terça-feira, agosto 01, 2017

por vezes...

o que mais dói é a certeza das ausências...

quinta-feira, maio 25, 2017

Contas

As contas dos colares nativos, de tão lindas cores,
eram de plástico.
Em outro canto, na parca refeição,
salgadinhos e refrigerantes.
Nos shoppings, quase nada é ouro,
mas há muito espelho. E brilho.

Passaram-se 500, 600, sabe-se lá quantos anos

E continuam a tentar nos seduzir
com quinquilharias
mixarias
engodos
ilusões
tóxicas
vazias

Os plásticos a se acumular
nas praias
nos papos
nas prateleiras de supermercados;
a praticidade vendida ao preço (e às custas)
da existência em si

As drogas [ou o álcool - outra droga] a salvar da terra quem não é considerado merecedor nem de ser digno do céu de todos. As drogas cujos caminhos são abertos pelos mesmos que perseguem e matam quem usa as drogas. As drogas que fazem com que as pessoas, uma vez mais, sejam a barata mercadoria. Para ser usada pelo sistema de reproduzir armadilhas que prendem pessoas.

Tiram as terras, as sementes, as feiras.
E nos dão
fast food.
concreto.
supermercados.
Comidas desfiguradas a se fingir de alimento.
Outras drogas a tentar nosso discernimento.
Nos oferecem:
sabores?
tempo?
O que nos roubam?
Saber?
Envolvimento?

Chegaram em nossas casas e com seus melhores sorrisos disseram que traziam do bom e do melhor para nós, porque éramos "especiais", e merecíamos.

[nas entrelinhas, sussurram: f.e.l.i.c.i.d.a.d.e. assim, parcelável]

As armadilhas e ilusões não mudaram tanto assim. Tampouco as lutas. Muitos não engoliram as mentiras. Também hoje muitos as recusam.

Não fomos nem somos assim tão ingênuos, defendem, registram.
É verdade.

Mas como gritar mais alto que a cacofonia de cores, sabores, aromas, visões baratas?
Como bichos de oceano e costa, sinto-nos como a nos engasgar
em nosso
maravilhoso
e prático
mar
de plástico.

Da cabeça aos pés, dentro-fora, entulhos antinaturais engolimos, vestimos, portamos.

Sinto-nos sendo levados por palavras tão verdadeiras quanto os produtos processados
reconstituídos
idênticos ao natural
aroma e corante
tudo artificial
- inclusive na saciedade -
palavras com o toque certo
de sal e açúcar
e o melhor aroma
para nos convencer de que todas e tantas porcarias
são tudo
de que sempre precisamos...

Dão-nos de comer, de vestir. De sentir. De sorrir.
Nos adoecem. Nos aprisionam.

A colonização
é com correntes de plástico coloridas artificialmente. E ainda pagamos por elas,
para não ficar fora da moda
da alta sociedade vigente.


sexta-feira, maio 19, 2017

Não tenho todas as soluções, nem todas as respostas...

Mas tenho uma enorme vontade de continuar tentando.

quinta-feira, maio 04, 2017

terça-feira, maio 02, 2017

primeiro de maio. dois de maio.

vontade de dizer que sinto saudades.

quarta-feira, abril 19, 2017

Blues

"We have holes in our hearts. We can paper them over, and learn to live with them, but they are still there."
j.j.

sexta-feira, abril 14, 2017

what would happen

if I said - I miss you...?


...


...

terça-feira, abril 11, 2017

bruta flor

Quero continuar conhecendo e convivendo com essa pessoa. Meu peito se amplia e ilumina com o carinho e o encanto e as vontades de estar perto. Quero fazer parte, compartilhar caminhos. Quero ver a vida de perto.
Quero abraçar e sentir reencontros, acolhidas, aconchegos, mais que despedidas...

domingo, março 26, 2017

Mora...

