente. Ou melhor - seja o fato de que podem estar agindo diferentemente de mim.
O que faz sentido, afinal?
Sinto aflorar um desejo de choro. Já foi o desejo de um choro doído, um choro direcionado para algo pequeno, mesquinho. Agora, pareceu-me um choro diferente, por relacionar-se a algo mais inteiro, mais sincero...
Qual o sentido de afastar-se do que tem uma importância enorme, para possibilitar que se viva coisas que, por mais interessantes que possam ser, são - talvez inerentemente - incompletas?
Que adianta ter outras experiências interessantes, se há essa lacuna, esse espaço que sei bem como pode(ria) ser preenchido, e que, vazio, tira um pouco - ou tanto - da razão de ser de tantas coisas?
Não cesso de pensar que o sentido de algumas coisas diminui na configuração atual das coisas.
Não desprezo a validade e a beleza do vôo pelo vôo, da viagem pelo movimento, do estar completo e íntegro - estes últimos por motivos muitíssimo claros. Entretanto - se não faz sentido para mim ficar longe, e sou obrigada a ficar longe se escolho fazer algumas coisas, como posso de fato apreciar as experiências que fazem com que o ficar longe seja obrigatório?
Há muito que se descobrir e apreciar no mundo. Nem tudo, contudo, acho, hoje, proporciona a sensação de completude. Não me refiro à minha completude. Mas a plenitude que um encontro pode alcançar, por exemplo.
Talvez o fato seja que não é possível "encontrar" um coelho se estou buscando um leão... Digo, se não estou aberta, não há como esperar que algo penetre. Se já achei o que me interessa, algo que não é isto não corresponderá a meus anseios...
E talvez meu grande problema seja que, diferentemente de outros, não estou escolhendo alterar meus anseios conscientemente. Ou melhor - seja o fato de que podem estar agindo diferentemente de mim.
terça-feira, novembro 18, 2008
segunda-feira, novembro 17, 2008
sexta-feira, novembro 14, 2008
quinta-feira, novembro 13, 2008
Ainda um poema
moldo-me
areia úmida em tuas mãos
molda-me
ao calor resoluto de tuas mãos
modulo-me
ao som vibrante de tua voz
desfaço-me
mundo de tempos
distâncias
sem depois
escrevo-te
jogos de palavras
angústia e saudades entre peito e mãos
subscrevo-me
hipérbole voraz de sensações sem sentido
amante sincera em um tempo perdido
areia úmida em tuas mãos
molda-me
ao calor resoluto de tuas mãos
modulo-me
ao som vibrante de tua voz
desfaço-me
mundo de tempos
distâncias
sem depois
escrevo-te
jogos de palavras
angústia e saudades entre peito e mãos
subscrevo-me
hipérbole voraz de sensações sem sentido
amante sincera em um tempo perdido
último romance
(Rodrigo Amarante)
Eu encontrei-a quando não quis
mais procurar o meu amor
E quanto levou foi pr'eu merecer
antes um mês e eu já não sei
E até quem me vê lendo o jornal
na fila do pão sabe que eu te encontrei
E ninguém dirá que é tarde demais
que é tão diferente assim
Do nosso amor a gente é que sabe, pequena
Ah vai!
Me diz o que é o sufoco que eu te mostro alguém
afim de te acompanhar
E se o caso for de ir à praia eu levo essa casa numa sacola
Eu encontrei-a e quis duvidar
Tanto clichê deve não ser
Você me falou pr'eu não me preocupar
ter fé e ver coragem no amor
E só de te ver eu penso em trocar
a minha TV num jeito de te levar
a qualquer lugar que você queira
e ir onde o vento for, que pra nós dois
sair de casa já é se aventurar
Ah vai, me diz o que é o sossego
que eu te mostro alguém afim de te acompanhar
E se o tempo for te levar
eu sigo essa hora e pego carona pra te acompanhar
Eu encontrei-a quando não quis
mais procurar o meu amor
E quanto levou foi pr'eu merecer
antes um mês e eu já não sei
E até quem me vê lendo o jornal
na fila do pão sabe que eu te encontrei
E ninguém dirá que é tarde demais
que é tão diferente assim
Do nosso amor a gente é que sabe, pequena
Ah vai!
Me diz o que é o sufoco que eu te mostro alguém
afim de te acompanhar
E se o caso for de ir à praia eu levo essa casa numa sacola
Eu encontrei-a e quis duvidar
Tanto clichê deve não ser
Você me falou pr'eu não me preocupar
ter fé e ver coragem no amor
E só de te ver eu penso em trocar
a minha TV num jeito de te levar
a qualquer lugar que você queira
e ir onde o vento for, que pra nós dois
sair de casa já é se aventurar
Ah vai, me diz o que é o sossego
que eu te mostro alguém afim de te acompanhar
E se o tempo for te levar
eu sigo essa hora e pego carona pra te acompanhar
quarta-feira, novembro 12, 2008
domingo, novembro 09, 2008
quarta-feira, novembro 05, 2008
domingo, novembro 02, 2008
sábado, novembro 01, 2008
terça-feira, outubro 28, 2008
terça-feira, outubro 21, 2008
quinta-feira, outubro 16, 2008
sábado, outubro 11, 2008
sexta-feira, outubro 10, 2008
terça-feira, setembro 30, 2008
trilha sonora da noite
los hermanos
jorge drexler
fingi na hora rir
guitarra y vos
retrato pra iaiá
dentre outras
(daria até pra passar um bom tempo assim)
jorge drexler
fingi na hora rir
guitarra y vos
retrato pra iaiá
dentre outras
(daria até pra passar um bom tempo assim)
segunda-feira, setembro 29, 2008
domingo, setembro 28, 2008
quinta-feira, setembro 25, 2008
apertado
Hoje não achei que fossem.
Talvez por o coração ter se desenganado um tanto, (erroneamente?) com essa história de se dar.
Senti sua falta, és importante para mim!
"Ok."
Melhor que perder a compostura seja talvez fingir que foi engano, né. Vai saber.
Talvez por o coração ter se desenganado um tanto, (erroneamente?) com essa história de se dar.
Senti sua falta, és importante para mim!
"Ok."
Melhor que perder a compostura seja talvez fingir que foi engano, né. Vai saber.
terça-feira, setembro 23, 2008
quarta-feira, setembro 17, 2008
quinta-feira, setembro 04, 2008
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