Acordo com sensação de arrependimento
Remorso
Ressaca
Não bebi ontem
Não saí ontem
Não fui dormir especialmente tarde
Não acordei especialmente cedo
E, ainda assim.
Depois que se sabe que se pode ser mais objetivo, que se pode dar e receber mais da vida, passar um dia em que se faz mais coisas sem importância do que importantes pode ter esse resultado...
Será isso??
/*passaram-se dez dias desde a última postagem... parece tanto tempo... o que são dez dias? quanto são dez dias?? */
sábado, março 24, 2007
quarta-feira, março 14, 2007
Feliz Dia da Poesia
Sim, hoje, 14 de Março, é dia da Poesia
Não que tenha necessariamente a ver, mas... Outro dia assisti Clerks II, há uma cena em que os dois protagonistas estão andando de kart, e a música de fundo me agradou tanto que saí para comprar pão e me peguei cantarolando a danada. Como se não bastasse, uma pessoa muito querida, que estava comigo na hora, começou a acompanhar, e eu achei muito gostosinho, e hoje decidi buscar a música.
Deu algum trabalho, já que eu não sabia nada da letra, nem tinha pego o nome nos créditos. Mas nada que o Google não ajude a resolver, e só tive de escutar o início das faixas anteriores do cd com a trilha sonora do filme, até encontrar a que queria. Depois, foi pedir ajuda a sites de letras e ao bom e velho radio uol, tão requisitado por minha mãe e por outro grande amigo meu.
O resultado é este post aqui. Enfim, a letra nem combina tanto assim comigo, ou talvez tenha uma mensagem que eu deva aprender. O importante, mesmo, é a melodia, no caso. *sorriso*
Desnecessário dizer que fiz o post ouvindo a dita cuja...
Bom dia, mundo!!!!!
Não que tenha necessariamente a ver, mas... Outro dia assisti Clerks II, há uma cena em que os dois protagonistas estão andando de kart, e a música de fundo me agradou tanto que saí para comprar pão e me peguei cantarolando a danada. Como se não bastasse, uma pessoa muito querida, que estava comigo na hora, começou a acompanhar, e eu achei muito gostosinho, e hoje decidi buscar a música.
Deu algum trabalho, já que eu não sabia nada da letra, nem tinha pego o nome nos créditos. Mas nada que o Google não ajude a resolver, e só tive de escutar o início das faixas anteriores do cd com a trilha sonora do filme, até encontrar a que queria. Depois, foi pedir ajuda a sites de letras e ao bom e velho radio uol, tão requisitado por minha mãe e por outro grande amigo meu.
O resultado é este post aqui. Enfim, a letra nem combina tanto assim comigo, ou talvez tenha uma mensagem que eu deva aprender. O importante, mesmo, é a melodia, no caso. *sorriso*
Raindrops keep fallin' on my head
Raindrops keep fallin' on my head
And just like the guy whose feet are too big for his bed
Nothin' seems to fit
Those raindrops are fallin' on my head, they keep fallin'
So I just did me some talkin' to the sun
And I said I didn't like the way he got things done
Sleepin' on the job
Those raindrops are fallin' on my head, they keep fallin'
But there's one thing I know
The blues they send to meet me won't defeat me
It won't be long till happiness steps up to greet me
Raindrops keep fallin' on my head
But that doesn't mean my eyes will soon be turnin' red
Cryin's not for me
'Cause I'm never gonna stop the rain by complainin'
Because I'm free
Nothin's worryin' me
[trumpet]
It won't be long till happiness steps up to greet me
Raindrops keep fallin' on my head
But that doesn't mean my eyes will soon be turnin' red
Cryin's not for me
'Cause I'm never gonna stop the rain by complainin'
Because I'm free
Nothin's worryin' me
Raindrops keep fallin' on my head
And just like the guy whose feet are too big for his bed
Nothin' seems to fit
Those raindrops are fallin' on my head, they keep fallin'
So I just did me some talkin' to the sun
And I said I didn't like the way he got things done
Sleepin' on the job
Those raindrops are fallin' on my head, they keep fallin'
But there's one thing I know
The blues they send to meet me won't defeat me
It won't be long till happiness steps up to greet me
Raindrops keep fallin' on my head
But that doesn't mean my eyes will soon be turnin' red
Cryin's not for me
'Cause I'm never gonna stop the rain by complainin'
Because I'm free
Nothin's worryin' me
[trumpet]
It won't be long till happiness steps up to greet me
Raindrops keep fallin' on my head
But that doesn't mean my eyes will soon be turnin' red
Cryin's not for me
'Cause I'm never gonna stop the rain by complainin'
Because I'm free
Nothin's worryin' me
(B. J. Thomas)
Clicar no título deve abrir uma página para ouvir a música.
