quinta-feira, agosto 30, 2007

De blogs e moscas.

De blogs e teias de aranha.
De blogs e poeira pelos cantos.
De blogs e correspondências se acumulando na caixa coletora do correio.
De blogs e recados esquecidos - sem ouvir - na secretária eletrônica.
De blogs e campainhas não atendidas.

Abandonaste?
Esqueceste?
Sumiste?
Morreste?

Não de todo.
Não isso, assim.
Só um pouco.
Não ainda!
Não pra sempre!

De como nem sempre conseguimos fazer todas as coisas que gostaríamos, ou as que mais nos dariam prazer, ou... do melhor jeito.

De como eventualmente deixamos coisas passarem, achando que só nós mesmos daremos importância, e que se não dermos atenção ninguém sentirá falta.

De como amigos precisam ser pacientes às vezes.

De como carinho e admiração e gosto duram mais do que se imagina, e nascem eventualemnte quando não se espera.

De como na vida as coisas - nós, mesmos, também - vêm e vão...

De como vou, de como volto. De mim.

segunda-feira, junho 25, 2007

Acordei no meio da noite...

Com a sensação de que algo passara em mim. Bendita seja a luzinha de cabeceira, acesa na mesma hora - olhei pro travesseiro; nada. Mas eu sabia. Passei a mão nas costas, de onde vinha a certeza. Olhei em redor.

Ali, na guarda da cama, estava parada a barata. Levantei da cama com uma ligeira sensação de mal-estar. Ligeira de pequena, não de curta, já que perdura até agora, em segundo plano. Saí do quarto. Fui ao banheiro. Liguei a luz do corredor. Olhei para dentro - passeava sobre a guarda... Sobre a parade... Passando por trás da outra cama... Próxima ao chão, na entrada de meu ex-guarda-roupas. A tudo isso, observamos, meu gato e eu. Eventualmente nos olhávamos e, (talvez para não desmoralizá-lo tanto) fiquei com essa impressão de que ele me consultava, sistematicamente, sobre o que deveria ser feito com a barata. Deve ter lá, com seus botões, checado o nível de adrenalina e demais hormônios de medo e estresse. O fato é que espreguiçou-se, lambeu-se, farejou um bocadinho, quando ela estava mais perto e, como eu, deixou-a ir.

Eu liguei o computador, para escrever e ver as horas... Isso, há uma hora atrás. Agora espreito sorrateiramente, pelo vão da porta, pelo espelho, pelas reações de meu gato. Acho que ela já foi.

Filosofo um pouco, agora, como antes, sobre como é que a passagem (espero que rápida) de um bicho me faz despertar assim. Os significados "ocultos" dessa sensibilidade, ou, pior - a alternativa nada convidativa de ter sido um processo longo e duradouro, esse de o insetozinho ter conseguido me acordar. Procuro a sensação em minhas costas - ainda está lá, aqui, pouco abaixo da linha dos cabelos. Será que o cheiro influi? Terá ela passado rapidamente, ciente de que andava sobre uma possível histérica inimiga, ou terá se delongado, como quem passeia por uma chão de banheiro, no meio da madrugada? Torço por meu sono leve.

Hoje, deixarei as hipocrisias quietas. Nada de correr para me lavar toda, ou trocar os lençóis. Sabe-se lá quantas vezes ela ou suas companheiras ja puderam fazer isso sem serem descobertas, para que eu venha a ter uma síncope desmedida agora! Vamos ao sono, que se ganha mais.

...Ok. Um banhozinho. Pra lavar a sensação ruim.

domingo, junho 17, 2007

Homenagem

Hoje é aniversário de um amigo meu.

Temos conversado um pouco, ultimamente... Resolvi que hoje não falaria com ele. Minha argumentação foi a seguinte - geralmente as pessoas mal se falam, no Orkut (ou no real) e quando são (re)lembradas de que é aniversário, correm a mandar um recadinho. Ora, uma vez que tenho falado com ele com freqüência, e que também fui avisada pelo Orkut, meu jeito de ser original é fazendo um dia de silêncio.

Mas vou deixar aqui registrado que é bom voltar a falar com ele, e que me arrependo de não ter dado tanta importância quanto deveria (em minha opinião) quando ele morava mais perto e tínhamos mais tempo e podíamos passar mais tempo conversando e trocando figurinhas.

Ele vai se formar esse ano, num curso que eu gostaria de ter feito, mas para o qual não passei. Ele é loiro e possui olhos... cinza, eu acredito. E numa das últimas vezes em que nos vimos, ele e eu ainda éramos mais bobos do que somos agora, e eu fui dar/pedir um abraço, e ele negou.

