Eu sou uma pessoa carente, que tem muita necessidade de atenção.
Hoje e agora, por exemplo, talvez a música que estou ouvindo facilite esta sensação... Mas queria encontrar alguém - podia ser alguém que eu nunca vi na vida, aliás, talvez fosse até mais legal assim - e bater um papo ameno, com gentilezas e coisas engraçadas...
Hoje, estou com vontade de cativar as pessoas.
quinta-feira, agosto 24, 2006
terça-feira, agosto 22, 2006
Eu queria ter como ir embora de casa, agora. Queria ter algum AMIGO que morasse sozinho e que pudesse dar essa mão.
É foda, pois, já que não trabalho, nem nada... Em situações como as que passei agora, não há nada que eu possa fazer. Mesmo que eu tivesse a casa de alguém para ir, ainda restariam os gatos, o peixe... Que fazer? Matar todos eles? Com veneno, ou faca, mesmo... E me sentir mais leve para pegar minhas coisas e partir daqui. Não pra sempre, mas por um bom tempo... Morar na Universidade, quem sabe. Que merda é morar com os pais depois de uma certa idade, sem trabalhar, nem nada assim. Que grande merda.
Eu quero explodir, agora, mas não tenho um refúgio real. Não tenho costas largas. E não vou abandonar o pouco que tenho. Não vou.
Às vezes, quando brigamos, ficamos tristes por brigar com alguém que gostamos, pela situação ruim que fica, por querermos bem aquela pessoa e estar tudo difícil. Agora estou triste, mas não é por isso. Eu provavelmente gosto dessa pessoa, mas não é isso que sinto agora, nem por isso que sinto vontade de chorar aos soluços. Eu tenho raiva. Eu sinto vontade de ir embora e nunca mais falar. E fico triste porque não posso fazer essas coisas agora. Eu não posso fazer quase nada.
Vou ficar aqui, e à noite, ainda estarei aqui. E amanhã de manhã, e ao meio-dia, e à noite... Quando o que eu queria era poder passar um tempo infinito sem ter que ver ou falar ou ouvir ou aturar.
Esse não é o melhor momento para dizer coisas sérias, eu sei.
Se fosse, talvez eu dissesse que assim que possível eu vou me separar dela. De vez.
segunda-feira, agosto 21, 2006
Eu ando pelo mundo...
E às vezes eu odeio muita coisa. Como o mecanismo deste Blogger, que me fez perder meu texto no qual passei algum tempo trabalhando quando fui selecioná-lo para alterar sua cor...
Agora, fica o protesto. E a cor, o motivo vem depois, um dia...
segunda-feira, agosto 07, 2006
Aviso aos navegantes...
Bom, este meu cantinho começou a receber visitas de um ou mais spammers malvados que ficam postando comentários com links que levam a outros blogs ou sei lá mais o que.
São comentários anônimos e sem nada de muito útil, a olho nu. :P
Para evitar que ficassem aparecendo, ativei a moderação de comentários, de modo que tudo que alguém comenta primeiro passa pela minha autorização para depois ir para a página. Contudo, hoje resolvi tomar uma medida mais drástica; estou ativando aquele recurso de confirmação de comentário - ou seja, quem decidir comentar algum post meu terá de digitar os famosos caracteres tortos. ^_^
Imagino que isso afastará os spammers. Tão logo eu conclua se isso funcionou, retiro, para não ficar enchendo o saco de qualquer aventureiro que, eventualmente, de fato queira deixar algum comentário sobre isto aqui. Como às vezes sou simpática e às vezes respeito as pessoas que me dão atenção, estou comunicando tudo isso...
Mas não se acostumem com a gentileza. :P
São comentários anônimos e sem nada de muito útil, a olho nu. :P
Para evitar que ficassem aparecendo, ativei a moderação de comentários, de modo que tudo que alguém comenta primeiro passa pela minha autorização para depois ir para a página. Contudo, hoje resolvi tomar uma medida mais drástica; estou ativando aquele recurso de confirmação de comentário - ou seja, quem decidir comentar algum post meu terá de digitar os famosos caracteres tortos. ^_^
Imagino que isso afastará os spammers. Tão logo eu conclua se isso funcionou, retiro, para não ficar enchendo o saco de qualquer aventureiro que, eventualmente, de fato queira deixar algum comentário sobre isto aqui. Como às vezes sou simpática e às vezes respeito as pessoas que me dão atenção, estou comunicando tudo isso...
Mas não se acostumem com a gentileza. :P
sexta-feira, agosto 04, 2006
Se arrependimento matasse...
