toda vez que o peito apertar,
que a ansiedade incomodar,
que já não estiver conseguindo trabalhar, mesmo, porque as coisas no peito-cabeça não deixam, hei de escrever.
pra mim.
risco - em dias como hoje, escrever pra sempre.
sábado, julho 05, 2008
sufoco. coisa atrasada pra fazer, como sempre.
ansiedade lá, expectante.
sufoco - perna balançando, sinal de noite mal-dormida, de trabalho ainda não cumprido.
ansiedade assistindo a tudo. de cinco em cinco minutos, chama-lhe a atenção para algo.
sufoco ficando agoniado e agoniado.
- que é que queres, aí, esse tempo todo?
ansiedade - quem quer é você. eu, só quero garantir que não vou perder nenhum detalhe.
sufoco se acabrunha.
- me deixa. vou me enterrar no trabalho.
peito da ansiedade aperta.
- é mesmo? que vai ser de tudo?
- tudo o quê?
- tudo que tá te esperando pra acontecer.
- ainda espera??
sufoco...
ansiedade lá, expectante.
sufoco - perna balançando, sinal de noite mal-dormida, de trabalho ainda não cumprido.
ansiedade assistindo a tudo. de cinco em cinco minutos, chama-lhe a atenção para algo.
sufoco ficando agoniado e agoniado.
- que é que queres, aí, esse tempo todo?
ansiedade - quem quer é você. eu, só quero garantir que não vou perder nenhum detalhe.
sufoco se acabrunha.
- me deixa. vou me enterrar no trabalho.
peito da ansiedade aperta.
- é mesmo? que vai ser de tudo?
- tudo o quê?
- tudo que tá te esperando pra acontecer.
- ainda espera??
sufoco...
sexta-feira, julho 04, 2008
No ponto. No ônibus. Por aí.
A ansiedade encontrou o sufoco. Olhou um pouco, olhos afoitos, foi logo pedindo - faz-me um poema?
Afobado, tiou do bolso uns versos velhos que não tivera tempo de terminar.
"Eco
Oco:
eu"
"Versátil (volátil)
Volúvel
Retrátil."
Não se entenderam bem.
Ela, mil interpretações. Ele, sem tempo pra alguém. Foram-se: ansioso, sufocada.
- - -
Escrever/ pensar/ desaguar incessantemente.
Uns momentos internos. Ou pelo menos a mim dedicados.
Pensarei cá com meus botões. (nos reais zíperes que quero abrir)
Talvez deixe pistas, que afinal talvez tenha nascido, mesmo, para contar. Mas talvez não diga assim, diretamente.
Afinal aprender a falar ou a calar, dá no mesmo: se a idéia principal é refletir sobre o que há para ser dito.
Vou me internar em leituras e códigos e poemas?
Buscarei fazer mais? Descobrir minhas músicas. Meus ritmos. Minhas letras.
Não necessariamente ficar só. Escolher entretanto estar em mim, ao está-lo.
Buscar caderno sem pauta e escrevê-lo todo.
A história é uma cicatriz nas páginas. Ou um desenho.
Quero uma torrente de idéias pra lavar a cabeça.
Quero que a vida flua, e quero estar consciente na correnteza. Sendo eu quem a provoque ou não.
Diacho é que gosto de me mostrar. Acho que vou me descobrir uma voyeur das idéias.
Despir-me-ei com as janelas abertas. No escuro, contudo. Só desejarei que me espiem aqueles que tiverem decidido me procurar.
Encontro vontade de escrever muito. Eis o que gosto.
Onde me acho.
Tudo aquilo que trabalhe a vida das mãos.
Incertada certeza de minhas vontades, talvez, sem mágoas, recolha-me um pouco.
Dá-me sono.
- - -
Não sei se leio, como alimento, ou se me resguardo, para evitar ser claramente tentada por idéias que não são minhas.
Hoje eu levaria todos os dias o caderno para onde quer que fosse. Escreveria quando e como desse vontade.
Quero crescer. A escrita. Voltar a tocar, com ela.
Desafogar o peito de todas as palavras não ditas, malditas, desditas, benditas.
Centrar-me.
Centrar-nos-emos.
Tudo ao nosso tempo.
- - -
Peito ficou leve após tanta escrita. Não quero que isso passe, ainda que deseje escrever coisas intensas.