Crescemos um pouco, espero... No final do ano ele vem visitarnos e conversaremos mais e abraçarei ele à força, vez ou outra. =)

Olhando para o teto (menos ao escrever o título... >.<")

Há quase não sei quanto tempo atrás, eu resolvi escrever um post que seria feito assim, como este, sem eu olhar para as teclas que eu ia digitando... (acho que errei alguma coisa aqui). Hoje tesolvi refazer a experiência, não sei quanto tempo depois, para saber como ando após não sei quanto tepo.

Vocês terão de perdoar o que nao é erro de digitação meu, mas sim do teclado, que às vzs falha em algumas teclas - hã... Ok, eu não tenho como dizer o que foi erro meu e o que foi falha. xD. Enfim, estou aqui a escrever olhando para o teto, para a luz, e argumentando com meu irmão, que diz que o telcado não falha, é apenas pouco sensíve... Nossa, acho que o teclado se parece comigo, rsrs...

As paredes de minha casa são sujas de pés, são sujas de teias de aranha, não são lissinhas, possuem marcam de cimento sobre rachaduras... Sãgo encardidas... O forro tem uma abertura, que já não fica tampada. O teto, possui aerturas por onde os gatos passam. Ontem vi um gato meu passeando pelo forro... Pouco depois, ele sentiu vontde de ir ao banheiro. Encontrou um cantinho, caou, cavou... Ping, ping, ping. Gotas de xixi em minha cama - ele resolveu fazer xixi no forro.

Os meus gatos resolveram que nossa vida não era suficientemente animada, e resolveram dar uma mãozinha. O problema todo é que eles não sabem a hora de parar. São mais inertes do que eu.

Estou cansada e meio enjoada. Vou forrar novamente a cama - retirei todos os lençõis, ontem - e então, acho, vou dormir...

bejosmeliga

sábado, junho 16, 2007



A melhor coisa a fazer quando se está triste é aprender alguma coisa. Essa é a única coisa que nunca falha. Você pode ficar velho e trêmulo em sua anatomia, pode passar a noite acordado escutando a desordem de suas veias, pode sentir saudades de seu único amor, pode ver o mundo ao seu redor ser devastado por lunáticos malvados ou saber que sua honra foi pisoteada no esgoto das mentes baixas. Só há uma coisa para isso: aprender. Aprender por que o mundo gira e o que o faz girar. Essa é a única coisa da qual a mente não pode jamais se cansar, nem se alienar, nem se torturar, nem temer ou descrer, e nunca sonhar em se arrepender. Aprender é o que lhe resta.
(Fala de Merlin, à pág. 252 de A espada na pedra, de T. H. White)

quarta-feira, maio 30, 2007

Banksy

Há quase uma semana, a menina espevitada chateou-se com o menino fechado orgulhoso...

O peito da menina dói, e aperta.
E a barriga dela fica meio esquisita.

E ela se sente só.

Mais só.

E, entretanto...
...quem é que pode saber quais as melhores decisões a tomar?

A menina espevitada não está exatamente espevitada, agora. Há alguns meses, ela se acostumou a apreciar a companhia do menino fechado orgulhoso. Desde então, esta é uma das primeiras vezes que ficam tanto tempo sem se falar, com tantas coisas ruins a afastá-los ainda mais.

A menina fica um pouco cinza e sem jeito.

Sem todas as palavras e argumentações do mundo.

Sem seu amigo brigão.

terça-feira, maio 29, 2007

sábado, maio 26, 2007

Hoje queria alguém que me puxasse pra vida, de um jeito irrecusável, aconchegamente, vivo, apaixonante...

sexta-feira, maio 25, 2007

Não Esquecer...

Que há muitas coisas para lembrar.
Que ainda é cedo pra parar.
Que não importa o que aconteça, eu sempre vou estar comigo.
Que a vida é grande, e não gira em torno do meu umbigo.
Que o dia-a-dia é um senhor que se compõe de muitos e variados aspectos e dedicar muito de seu tempo a apenas um deles deixa o senhor capenga e você, idem.
Que, eventualmente ou sempre, escrever é bom e me faz bem e é algo que posso fazer de mim para mim e que ninguém tira.
Que gosto do barulho das teclas sendo pressionadas e da textura do papel, após ter sido escrito.
Que sou uma pessoa, além de confusa, em formação. E que talvez uma coisa influa na outra.