Acho que hoje seria o dia de minha morte; pelo menos, um dos dias de minhas mortes.
Hoje me desgastei um bocado pois queria unir algumas pessoas, pois imaginava que isso seria importante para uma delas. Falei e ouvi um bocado, pensei, fiquei nervosa, fiquei triste, fiquei cansada. E, quando tudo se ajeitou - ou, pelo menos, quando o objetivo de reunir as pessoas foi alcançado...
Não estou me sentindo legal. Algo me deixou ruim, e sinto algo que não é angústia ou tristeza, algo que não é nada bom e que me faz ter vontade de escrever para todas as pessoas envolvidas para dizer que, da próxima vez em que algo não me afetar diretamente, eu vou ficar na minha, não farei mais interferências. Não perderei meu tempo e minha paz de espírito correndo atrás de resolver problemas ou confusões para pessoas que não acham que estão com problemas, ou que não chegam para pedir ajuda diretamente. Acho que assim me pouparei mais...
Esse infelizmente não é meu jeito de ser. Quando percebo que as coisas não estão bem, se acho que posso fazer algo para - teoricamente - ajudar, acabo correndo atrás disso. Contudo, volta e meia me pergunto se isso está certo, ou se de fato ajudo, quando tomo este tipo de atitude. Hoje, um pouco senti que não. Ou talvez muito.
Provavelmente, se tivesse sido pouco, a sensação de mal-estar já tivesse passado. E eu conseguiria aproveitar a noite ao lado das pessoas que tanto me esforcei para reunir, tranqüilamente.
Agora, depois de tanto falar, com tantas pessoas, não me sinto a vontade para desabafar com ninguém. Sinto que já enchi demais a paciência dos outros, o ouvido dos outros, o tempo dos outros. Ao mesmo tempo, me sinto caprichosa, querendo atenção em um momento cujas atenções devem ser de outros.
Sensação de bosta, cabeça de bosta. Acho que falo demais, penso demais, faço demais. Alguém me ajude? Me diga que tudo não passa de frescura de minha cabeça e foi bom eu ter corrido atrás para que nós pudéssemos estar juntos.
Se isso fizer algum sentido/ for alguma verdade.
Por favor...
sábado, julho 29, 2006
Contando carneirinhos. (Ou: historinha para pulgas dormirem)
Hey, você!!!
Será que consegue se desligar tanto a ponto de fazer um autêntico brainstorm, digitando?? Será que é possível começar a escrever, e escrever, escrever, escrever, até não ter mais domínio sobre o que sai pela ponta/ponte de seus dedos?
Será possível sair algo de útil de uma atividade como essa? Será possível descobrir qual a fonte de sua insatisfação, qual o motivo deste leve peso no peito? A causa desta sensação que não permite que sua noite seja agradável, que você simplesmente descanse a cabeça no travesseiro e durma, sem importar se são onze da noite ou três e meia da madrugada??
Um autêntico... um autêntico plágio, com direito a palavras trocadas por sinônimos. Uma cópia original, com agradecimentos ao verdadeiro autor. Uma série de palavras, um tanto desconexas, mas que lhe dão uma agradável sensação de estar pondo pra fora o que não está fazendo bem.
Isso, querido - coloca o dedo na goela e vomita. Não tem importância se só sair bilis... Fará bem mesmo assim. No final. Você verá.
É possível - óbvio - que alguém tenha tal controle das mãos e domínio do teclado que consiga "sair do ar" e mesmo assim manter um ritmo bom de digitação, de modo que o que for surgindo na mente possa ser instintivamente convertido em sinais gráficos na tela que não está sendo lida, mas que algum dia, por ventura, o será. Contudo, não me sinto, ainda, capaz disso. Já seria difícil continuar a escrever com tanta leveza se eu parasse de olhar para o que vai saindo do movimento semi-aleatório de meus dedos!!
(suspiro) Acho que não escrevi muita coisa de útil neste post. E, mesmo assim, as emoções e energias parecem já fluir melhor. Que mágica é essa - escrever? Que magia terapêutica é essa que descobri quase antes de aprender a ler com eficiência? Que maravilha eu descobri. Tesouro que nunca me será tirado.
Não gostei das últimas frases. Não sei porque. Acho que ficaram clichês demais. Gosto de lugares-comum discretos. Pontos de ônibus, por exemplo. Onde vivo - fisicamente - acho que são uma das coisas mais comuns que há. Mas é possível andar por aí sem notá-los... Quer dizer, a menos que tenha chovido muito ou algum transporte tenha atrasado. Aí, a massa humana é tão grande e concentrada que seria impossível NÃO vê-los.