Afobado, tiou do bolso uns versos velhos que não tivera tempo de terminar.
"Eco
Oco:
eu"
"Versátil (volátil)
Volúvel
Retrátil."
Não se entenderam bem.
Ela, mil interpretações. Ele, sem tempo pra alguém. Foram-se: ansioso, sufocada.
- - -
Escrever/ pensar/ desaguar incessantemente.
Uns momentos internos. Ou pelo menos a mim dedicados.
Pensarei cá com meus botões. (nos reais zíperes que quero abrir)
Talvez deixe pistas, que afinal talvez tenha nascido, mesmo, para contar. Mas talvez não diga assim, diretamente.
Afinal aprender a falar ou a calar, dá no mesmo: se a idéia principal é refletir sobre o que há para ser dito.
Vou me internar em leituras e códigos e poemas?
Buscarei fazer mais? Descobrir minhas músicas. Meus ritmos. Minhas letras.
Não necessariamente ficar só. Escolher entretanto estar em mim, ao está-lo.
Buscar caderno sem pauta e escrevê-lo todo.
A história é uma cicatriz nas páginas. Ou um desenho.
Quero uma torrente de idéias pra lavar a cabeça.
Quero que a vida flua, e quero estar consciente na correnteza. Sendo eu quem a provoque ou não.
Diacho é que gosto de me mostrar. Acho que vou me descobrir uma voyeur das idéias.
Despir-me-ei com as janelas abertas. No escuro, contudo. Só desejarei que me espiem aqueles que tiverem decidido me procurar.
Encontro vontade de escrever muito. Eis o que gosto.
Onde me acho.
Tudo aquilo que trabalhe a vida das mãos.
Incertada certeza de minhas vontades, talvez, sem mágoas, recolha-me um pouco.
Dá-me sono.
- - -
Não sei se leio, como alimento, ou se me resguardo, para evitar ser claramente tentada por idéias que não são minhas.
Hoje eu levaria todos os dias o caderno para onde quer que fosse. Escreveria quando e como desse vontade.
Quero crescer. A escrita. Voltar a tocar, com ela.
Desafogar o peito de todas as palavras não ditas, malditas, desditas, benditas.
Centrar-me.
Centrar-nos-emos.
Tudo ao nosso tempo.
- - -
Peito ficou leve após tanta escrita. Não quero que isso passe, ainda que deseje escrever coisas intensas.
quarta-feira, julho 02, 2008
notícias do mundo pós primeira versão lançada
Acordados, os quatro da equipe.
Todos aqui, trabalhando. Amanhã vamos lançar uma versão mais nova, com menos bugs e mais documentação.
O dia está azul e fresco, o humor está leve.
Tenho enormes fones de ouvido precariamente presos na cabeça, e ouço "Sea Of Love". Alto.
Canto um tanto, também, e meus amigos ouvem uma voz cansada-desafinada-aliviada acompanhando Cat Power. De novo e de novo.
come with me, my love, to the sea
the sea of love
Todos aqui, trabalhando. Amanhã vamos lançar uma versão mais nova, com menos bugs e mais documentação.
O dia está azul e fresco, o humor está leve.
Tenho enormes fones de ouvido precariamente presos na cabeça, e ouço "Sea Of Love". Alto.
Canto um tanto, também, e meus amigos ouvem uma voz cansada-desafinada-aliviada acompanhando Cat Power. De novo e de novo.
come with me, my love, to the sea
the sea of love
quinta-feira, junho 26, 2008
vida...
"O senhor mire e veja:
o mais importante e bonito, do mundo, é isto:
que as pessoas não estão sempre iguais,
ainda não foram terminadas,
mas elas vão sempre mudando.
Afinam e desafinam.
Verdade maior,
que a vida me ensinou"
João Guimarães Rosa in Grande Sertão, Veredas
o mais importante e bonito, do mundo, é isto:
que as pessoas não estão sempre iguais,
ainda não foram terminadas,
mas elas vão sempre mudando.
Afinam e desafinam.
Verdade maior,
que a vida me ensinou"
João Guimarães Rosa in Grande Sertão, Veredas
terça-feira, junho 24, 2008
hoje acordei meio Forrest
Vontade de sair correndo. Sem necessidade de rumo ou parada.
Não sei se fuga ou precisão de arejar as idéias...