Que eu tenho uma casa e há coisas e pessoas e serezinhos nela, e eu faço parte desse universo e devo cuidar dela.

Que eu às vezes gosto de ficar só.

Que eu às vezes gosto de ter companhia.

Que eu ando à procura de não sei exatamente o quê.

Que...
Às vezes, algumas coisas fazem falta.

Que gosto de tomar sopa. Que gosto de ficar em casa, mas não sempre.

Que sou meio inerte. Talvez, no bom E no mau sentido.

Que tomar sopa quente com suco gelado talvez não seja das melhores coisas a fazer com o estômago.

Que eu gostava da trilha sonora de Heroes (não o seriado, o jogo)... E que eu só escrevi isso porque, "do nada", uma das músicas veio em minha cabeça. Aliás, talvez eu devesse tentar descobrir de qual das "linhas" é esta, assim quem sabe eu descubro que não foi apenas uma coincidência.

Que eu tenho essa mania de achar que as coisas não acontecem por acaso.

Que quando eu fico muito tempo sem escrever, e consigo parar para fazê-lo, costumo escrever muito e muito.

Que não necessariamente saem coisas que prestem, da ponta de meus dedos.

Que às vezes é importante saber a hora de parar.

quarta-feira, maio 23, 2007

Cobra Bubbles

Era uma vez um peixe.
Que nasceu em uma poça pequena, rasa e de paredes transparentes.
O mundo a sua frente parecia grande e confuso. E, ao mesmo tempo, o espaço para si era tão pouco que jamais sentiu o que era ficar cansado de tanto nadar.
Ou, talvez... talvez sempre tenha se cansado de fazer isso, e nunca tenha podido apreciar o que seria deslizar ao sabor da corrente criada pelo mover de seu próprio corpo.

Por duas vezes, o peixe soube o que era sentir o vento sobre seu corpo. Por duas vezes, o peixe soube o que era sentir o impacto de seu corpo contra o chão. Por duas vezes, o peixe quase soube o que era morrer por excesso de ar e falta de água. E uma vez, o peixe pôde sentir o hálito faceiro de um gato brincalhão sobre seu corpo, os dentes a envolver-lhe e a roçar suas escamas. Soube como é ser carregado por patinhas cheias de unhas. Por duas vezes, o peixe foi salvo antes de não mais precisar de água ou oxigênio ou comida.

Então o peixe adoeceu, aos poucos... E foi tratado com floral. E foi tratado com formol. E foi tratado com fungicida. E recebeu doses homeopáticas de sal em sua água. E foi levado para tomar banho de sol. Não necessariamente ao mesmo tempo. O peixe recebia ração às metades, para conseguir engolir. E sua dona volta e meia tinha de ir lhe falar, para lembrar-lhe de boiar, para lembrar-lhe de respirar.

O peixe morreu ao sol. Aos 14 dias do mês de maio. E foi enterrado - sim, enterrado - em frente à casa, em um canteiro ao redor de uma árvore. hoje, isso não importa muito. O peixe já pode, agora, nadar e voar e andar por onde bem entender.

14 de Maio

O Cobra Bubbles foi para o mar dos peixes.

sexta-feira, maio 11, 2007

...

mnemonêmona...

quinta-feira, abril 19, 2007

A menina espevitada e o menino fechado paciente brigam feito cão e gato.

A menina espevitada e o menino fechado paciente brigam feito dois gatos.

A menina espevitada e o menino fechado paciente brigam feito dois irmãos...

Dois irmãos que são iguais e diferentes e que apesar de cederem em alguns aspectos, optam, ou optaram desde sempre, em serem muito eles mesmos quando estão juntos, e talvez por isso briguem ainda mais.

Espevitado

Acepções
adjetivo
1 aparado, cortado ou puxado com a espevitadeira (diz-se de pavio, mecha etc.)
2 Derivação: por extensão de sentido.
estimulado, avivado
Ex.: a chama da vela está e.
3 Derivação: por extensão de sentido.
zangado, irritado, belicoso
4 Derivação: por extensão de sentido. Regionalismo: Brasil. Uso: informal.
que gesticula muito, fala alto, não tem cerimônia (diz-se de pessoa); animado, assanhado
5 afetado, pedante, presunçoso

Retirado do Dicionario Houaiss online

segunda-feira, abril 02, 2007

Quero ver
você não chorar
não olhar pra trás
nem se arrepender do que faz...

domingo, abril 01, 2007

O ciúme lançou sua flecha preta
E se viu ferido justo na garganta

vontade de sair matraqueando bobagens e merdas e cobras e lagartos... vontade de chorar. vontade de ser grossa, chata, rude.