Meu olhos pesam adoravelmente. O cansaço de horas de insatisfação despejadas a esmo por aí/aqui? O pequeno alívio de transmitir a amargura a outrem? O curso natural das coisas? Mesmo que se esteja acostumado a ir dormir até mais de duas horas além das que ora batem?
Não sei. Não sei mesmo o que tudo ou nada disso quer dizer. Mas acho que já estou pronta para escovar os dentes, esvaziar o quarto, deitar na cama e sentir vontade de chorar. Acho que sim...
- E, entretanto, persisto por aqui. Escrever vicia? Parece-me que sim. Cavar pocinhos em busca do tesouro que é conhecer a si mesmo parece ser algo de difícil desistência. A mais proveitosa de todas as corridas do ouro? Não mesmo. Na corrida do ouro você sabe o que vai encontrar. Até por conta da idéia propulsora, no final, o que vier será, praticamente, lucro. Ouro, prata, diamantes... Na corrida do outro que se esconde dentro de você, você nunca sabe quem ou o quê irá encontrar.
Isso a torna um suspense daqueles de não desgrudar os olhos. Mas também pode virar um grande filme de terror, daqueles que te perseguem dias após você ter se livrado da fita.
Nossa, heis que o medo bate à porta de meu ninhozinho de emoções, depois de tão interessante discurso contando com sua figura. O medo é um exibido que adora aparecer, aparece quando não é chamado e sempre sabe quando estão falando dele. O mais chato dos vizinhos, é o que o medo é.
Pronto, fiz uma nem tão longa resenha sobre nada específico. Ou um grande tratado sobre a (minha) mente humana. Daqui a alguns dias ou anos irei descobrir. Agora, mais uma vez, acredito que o melhor a fazer seja ir dormir. Estimular meu cérebro - como faço aqui, quando me ponho a digredir comigo mesma sobre o que dá na telha - é algo que me encanta e atrai, ao ponto de eu realmente pensar duas, três, cinco vezes antes de fechar este blog (depois de aberto) e ir fazer outra coisa. Mas talvez seja hora de pensar que me preparar para as digressões coletivas é ainda melhor...
Ah, o que eu quero é uma feliz e empolgante digressão a dois.
Será que consegue se desligar tanto a ponto de fazer um autêntico brainstorm, digitando?? Será que é possível começar a escrever, e escrever, escrever, escrever, até não ter mais domínio sobre o que sai pela ponta/ponte de seus dedos?
Será possível sair algo de útil de uma atividade como essa? Será possível descobrir qual a fonte de sua insatisfação, qual o motivo deste leve peso no peito? A causa desta sensação que não permite que sua noite seja agradável, que você simplesmente descanse a cabeça no travesseiro e durma, sem importar se são onze da noite ou três e meia da madrugada??
Um autêntico... um autêntico plágio, com direito a palavras trocadas por sinônimos. Uma cópia original, com agradecimentos ao verdadeiro autor. Uma série de palavras, um tanto desconexas, mas que lhe dão uma agradável sensação de estar pondo pra fora o que não está fazendo bem.
Isso, querido - coloca o dedo na goela e vomita. Não tem importância se só sair bilis... Fará bem mesmo assim. No final. Você verá.
É possível - óbvio - que alguém tenha tal controle das mãos e domínio do teclado que consiga "sair do ar" e mesmo assim manter um ritmo bom de digitação, de modo que o que for surgindo na mente possa ser instintivamente convertido em sinais gráficos na tela que não está sendo lida, mas que algum dia, por ventura, o será. Contudo, não me sinto, ainda, capaz disso. Já seria difícil continuar a escrever com tanta leveza se eu parasse de olhar para o que vai saindo do movimento semi-aleatório de meus dedos!!
(suspiro) Acho que não escrevi muita coisa de útil neste post. E, mesmo assim, as emoções e energias parecem já fluir melhor. Que mágica é essa - escrever? Que magia terapêutica é essa que descobri quase antes de aprender a ler com eficiência? Que maravilha eu descobri. Tesouro que nunca me será tirado.
Não gostei das últimas frases. Não sei porque. Acho que ficaram clichês demais. Gosto de lugares-comum discretos. Pontos de ônibus, por exemplo. Onde vivo - fisicamente - acho que são uma das coisas mais comuns que há. Mas é possível andar por aí sem notá-los... Quer dizer, a menos que tenha chovido muito ou algum transporte tenha atrasado. Aí, a massa humana é tão grande e concentrada que seria impossível NÃO vê-los.