Vontade de sair correndo.
Não sei se fuga ou precisão de arejar as idéias...
Vontade de sair correndo.
sexta-feira, junho 13, 2008
quarta-feira, junho 11, 2008
como desarmar uma pessoa noiada
use circunflexos.
use o verbo repetir.
misture os ingredientes com uma dose de objetividade.
finalize com la belle essência.
:}
use o verbo repetir.
misture os ingredientes com uma dose de objetividade.
finalize com la belle essência.
:}
um tanto leoa enjaulada
anseios de um lado para o outro.
tua tranquilidade
o que eu disse que tinha se perde nessa história toda
haja coisa pra ficar na cabeça e no peito e nas entranhas.
haja tua lembraça a perambular por aqui.
haja receio de ser boba ou pesada ou chata. sinto vontades de falar. cabeça nóia um pouco.
ser pequena pra algumas coisas dá nisso...
perto perto perto longe longe.
ficar zen.
anseios de um lado para o outro.
tua tranquilidade
o que eu disse que tinha se perde nessa história toda
haja coisa pra ficar na cabeça e no peito e nas entranhas.
haja tua lembraça a perambular por aqui.
haja receio de ser boba ou pesada ou chata. sinto vontades de falar. cabeça nóia um pouco.
ser pequena pra algumas coisas dá nisso...
perto perto perto longe longe.
ficar zen.
surreal
não importa muito o ângulo ou o ponto a partir do qual se olhe -
às vezes tudo parece surrealmente distante e sem sentido
às vezes tudo parece estranho
/* "ontem" recebi uma ilustre visita. */
a vida anda em guinadas loucas.
às vezes tudo parece surrealmente distante e sem sentido
às vezes tudo parece estranho
/* "ontem" recebi uma ilustre visita. */
a vida anda em guinadas loucas.
sexta-feira, maio 30, 2008
desejo ruivos molhados cachos a emoldurar seu rosto, sua pele branca
desejo ver seu sorriso a iluminar seus olhos verdes
desejo fazer nascer sorrisos e olhares doces
quero a sorte grande de sua boca umedecida,
da sensação de vazio por estar perto-perto-perto neste momento
o vazio estranho que a ansiedade traz
o vazio de querer sentir sua boca
- ansieadade -
a maciez, a textura. o gosto
próprios.
o toque da pele.
a respiração. a pulsação.
vermelho vermelho vermelho
cachos,
lábios,
o rosto.
o vermelho do muito beijar
teu rosto
teus lábios
teu gosto
cabelos
desejo.
tuas reticências.
desejo ver seu sorriso a iluminar seus olhos verdes
desejo fazer nascer sorrisos e olhares doces
quero a sorte grande de sua boca umedecida,
da sensação de vazio por estar perto-perto-perto neste momento
o vazio estranho que a ansiedade traz
o vazio de querer sentir sua boca
- ansieadade -
a maciez, a textura. o gosto
próprios.
o toque da pele.
a respiração. a pulsação.
vermelho vermelho vermelho
cachos,
lábios,
o rosto.
o vermelho do muito beijar
teu rosto
teus lábios
teu gosto
cabelos
desejo.
tuas reticências.
segunda-feira, maio 26, 2008
nome aos bois
Não gosto quando me chamam pelo nome.
Dá sempre a impressão de que estão sendo frios e distantes...
Dá sempre a impressão de que estão sendo frios e distantes...
...sorry, desculpe, pardon...
Eis que este parece ser o período em que mais passarei pedindo desculpas....
Que droga.
Não quero me sentir culpada sempre.
Estou me sentindo péssima.
Magoar os outros não é algo que eu faça exatamente por esporte.
Mas parece que essas(s) semana(s) os acontecimentos resolveram mostrar o contrário...
Que droga.
Não quero me sentir culpada sempre.
Estou me sentindo péssima.
Magoar os outros não é algo que eu faça exatamente por esporte.
Mas parece que essas(s) semana(s) os acontecimentos resolveram mostrar o contrário...
sábado, maio 24, 2008
conversa comigo mesma v 0.1
Eis que tenho de aprender a dividir meu tempo baseada em MINHAS necessidades e responsabilidades.
E então eu e os outros vamos nos virando para que dê pra fazer o que é comum nos tempos que são comuns.
Também tenho coisas a fazer que não podem ser deixadas de lado.