...o que é que houve meu amor você cortou os seus cabelos...
...foi a tesoura do desejo, desejo mesmo de mudar...

eu novamente sem centramento. eu novamente ansiosa e tosca e não bem sozinha. eu agindo como uma garota boba. tudo isso semi-multiplicado por dois.

eu embolando tudo e ficando sem saber o que fazer com o resultado da mistura. eu quero chorar... eu quero atenção desmedida e demasiada. eu quero manter minha individualidade.

eu confusa, esquisita, "num mato sem cachorro", escolhendo me fechar nos caminhos que mais estão abertos, porque não estava preparada para o que encontrei atrás das portas.

imatura, imatura, imatura.

eu quero que me ofereçam colo, para poder, displicente, sarcástica, malagradecidamente, negar. eu quero espalhar essa amargura que saiu de mim e foi por mim criada. eu realmente não politicamente-correta. realmente pensando no outro de um modo torto, torto.

fechando-me, ao menos não dou fiascos... não tanto.

vontade de me "trancar" em algum lugar, ficar em um mundo meu, meu, meu. que não seja invadido por ninguém.

eu cansada, antes de dez da noite e eu com os olhos pesados...

eu querendo arrancar os lençóis de minha cama, mudar o ar do quarto. - sai, sai, sai, sai!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

eu não quero me machucar demais. eu sei que não quero machucar os outros - apesar de agora ter vontades contrárias a isso.

hora de sair daqui, já que preciso fazer algumas coisas, ainda, antes de dormir...

segunda-feira, março 26, 2007

The greatest thing you'll ever learn it's just to love and be loved in return...

domingo, março 25, 2007

Quando eu era mais nova eu queria que alguém me chamasse de lagartixa e me jogasse na parede...

Hoje eu estava pensando sobre coisas de que sinto falta, ou melhor, sobre como eu gostaria de ser "vista", gostada, e lembrei de como eu resumia essas coisas com aquela frase que fala "ninguém me ama, ninguém me quer, ninguém me chama de lagartixa e me joga na parede".

Hoje talvez eu tenha as coisas um pouco mais claras... Ou, talvez, apenas não tão resumidas...

Encontrei alguns poemas (alguns são músicas) que trazem isso, que trazem o encantamento que desejo, e que não sei se saberia levar adiante ou retribuir (egoísta, eu? Por que você acha isso??).

She

She
May be the face I can't forget.
A trace of pleasure or regret
May be my treasure or the price I have to pay.
She may be the song that summer sings.
May be the chill that autumn brings.
May be a hundred different things
Within the measure of a day.

She
May be the beauty or the beast.
May be the famine or the feast.
May turn each day into a heaven or a hell.
She may be the mirror of my dreams.
A smile reflected in a stream
She may not be what she may seem
Inside her shell

She who always seems so happy in a crowd.
Whose eyes can be so private and so proud
No one's allowed to see them when they cry.
She may be the love that cannot hope to last
May come to me from shadows of the past.
That I'll remember till the day I die

She
May be the reason I survive
The why and wherefore I'm alive
The one I'll care for through the rough and ready years
Me I'll take her laughter and her tears
And make them all my souvenirs
For where she goes I've got to be
The meaning of my life is

She, she, she

Charles Aznavour & Herbert Kretzmer

Soneto XVII

Não te amo como se fosses rosa de sal, topázio
ou flecha de cravos que propagam o fogo:
te amo como se amam certas coisas obscuras,
secretamente, entre a sombra e a alma.

Te amo como a planta que não floresce e leva
dentro de si, oculta, a luz daquelas flores,
e graças a teu amor vive escuro em meu corpo
o apertado aroma que ascendeu da terra.

Te amo sem saber como, nem quando, nem onde,
te amo diretamente sem problemas nem orgulho:
assim te amo porque não sei amar de outra maneira,

senão assim deste modo em que não sou nem és
tão perto que tua mão sobre meu peito é minha
tão perto que se fecham teus olhos com meu sonho.

