(Dave Matthews and Tim Reynolds - Christmas Song)
A menina espevitada se sente tentada a chorar...
Há seis meses seu melhor amigo sem noção boçal metrossexual foi para muito, muito longe. Desde então, eles se falam muito esporádicaeventualmente. Da última vez, foram longos trinta e tantos dias. Sem ouvir voz ou ler novas frases.
De saudade apertar e recorrer a velhas fotos, a renovadas vontades de escrever, de derramar grossas ou leves gotas de "sinto uma falta absurda dessa pessoa que estava tão perto de mim"...
A menina espevitada não chora por esse amigo. A menina espevitada tem chorado pouco...
Talvez, se ela lembrar quanto conversavam, quanto calavam, quanto riam... Lembrar-se de noites em que o menino de óculos escuros e ela estavam já mortos de sono, e sem querer pensavam ou viam algo que era interessante, e lá se ia mais uma hora de conversa, de discussões acirradas, e, quase milagre, de uma pessoa entender o ponto de vista da outra. Sim, é um milagre pensar que duas coisinhas intransigentes e orgulhosas sejam capazes de ceder; no entanto, eventualmente, talvez pelo prazer de continuar a conversar, a menina espevitada e o menino... o menino que por não gostar de rótulos poderia recebê-los vários, eles cedem, e se ouvem.
Talvez se lembrar do tempo que conhece este garoto, das coisas que passaram juntos, de como eles foram se tornando mais próximos... Lembrar de um tempo em que ela era mais rebelde que interessante - quem sabe? Lembrar de um tempo em que ele era mais nerd do que farrista. Lembrar de caminhadas de tarde inteira por qualquer lugar, para alimentar o quê - a vontade de conversar sobre tudo, e sobretudo a vontade que tinham de estar juntos... O menino de óculos escuros, a menina espevitada, e o então melhor amigo deles, o menino realmente sem noção. Porque, sim, a menina espevitada se lembra agora, o menino de óculos escuros é um anjo, além da criatura mais doce do mundo, perto do menino realmente sem noção.
A menina espevitada tem mais lembranças do que momentos destes três, agora... E uma das forças que a levam adiante é reencontrar o menino que usava óculos escuros de noite e usava preto embaixo do maior sol e que era uma pedra de gelo e chorava feito criança, e se tornou seu melhor amigo apesar de qualquer coisa diferente que um pensasse do outro.
A menina espevitada não está apaixonada pelo menino português. A menina espevitada não está idealizando o menino português.
Com muita clareza, a menina espevitada ama esse ser que saiu de perto dela mais menino, e que aos trancos, barrancos, solidões e porradas deve estar se tornando um homem. E hoje, sempre que pode, ela diz isso para quem estiver por perto para ouvir.
O rosto da menina espevitada está marcado por gotinhas de saudade. O menino de óculos escuros está virtualmente perto, neste exato momento. Mas o menino que gosta de ser gostado e de fazer rir está precisando de atenção, e então ela os deixou a sós...
Estica-se o lábio inferior da menina que também é introspectiva e quieta - e agora um beicinho triste mora em seu rosto, para combinar com os caminhos molhados de saudade e saudosismo.
A menina espevitada se imagina abraçando o menino que está longe. Ela sente...
Saudades.
E deseja que seus caminhos, muito em breve, se cruzem mais.
Meninos e meninas vêm e vão em nossas vidas. Na vida da menina quieta que veste máscara de caminhos de lágrimas e beicinho, isto não é diferente.
A menina espevitada chora e roga que este menino permaneça. Que, afinal, sempre se pode ir por aí juntos!!
A menina espevitada se sente tentada a chorar...
Há seis meses seu melhor amigo sem noção boçal metrossexual foi para muito, muito longe. Desde então, eles se falam muito esporádicaeventualmente. Da última vez, foram longos trinta e tantos dias. Sem ouvir voz ou ler novas frases.
De saudade apertar e recorrer a velhas fotos, a renovadas vontades de escrever, de derramar grossas ou leves gotas de "sinto uma falta absurda dessa pessoa que estava tão perto de mim"...
A menina espevitada não chora por esse amigo. A menina espevitada tem chorado pouco...
Talvez, se ela lembrar quanto conversavam, quanto calavam, quanto riam... Lembrar-se de noites em que o menino de óculos escuros e ela estavam já mortos de sono, e sem querer pensavam ou viam algo que era interessante, e lá se ia mais uma hora de conversa, de discussões acirradas, e, quase milagre, de uma pessoa entender o ponto de vista da outra. Sim, é um milagre pensar que duas coisinhas intransigentes e orgulhosas sejam capazes de ceder; no entanto, eventualmente, talvez pelo prazer de continuar a conversar, a menina espevitada e o menino... o menino que por não gostar de rótulos poderia recebê-los vários, eles cedem, e se ouvem.
Talvez se lembrar do tempo que conhece este garoto, das coisas que passaram juntos, de como eles foram se tornando mais próximos... Lembrar de um tempo em que ela era mais rebelde que interessante - quem sabe? Lembrar de um tempo em que ele era mais nerd do que farrista. Lembrar de caminhadas de tarde inteira por qualquer lugar, para alimentar o quê - a vontade de conversar sobre tudo, e sobretudo a vontade que tinham de estar juntos... O menino de óculos escuros, a menina espevitada, e o então melhor amigo deles, o menino realmente sem noção. Porque, sim, a menina espevitada se lembra agora, o menino de óculos escuros é um anjo, além da criatura mais doce do mundo, perto do menino realmente sem noção.
A menina espevitada tem mais lembranças do que momentos destes três, agora... E uma das forças que a levam adiante é reencontrar o menino que usava óculos escuros de noite e usava preto embaixo do maior sol e que era uma pedra de gelo e chorava feito criança, e se tornou seu melhor amigo apesar de qualquer coisa diferente que um pensasse do outro.
A menina espevitada não está apaixonada pelo menino português. A menina espevitada não está idealizando o menino português.
Com muita clareza, a menina espevitada ama esse ser que saiu de perto dela mais menino, e que aos trancos, barrancos, solidões e porradas deve estar se tornando um homem. E hoje, sempre que pode, ela diz isso para quem estiver por perto para ouvir.
O rosto da menina espevitada está marcado por gotinhas de saudade. O menino de óculos escuros está virtualmente perto, neste exato momento. Mas o menino que gosta de ser gostado e de fazer rir está precisando de atenção, e então ela os deixou a sós...
Estica-se o lábio inferior da menina que também é introspectiva e quieta - e agora um beicinho triste mora em seu rosto, para combinar com os caminhos molhados de saudade e saudosismo.
A menina espevitada se imagina abraçando o menino que está longe. Ela sente...
Saudades.
E deseja que seus caminhos, muito em breve, se cruzem mais.
Meninos e meninas vêm e vão em nossas vidas. Na vida da menina quieta que veste máscara de caminhos de lágrimas e beicinho, isto não é diferente.
A menina espevitada chora e roga que este menino permaneça. Que, afinal, sempre se pode ir por aí juntos!!
Um comentário:
Preciso dizer algo?
Te amo... (assim, errado mesmo)
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