Meu olhos pesam adoravelmente. O cansaço de horas de insatisfação despejadas a esmo por aí/aqui? O pequeno alívio de transmitir a amargura a outrem? O curso natural das coisas? Mesmo que se esteja acostumado a ir dormir até mais de duas horas além das que ora batem?
Não sei. Não sei mesmo o que tudo ou nada disso quer dizer. Mas acho que já estou pronta para escovar os dentes, esvaziar o quarto, deitar na cama e sentir vontade de chorar. Acho que sim...
- E, entretanto, persisto por aqui. Escrever vicia? Parece-me que sim. Cavar pocinhos em busca do tesouro que é conhecer a si mesmo parece ser algo de difícil desistência. A mais proveitosa de todas as corridas do ouro? Não mesmo. Na corrida do ouro você sabe o que vai encontrar. Até por conta da idéia propulsora, no final, o que vier será, praticamente, lucro. Ouro, prata, diamantes... Na corrida do outro que se esconde dentro de você, você nunca sabe quem ou o quê irá encontrar.
Isso a torna um suspense daqueles de não desgrudar os olhos. Mas também pode virar um grande filme de terror, daqueles que te perseguem dias após você ter se livrado da fita.
Nossa, heis que o medo bate à porta de meu ninhozinho de emoções, depois de tão interessante discurso contando com sua figura. O medo é um exibido que adora aparecer, aparece quando não é chamado e sempre sabe quando estão falando dele. O mais chato dos vizinhos, é o que o medo é.
Pronto, fiz uma nem tão longa resenha sobre nada específico. Ou um grande tratado sobre a (minha) mente humana. Daqui a alguns dias ou anos irei descobrir. Agora, mais uma vez, acredito que o melhor a fazer seja ir dormir. Estimular meu cérebro - como faço aqui, quando me ponho a digredir comigo mesma sobre o que dá na telha - é algo que me encanta e atrai, ao ponto de eu realmente pensar duas, três, cinco vezes antes de fechar este blog (depois de aberto) e ir fazer outra coisa. Mas talvez seja hora de pensar que me preparar para as digressões coletivas é ainda melhor...
Ah, o que eu quero é uma feliz e empolgante digressão a dois.
sexta-feira, julho 28, 2006
Socorram-me, subi no ônibus em Marrocos.
E eis que lá descobri, nada mais, nada menos, que eles... Não dromedários, camelos, ou centopéias. Não preguiças gigantes.
Palíndromos...
Palíndromos são seres complexos. Não sei dizer se sua beleza surge disso; contudo, é fato que o fascínio que exercem sobre as pessoas nasce de sua complexidade. Não depois de prontos.
Depois de prontos são o que são. Como o ornitorrinco que, claro, é estranho, mas afinal existe e é o que é. A beleza surge na sua criação. Na mente - perversa como a do criador do ornitorrinco e das eqüidnas? não sei - que concebe, que percebe. Que colhe, enfim, dentre um bando de textos vazios e ermos de duplos sentidos, um palíndromo. Novo. Intocado. Provavelmente, nunca sequer imaginado por outrem. Mágico. Genial.
Essa é a aura que cerca este bicho peludo, mamífero de três corcovas exatamente iguais e com um sem número de patas, que, como os lhasa apsos, confude quem o vê por não haver clareza entre o que é seu início e o que é o seu fim.
Bichos fascinantes, os palíndromos.
terça-feira, julho 25, 2006
...
estou eu catatônica???
preciso sair da frente do computador, fechar a casa, tomar banho e ir dormir.
quero sair da frente do computador, fechar a casa, tomar banho e ir dormir?
talvez seja apenas falta da conversinha diária. acho que sou uma viciada.
É hora de ir dormir?!?
São muito tarde.
Gastei mais de uma hora em um de meus vícios. E agora, no momento de desligar o computador, sinto algo entre vazio e remorso. Próximo do que tenho quando estou de ressaca.
Minhas ressacas não se dão na boca - o tal gosto de cabo de guarda-chuva - minhas ressacas sinto-as em meu peito. Mensagens de que uma ou muitas partes de mim não gostaram do que fiz. Como agora. De que se trata desta vez? Da hora avançada? Da falta de perspectivas? Falta-me algo, afinal?