Pablo Neruda

Que Maravilha

Lá fora está chovendo
Mas assim mesmo eu vou correndo
Só pra ver o meu amor

Ela vem toda de branco
Toda molhada e despenteada
Que maravilha
Que coisa linda é o meu amor

Lá fora está chovendo
Mas assim mesmo eu vou correndo
Só pra ver o meu amor

Ela vem toda de branco
Toda molhada e despenteada
Que maravilha
Que coisa linda é o meu amor

Por intrebancários, automóveis, ruas e avenidas
Milhões de buzinas tocando sem cessar
Ela vem chegando de branco, meiga, linda, pura e muito tímida
Com a chuva molhando o seu corpo
Que eu vou abraçar

E a gente no meio da rua, do mundo, no meio da chuva
A girar
A girar
A girar

Lá fora está chovendo
Mas assim mesmo eu vou correndo
Só pra ver o meu amor

Ela vem toda de branco
Toda molhada e despenteada
Que maravilha
Que coisa linda é o meu amor

Por intrebancários, automóveis, ruas e avenidas
Milhões de buzinas tocando sem cessar
Ela vem chegando de branco, meiga, linda, pura e muito tímida
Com a chuva molhando o seu corpo
Que eu vou abraçar
E a gente no meio da rua, do mundo, no meio da chuva
A girar
Que maravilha
Que maravilha
Que maravilha

Jorge Ben & Toquinho

Minha Namorada

Meu poeta eu hoje estou contente
Todo mundo de repente ficou lindo
Ficou lindo
Eu hoje estou me rindo
Nem eu mesma sei de que
Porque eu recebi
Uma cartinhazinha de você

Se você quer ser minha namorada
Ai que linda namorada
Você poderia ser
Se quiser ser somente minha
Exatamente essa coisinha
Essa coisa toda minha
Que ninguém mais pode ser
Você tem que me fazer
Um juramento
De só ter um pensamento
Ser só minha até morrer
E também de não perder esse jeitinho
De falar devagarinho
Essas histórias de você
E de repente me fazer muito carinho
E chorar bem de mansinho
Sem ninguém saber porque

E se mais do que minha namorada
Você quer ser minha amada
Minha amada, mas amada pra valer
Aquela amada pelo amor predestinada
Sem a qual a vida ‚ nada
Sem a qual se quer morrer
Você tem que vir comigo
Em meu caminho
E talvez o meu caminho
Seja triste pra você
Os seus olhos tem que ser só dos meus olhos
E os seus braços o meu ninho
No silêncio de depois
E você tem de ser a estrela derradeira
Minha amiga e companheira
No infinito de nós dois

A Rosa

Tu és, divina e graciosa estátua majestosa
do amor, por Deus esculturada
e formada com o ardor,
da alma da mais linda flor, de mais ativo olor
e que na vida é a preferida pelo beija-flor.
Se Deus lhe fora tão clemente aqui neste oriente de luz
formada numa tela deslumbrante e bela,
teu coração, junto ao meu lanceado
pregado e crucificado sobre a rosa cruz do arfante peito teu
Tu és a forma ideal, estátua magistral
oh alma perenal, do meu primeiro amor, sublime amor.
Tu és de Deus a soberana flor
Tu és de Deus a criação de todo o coração
cintilas um amor
o riso, a fé, a dor em sândalos olentes cheios de sabor
em vozes tão dolentes quanto um sonho em flor
És láctea estrela, és mãe da realeza
és tudo enfim que tem de belo,
todo o resplendor da santa natureza
Perdão se ouso confessar-te, eu hei de sempre amar-te
Oh flor! Meu peito não resiste,
Ah, meu Deus o quanto é triste,
a incerteza de um amor que mais me faz penar
em esperar em conduzir-te um dia aos pés do altar
Jurar, aos pés do onipotente
em versos comoventes de luz,
e receber a unção da tua gratidão,
depois de remir, teus desejos
em nuvens de beijos hei de envolver-te
até o meu padecer, de todo fenecer.

Talvez a que mais traduza o que desejo neste momento seja "She"... Não obstante, realmente não saberia dizer se eu estaria disponível para este tipo de amor.

E, então, me pergunto - eu realmente quero isso ou é só um capricho?

sábado, março 24, 2007

Sábado de Manhã

Acordo com sensação de arrependimento
Remorso
Ressaca

Não bebi ontem
Não saí ontem

Não fui dormir especialmente tarde
Não acordei especialmente cedo

E, ainda assim.

Depois que se sabe que se pode ser mais objetivo, que se pode dar e receber mais da vida, passar um dia em que se faz mais coisas sem importância do que importantes pode ter esse resultado...

Será isso??

/*passaram-se dez dias desde a última postagem... parece tanto tempo... o que são dez dias? quanto são dez dias?? */