E então eu e os outros vamos nos virando para que dê pra fazer o que é comum nos tempos que são comuns.
Também tenho coisas a fazer que não podem ser deixadas de lado.
DD and/or Juno Soundtrack
silenciosamente trafego entre infantilidade e tendências de ser mais madura.
às vezes, não tão silenciosamente.
às vezes, não tão silenciosamente.
sexta-feira, maio 23, 2008
Não se afobe não...
Há um desatino na ordem natural das coisas:
não é possível obrigar os outros a interagir com você.
Ninguém se condói dos corações afoitos e ansiosos do mundo:
ninguém precisa responder a uma tentativa de contato, se não quiser.
Vcoê agradece aos céus quando se trata da recíproca, e você não é obrigado a gostar de um dado fulano só porque ele embestou de ir com sua cara.
Mas é uma droga quando você é o bendito ansioso do outro lado do rio, contorcendo-se para enxergar algo do que ocorre na outra margem.
Você encontra outros assuntos de interesse. Esquece momentaneamente. Tropeça em um fragmento de lembrança e está novamente a se perguntar o que fazer para acontecer, o que será que será.
E se descobre pequenos pedaços de vida, consome-os na vã, muito vã, esperança de que os mesmos possam saciar o por vezes intenso desejo de mergulhar no mar vermelho de cheiros e texturas e pensamentos que não os seus.
Você constrói os diálogos e os momentos. Você elabora as negativas. Mal-educacadas. Secas. Gentis. Você deseja pedaços de conversa durante os expedientes estranhos, durante as horas solitárias da vida. Você pede pouco. Você só não quer a oca abstenção.
O que é insuportável à sua palpitante ansiedade é esse bendito livre arbítrio que permite que uma pessoa lhe ignore categoricamente. Não perceba a sua presença. Não se toque. Essa bendita possibilidade de você ser um zerinho à esquerda justamente para a pessoa que a pouco e pouco, se não se segurar, lhe tira do centro.
E mesmo quando pensa em desistir, quando quer acreditar que é sincera a renúncia a algo sem pé nem cabeça, sem início e portanto sem fim, a ansiedade, vontade espremida, saltita em seus pensamentos:
" Tá... Mas pelo menos avisa! Avisa!"
/* A internet permite muitas intrusividades... É estranho que se possa saber "tanto" sobre o "íntimo" de alguém para quem você não dá nem bom dia - */
não é possível obrigar os outros a interagir com você.
Ninguém se condói dos corações afoitos e ansiosos do mundo:
ninguém precisa responder a uma tentativa de contato, se não quiser.
Vcoê agradece aos céus quando se trata da recíproca, e você não é obrigado a gostar de um dado fulano só porque ele embestou de ir com sua cara.
Mas é uma droga quando você é o bendito ansioso do outro lado do rio, contorcendo-se para enxergar algo do que ocorre na outra margem.
Você encontra outros assuntos de interesse. Esquece momentaneamente. Tropeça em um fragmento de lembrança e está novamente a se perguntar o que fazer para acontecer, o que será que será.
E se descobre pequenos pedaços de vida, consome-os na vã, muito vã, esperança de que os mesmos possam saciar o por vezes intenso desejo de mergulhar no mar vermelho de cheiros e texturas e pensamentos que não os seus.
Você constrói os diálogos e os momentos. Você elabora as negativas. Mal-educacadas. Secas. Gentis. Você deseja pedaços de conversa durante os expedientes estranhos, durante as horas solitárias da vida. Você pede pouco. Você só não quer a oca abstenção.
O que é insuportável à sua palpitante ansiedade é esse bendito livre arbítrio que permite que uma pessoa lhe ignore categoricamente. Não perceba a sua presença. Não se toque. Essa bendita possibilidade de você ser um zerinho à esquerda justamente para a pessoa que a pouco e pouco, se não se segurar, lhe tira do centro.
E mesmo quando pensa em desistir, quando quer acreditar que é sincera a renúncia a algo sem pé nem cabeça, sem início e portanto sem fim, a ansiedade, vontade espremida, saltita em seus pensamentos:
" Tá... Mas pelo menos avisa! Avisa!"
/* A internet permite muitas intrusividades... É estranho que se possa saber "tanto" sobre o "íntimo" de alguém para quem você não dá nem bom dia - */
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