Ou será apenas essa vontade de escrever, essa palavra presa não na garganta, mas no corpo todo, que hora aperta para se libertar? Um suspiro se solta. Sinto que há mais de onde veio este. Olho para os lados e sei que há muito os que me acompanham dormem... Apenas um vagueia no vazio limitado de um aquário, nas paredes que prometem mas não dão.
Neste momento, meu aquário torna-se deprimente. Viver preso, para sempre. Fugir significa morrer. Ou uma aventura de poucos minutos, findada no ponto de partida. Preso, mas feliz, ou vivo mas encarcerado? Qual a consciência que meu pequeno vermelho tem que está em um aquário, em um espaço tão menor e menos atraente que o local em que algum parente/ancestral distante seu um dia viveu? Qual a consciência que tem de suas paredes "invisíveis"? Hoje fui olhar por uma janela. Ela estava fechada, mas não vi. Grudei a cabeça com tudo no ar duro e sujo que era o vidro. Como é para o meu peixe? Sempre isso? Pensar em aquários é deprimente.
O Ministério da Saúde adverte. Refletir sobre aquários faz mal à saúde.
Minhas palavras têm mais sorte. Meu peito é mais permeável. Às vezes, podem fluir facilmente. Para onde desejarem.
Palavra viajante do vento. Quero alcançar ouvidos que me compreendam. Quero poder ir sempre em frente. E vez ou outra parar para descansar por aí. Quero andar sobre as águas e nos galhos mais altos. Quero passar pelos belos comuns-lugares. Por ventura, ficar.
Meu olhar se perde. É melhor ir divagar de olhos fechados.
Mas é bom passear por aqui. Por quem passa, por zeros e uns a perder de vista. Escrever é bom. E o blog sempre tira aquela incômoda sensação que nossos diários (secretos) nos davam...
A pena de saber que por mais que escrevêssemos, ninguém iria ler nada daquilo mesmo.
Gastei mais de uma hora em um de meus vícios. E agora, no momento de desligar o computador, sinto algo entre vazio e remorso. Próximo do que tenho quando estou de ressaca.
Minhas ressacas não se dão na boca - o tal gosto de cabo de guarda-chuva - minhas ressacas sinto-as em meu peito. Mensagens de que uma ou muitas partes de mim não gostaram do que fiz. Como agora. De que se trata desta vez? Da hora avançada? Da falta de perspectivas? Falta-me algo, afinal?
Ou será apenas essa vontade de escrever, essa palavra presa não na garganta, mas no corpo todo, que hora aperta para se libertar? Um suspiro se solta. Sinto que há mais de onde veio este. Olho para os lados e sei que há muito os que me acompanham dormem... Apenas um vagueia no vazio limitado de um aquário, nas paredes que prometem mas não dão.
Neste momento, meu aquário torna-se deprimente. Viver preso, para sempre. Fugir significa morrer. Ou uma aventura de poucos minutos, findada no ponto de partida. Preso, mas feliz, ou vivo mas encarcerado? Qual a consciência que meu pequeno vermelho tem que está em um aquário, em um espaço tão menor e menos atraente que o local em que algum parente/ancestral distante seu um dia viveu? Qual a consciência que tem de suas paredes "invisíveis"? Hoje fui olhar por uma janela. Ela estava fechada, mas não vi. Grudei a cabeça com tudo no ar duro e sujo que era o vidro. Como é para o meu peixe? Sempre isso? Pensar em aquários é deprimente.
O Ministério da Saúde adverte. Refletir sobre aquários faz mal à saúde.
Minhas palavras têm mais sorte. Meu peito é mais permeável. Às vezes, podem fluir facilmente. Para onde desejarem.
Palavra viajante do vento. Quero alcançar ouvidos que me compreendam. Quero poder ir sempre em frente. E vez ou outra parar para descansar por aí. Quero andar sobre as águas e nos galhos mais altos. Quero passar pelos belos comuns-lugares. Por ventura, ficar.
Meu olhar se perde. É melhor ir divagar de olhos fechados.
Mas é bom passear por aqui. Por quem passa, por zeros e uns a perder de vista. Escrever é bom. E o blog sempre tira aquela incômoda sensação que nossos diários (secretos) nos davam...
A pena de saber que por mais que escrevêssemos, ninguém iria ler nada daquilo mesmo.
domingo, julho 16, 2006
Blá blá blá...
Vontade de escrever... De novo!!!
Quantas vezes eu vou sentir isso??? Quando eu era bem mais nova - não sei exatamente quantos anos, mas sei que ainda era, "faixa etariamente" falando, uma criança - às vezes estava na casa de meu pai, nas férias, e sentia vontade de escrever. Contudo, era mais uma vontade de sentir os dedos pressionando o teclado, ouvir o barulho que acionar cada letra e/ou caracter causa...