... na filosofia.
Pra quê rimar amor e dor?

quarta-feira, março 22, 2017

Aprender, aprender e aprender.
Compreender, conviver.
Prosseguir.
z.f.

terça-feira, março 21, 2017

muros

Que a chuva caia como uma luva
Um dilúvio, um delírio
Que a chuva traga
Alívio imediato

Que a noite caia
De repente caia
Tão demente quanto um raio
Que a noite traga
Alívio imediato

Há espaço pra todos, há um imenso vazio
Nesse espelho quebrado por alguém que partiu
A noite cai de alturas impossíveis
E quebra o silêncio e parte o coração

Há um muro de concreto entre nossos lábios
Há um muro de Berlim dentro de mim
Tudo se divide, todos se separam
(Duas Alemanhas, duas Coreias)
Tudo se divide, todos se separam

Que a chuva caia como uma luva
Um dilúvio, um delírio
Que a chuva traga
Alívio imediato

Que a noite caia
De repente caia
Tão demente quanto um raio
Que a noite traga
Alívio imediato

(Tudo se divide, tudo se separa
Tudo se divide, tudo se separa)

quinta-feira, março 16, 2017

não ter palavras não significa não ter sentimentos...

sexta-feira, março 10, 2017

Das fotos que não tirei

... no ônibus, à noite, alguém escreveu em um dos bancos - você é a pessoa que queria ser quando crescesse?

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... nas ruas, à noite, floresce como se fosse primavera; o caminho para casa é fresco e adocicado...

quinta-feira, março 09, 2017

Pra não dizer que não falei...

quero falar, também, das flores.
Essas flores que não conversam conosco, vêm sem nos conhecer e amanhã de novo não nos reconhecerão.
A flor que hoje é buquê, mas ontens e amanhãs é tanto mais mordaça, coroas, cravos, porrete, carimbo, régua, coleira.
A flor que é capaz de render homenagens [sem nome] enquanto deixa a nós e nossas histórias no limbo.
As anti-Rosas.
A flor único bom dia do ano.
[Não, veja bem, talvez já não queiramos tantas flores…]
É verdade, 'brigada, como a gente anda mal agradecida...

quarta-feira, março 08, 2017

De julgamentos, papeis, estereótipos, exploração...

A nossa é uma sociedade que se apraz em julgar e dizer que não nos encaixamos. Ela lucra mais com isso... E quanto mais distantes estivermos do modelo perfeito da aristocracia e da riqueza, tanto melhor, pois poderemos ser pecinhas a serviço desta...
"- O amor não deve ser a única verdade?
- Mas para isso, o amor deveria ser sempre verdadeiro. Você conhece alguém que sabe de cara quem ele ama? Não é verdade. Quando você tem 20 anos, não sabe o que ama. Você sabe migalhas, se agarra só à sua experiência. Você diz 'Eu amo isso', é sempre uma mistura. Mas para ser constituído inteiramente daquilo que se ama, é preciso a maturidade. Isso significa buscar. E é essa a verdade da vida."
j-l.g.

segunda-feira, março 06, 2017

resposta...

[...] se 1% da população controla a maior parte da riqueza disponível, o que nós chamamos de “o mercado” reflete o que ‘eles’ acreditam ser útil ou importante, e ninguém mais.
d.g.

quinta-feira, março 02, 2017

os fins justificam os títulos...

O segurança que se aproximou
                                    de mim
Sorriu e disse "bom dia"
...


Mas não deixou
de descansar a mão na pistola,
enquanto me indagava.

"Sorriso armado".

been there.

Eu sou quem sou, e estou onde estou.
Já estive lá (e aqui) antes.
Já tive apertos no peito
e tropeços pelo caminho
e lágrimas nos olhos.

Já olhei para trás antes
Já quis fugir
sumir
ir embora

Já quis que tudo mudasse
Já quis mudar de uma só vez

Mas sinto que sei que não adianta querer
negar ou acelerar as coisas...

Eu poderia ser diferente
E, assim, estar em outro lugar
mas não posso ir mais longe
do que aguento chegar
- nem mais rápido.

[ou quem sabe não agora]

Seja porque e como for,
estes são meus desafios, agora:
- Negá-los, ou apertar o passo, não os fará desaparecer.

Eu posso respirar
posso aprender
E se posso isso,
posso crescer
posso continuar

Não pularei etapas, nem fingirei
estar onde não estou.
Talvez para outros eu pareça
estar parada
ou, quiçá, a andar em círculos.

...

Entretanto, sinto o movimento
- em meus pés
meus passos
meu corpo
dentro, fora.

E sei que há espirais,
mais do que círculos...

Passagens...

Estava voltando para casa, como se estivesse indo para longe, fora de conta.
j.g.r.