Então eu ia pro computador e ficava, por alguns momentos, apenas batendo os dedos, aleatoriamente, nos botões. Tec-tec-tec-tec. Até me saciar.
Depois, eventualmente, escrevia alguma coisa, de verdade.
Hoje a vontade foi parecida. Então, agora que já digitei um bocadinho, vou tratar de fazer as outras coisas que precisam ser feitas antes que eu possa ir dormir. Melhor: antes que eu possa me deitar.
Buenas noches!!
sexta-feira, julho 07, 2006
Só...
Acho que estou me sentindo só.
Muito tempo sem conversar e ficar falando bobagem. Acostumei-me, ao longo da vida, a ter com quem conversar, mesmo nas fases em que não tinha muitos amigos...
Conversava muito com uma empregada que tivemos em casa. Ela foi embora, nos distanciamos, mas aí eu já tinha um par de bons amigos no colégio, com quem podia contar e a quem de fato contava. Também, por um tempo, morei com mais gente, uma menina que era bem minha amiga, o que ajudava. E as visitas - foi um tempo em que eu recebia amigos que moravam próximo - eram quase em dobro.
Houve o namorado que não trabalhava e podia passar as tardes comigo. E, quando me mudei radicalmente, além da pessoa que havia em casa, com quem eu conversava, no primeiro dia de aula encontrei uma Amiga. E nos falamos praticamente todos os dias até eu voltar...
Aqui, e agora, há os gatos... Um cachorro. Peixes falam? Não tenho amigos na vizinhança. Não me agrada muito essa vizinhança, para ser sincera. As pessoas cresceram e ficaram ocupadas, e eu cresci, mas talvez não tanto quanto deveria, então sinto muita falta de alguém no dia-a-dia. Sinto mesmo. Às vezes nem noto. Mas há momentos, como segunda, nos quais me sinto infinitamente só.
Este é um texto mais antigo, da semana passada, mas ainda assim acredito que vale a pena publicá-lo. Não deixo de ser eu.
Bom dia!!!
Bom dia para arrumar as coisas... O guarda-roupa, a cama, um pouco da cabeça.
E para levar o cachorro para passear; e para se cuidar um pouco. Pois é. Vamos ver quantas dessas coisas eu consigo fazer...
E a primeira tarefa a fazer, no sentido de cumprir o cronograma que ora escolho, é sair do PC, por mais agradável que me pareça ficar aqui escrevendo enquanto ouço Dresden Dolls...
Bom dia para vocês...
sexta-feira, junho 30, 2006
Às vezes nunca...
Caralho. É permitido xingar nessa porra? Caralho. A gente vai, bate uma inspiração genial, começamos a escrever linda e loucamente, e só porque resolvemos selecionar o texto para mudar o alinhamento tudo some. Isso devia ser proibido. A censura do destino sempre me põe a pensar... Por que será que aquilo não deveria ser publicado? Por que não seria jamais lido por mais alguém???
Agora fiz o mesmo procedimento. Não apagou uma vírgula. Uma frase mal escrita. Um palavrão desnecessário. Não esbofeteou toda a minha linha de pensamento reformada na cara. Nem sequer um sopro. E agora qualquer coisa que eu queira/quisesse escrever está fadada a ser menos que uma sombra do que havia sido escrito. Invariavelmente. Outros podem dizer que ficou muito bom, até que nunca leram nada melhor. Mas sempre será possível dizer "você devia ter visto aquele que eu apaguei sem querer". Esse é um karma eterno. E ainda dura para sempre. It lasts forever...
Vou acrescentar mais alguns sites à listinha aí do lado. Em nome deles, até senti vontade de mudar esta lista de "favoritos" para "o que faz minha cabeça". Deixo a indicação aqui. Porém, não vou perder meu outro título, que também é bom.
Vou acrescentar mais alguns sites à listinha aí do lado. Em nome deles, até senti vontade de mudar esta lista de "favoritos" para "o que faz minha cabeça". Deixo a indicação aqui. Porém, não vou perder meu outro título, que também é bom.
Uma coisa demasiado boa é uma coisa ruim?? Soa como algo ruim. Como se fosse um excesso, e acabasse por se estragar todo. Quero pessoas loucas e livres para conversar. Quero falar pequenas abóboras e filosofar até lágrimas rolarem dos olhos. De rir, de felicidade. Quero um beijo que tire do chão e falte o ar. Quero mais...
Acho que estou leve e serena. Amém...
Acho que estou leve e serena. Amém...
quarta-feira, junho 21, 2006
...
Apenas alguns minutos sem falar nada, vagando pela net. Então fecho os olhos e sinto uma certa tontura. Que nada tem a ver com algum problema do físico. É só esse pesar, novamente. Essa vontade de chorar. Essa pergunta essa dúvida... Quem sou eu???
O quê sou eu? Escrever ajuda, mas talvez tanto tempo no PC sugue todas as minhas boas energias. Talvez eu esteja mais confusa do que sou capaz de dizer, de notar. De entender.
Talvez... Talvez esteja faltando alguma coisa; ou muita coisa. Ou nada. Apenas uns bons óculos para conseguir enchergar melhor o que está à minha volta. Nunca se sabe. Ou se sabe? E só quem não sabe sou eu. E eu estou em um limbo do qual minha única saída é a escada que construo a cada palavra escrita.
Mom, I have this... Feeling. What if I were in love by another woman?? What if I liked boys AND girls? What if I were in the wrong place? What if...
Estarei procurando sarna para me coçar? A mente vazia será, de fato, a oficina do diabo???
A vontade de seguir nesta perseguição a mim mesma é grande. Mas não quero me revelar demais e acabar com toda a graça deste anonimato.
terça-feira, junho 20, 2006
just wandering...
Ou estaria eu wondering? Ou talvez os doius^O fato é que resolvi pegar a idéia de um amigo meu e estou escrevendo isso aqui olhando para uma foto que fica pregada em minha estante,,, Ok, o nome deste post poderia ser "roxo..." se é que vocês me entendem. Mas como não estou olhando exatamente para o teto fico com este daqui. Agora não resisti e dei uma olhadela para a tela, mas desde já garanto que, mesmo quando eu baixar os olhos para poder postar esre texto, não o modificarei. E para ser bem honesta, tamvém aviso logo que irei colocá-lo no formao justificado, pois é o que mais tem me agradado nestes íltimos tempos. OOoops. Acho que errei alguma coisas na úlrima frase, mas não consegui captar a tempo de apagar. Paciência; Çogo eu verei todo o "estrago"... Bom, acho que já é suficiente. Até porque ficar com o pescoço assim para cima nção é a coisa mais confortável do mundo...
Vamos lá. Vou baixar o olho e postar. Ai ai ai ai-ai...
Vamos lá. Vou baixar o olho e postar. Ai ai ai ai-ai...
segunda-feira, junho 19, 2006
Como anda você??
Do quê eu sinto falta?
Quais sorrisos e risadas me fariam bem ver e ouvir mais vezes?
Que ares eu quero sentir? Que paisagens avistar? Com quem quero ter uma looooonga conversa sobre qualquer coisa?
Com quem nunca mais perdi o fôlego de tanto rir? Não estou só, é verdade. Nem posso dizer que ando mal acompanhada.
Entretanto... Algumas companhias eu sinto por não tê-las à minha volta; ao meu lado. Amigos que o espaço faz distantes. Amigos que as ocupações os fazem distantes. Amigos que já nem sei se me consideram amiga, tanto tempo faz que não troco palavra.
Não corro atrás de novos amigos. Anseio, apenas, a proximidade com os antigos... Por que não pude ficar perto de todos vocês? Por que eu mesma parti meu coração?
Quais sorrisos e risadas me fariam bem ver e ouvir mais vezes?
Que ares eu quero sentir? Que paisagens avistar? Com quem quero ter uma looooonga conversa sobre qualquer coisa?
Com quem nunca mais perdi o fôlego de tanto rir? Não estou só, é verdade. Nem posso dizer que ando mal acompanhada.
Entretanto... Algumas companhias eu sinto por não tê-las à minha volta; ao meu lado. Amigos que o espaço faz distantes. Amigos que as ocupações os fazem distantes. Amigos que já nem sei se me consideram amiga, tanto tempo faz que não troco palavra.
Não corro atrás de novos amigos. Anseio, apenas, a proximidade com os antigos... Por que não pude ficar perto de todos vocês? Por que eu mesma parti meu coração?
sexta-feira, junho 16, 2006
Insegura(nça)
Assim ando me sentindo. Mesmo se estou parada. Sou chata? Sem graça? Medíocre? Quem são meus amigos? Há quem queira sê-lo?
Sentindo-me coisas ruins. Onde estão?
Que tenho que preste? Quê consigo fazer bem? Em quê poderei me destacar? Aliás, terei tal capacidade? Esta, de ser realmente boa, para ter algum grande reconhecimento? Reconhecimento bom. Pois reconhecimento negativo me pergunto se já não tenho, e talvez até demais...
Todos humanos. Mesmo letras e frases sem rosto, pintadas em um fundo negro.
Sentindo-me coisas ruins. Onde estão?
Que tenho que preste? Quê consigo fazer bem? Em quê poderei me destacar? Aliás, terei tal capacidade? Esta, de ser realmente boa, para ter algum grande reconhecimento? Reconhecimento bom. Pois reconhecimento negativo me pergunto se já não tenho, e talvez até demais...
Todos humanos. Mesmo letras e frases sem rosto, pintadas em um fundo negro.
terça-feira, maio 30, 2006
nenen
se puder, não perca a chance de escrever um palíndromo um dia. quanto maior e mais elaborado, melhor.
Bad Habit
São quase quatro da manhã. Por muitos motivos bobos e quase fúteis, ainda estou acordada.
Nesta(s) última(s) semana(s), dormir tão tarde que passa a ser cedo foi mais regra do que exceção. Não acho que ande me fazedo bem, principalmente se eu levo em consideração que o mundo social humano costuma funcionar durante o dia. Favores que eu tenha de fazer, passeios, compras, pagamentos... Tudo durante o dia. Acabo perdendo boa parte das horas úteis quando faço esse tipo de troca. Ou perdendo boa parte das horas de sono. Hoje será um dia em que ficarei com a asgeunda opção, pois fiquei de dar um telefonema relativamente cedo, e não quero deixar de fazê-lo.
Quando penso que se trata de um certo ciclo vicioso... Quanto mais tarde durmo, mais tarde acordo, mais tarde sinto sono. E assim eu sigo. Pelo menos, graças aos céus, a meu metabolismo relativamente saudável, à minha cabeça e a não sei mais quem, não tenho insõnia. Só, talvez, uma certa falta de vergonha na cara... E/ou inadequação de horários. Até meus gatos estão dormindo, enquanto estou escrevendo isso!!!!
Preciso aliviar. Preciso parar de me concentrar/distrair a ponto de arrancar boa parte da pele de meus lábios. Outro ciclo vicioso e perigosamente viciante. Vício e perigo de se tornar rotina... Sangra. Forma casca. Grossa, áspera, um tanto dura. Causa estranheza ao tato. Enfeia a visão. Para me livrar, retiro. Com sorte, não sangra. Com sorte.
Dormir mais. Arrancar menos. E os dois provavelmente têm relação. de proporcionalidade direta? Não totalmente. Apesar de eu imaginar que, dormindo 24 horas por dia, não teria realmente tempo para tirar uma pelezinha sequer...
Nesta(s) última(s) semana(s), dormir tão tarde que passa a ser cedo foi mais regra do que exceção. Não acho que ande me fazedo bem, principalmente se eu levo em consideração que o mundo social humano costuma funcionar durante o dia. Favores que eu tenha de fazer, passeios, compras, pagamentos... Tudo durante o dia. Acabo perdendo boa parte das horas úteis quando faço esse tipo de troca. Ou perdendo boa parte das horas de sono. Hoje será um dia em que ficarei com a asgeunda opção, pois fiquei de dar um telefonema relativamente cedo, e não quero deixar de fazê-lo.
Quando penso que se trata de um certo ciclo vicioso... Quanto mais tarde durmo, mais tarde acordo, mais tarde sinto sono. E assim eu sigo. Pelo menos, graças aos céus, a meu metabolismo relativamente saudável, à minha cabeça e a não sei mais quem, não tenho insõnia. Só, talvez, uma certa falta de vergonha na cara... E/ou inadequação de horários. Até meus gatos estão dormindo, enquanto estou escrevendo isso!!!!
Preciso aliviar. Preciso parar de me concentrar/distrair a ponto de arrancar boa parte da pele de meus lábios. Outro ciclo vicioso e perigosamente viciante. Vício e perigo de se tornar rotina... Sangra. Forma casca. Grossa, áspera, um tanto dura. Causa estranheza ao tato. Enfeia a visão. Para me livrar, retiro. Com sorte, não sangra. Com sorte.
Dormir mais. Arrancar menos. E os dois provavelmente têm relação. de proporcionalidade direta? Não totalmente. Apesar de eu imaginar que, dormindo 24 horas por dia, não teria realmente tempo para tirar uma pelezinha sequer...
>:P
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