Letra retirada de: http://www.stlyrics.com/lyrics/forrestgump/raindropskeepfallingonmyhead.htm
Link para a música buscado no código fonte de: http://musica.busca.uol.com.br/radio/index.php?ref=Musica&busca=Raindrops+Keep+Falling+on+My+Head¶m1=homebusca&q=Raindrops+Keep+Falling+on+My+Head&check=musica (terceiro link)
Letra retirada de: http://www.stlyrics.com/lyrics/forrestgump/raindropskeepfallingonmyhead.htm
Link para a música buscado no código fonte de: http://musica.busca.uol.com.br/radio/index.php?ref=Musica&busca=Raindrops+Keep+Falling+on+My+Head¶m1=homebusca&q=Raindrops+Keep+Falling+on+My+Head&check=musica (terceiro link)
Desnecessário dizer que fiz o post ouvindo a dita cuja...
Bom dia, mundo!!!!!
terça-feira, março 13, 2007
solidão e saudade
a menina espevitada sente saudades, e se sente um tanto só
pega sua bolsa portuguesa, coloca coisas importantes nela -
a carteira de cigarros, uma cerveja -
e sai
a menina espevitada vai para a praça perto de sua casa, um semi-refúgio para onde vai quando quer se incensar e pensar um pouco
no meio do caminho, ela abre a cerveja com ajuda da bolsa.
dá dois "boa-noite!" durante o percurso, mas não presta atenção no caminho.
bebe; senta-se; acende o cigarro.
lembra-se.
e se sente só. bebe com o amigo menino português... só agora a menina espevitada percebe que resolveu trazer justo a bolsa portuguesa para lhe fazer companhia.
ela bebe com o amigo que está longe. lembra que aprendeu, finalmente, a beber vodka pura. lembra do amigo português. lembra da menina mimimi que está sumida.
(enquanto escreve, a menina espevitada conversa. e percebe que o álcool tem a capacidade de derreter lágrimas que endurecem o coração)
a menina espevitada sente falta de falar com alguém, talvez para não perceber que não pode partilhar aquele momento com quem gostaria. tenta a menina sumida - e ela não atende. o menino rabugento responde, eles conversam um pouco. às vezes, o menino rabugento é um doce.
mas é pouco, e a menina espevitada termina sua cerveja e seu segundo cigarro só, protegida da chuva pela interseção das copas de uma árvore qualquer e de algo que parece um coqueiro. a menina saudade pensa mais um pouco e volta...
na volta, ela percebe mais o caminho. de fato, ela olha para ele. não está tão firme quanto na ida - ela, não o caminho - mas... está lá.
a menina espevitada se despede do menino que está longe... eles se despedem com saudade e carinho... e com algum choro, mas um choro mais maduro.
a menina espevitada se despede, mas mais madura...
pega sua bolsa portuguesa, coloca coisas importantes nela -
a carteira de cigarros, uma cerveja -
e sai
a menina espevitada vai para a praça perto de sua casa, um semi-refúgio para onde vai quando quer se incensar e pensar um pouco
no meio do caminho, ela abre a cerveja com ajuda da bolsa.
dá dois "boa-noite!" durante o percurso, mas não presta atenção no caminho.
bebe; senta-se; acende o cigarro.
lembra-se.
e se sente só. bebe com o amigo menino português... só agora a menina espevitada percebe que resolveu trazer justo a bolsa portuguesa para lhe fazer companhia.
ela bebe com o amigo que está longe. lembra que aprendeu, finalmente, a beber vodka pura. lembra do amigo português. lembra da menina mimimi que está sumida.
(enquanto escreve, a menina espevitada conversa. e percebe que o álcool tem a capacidade de derreter lágrimas que endurecem o coração)
a menina espevitada sente falta de falar com alguém, talvez para não perceber que não pode partilhar aquele momento com quem gostaria. tenta a menina sumida - e ela não atende. o menino rabugento responde, eles conversam um pouco. às vezes, o menino rabugento é um doce.
mas é pouco, e a menina espevitada termina sua cerveja e seu segundo cigarro só, protegida da chuva pela interseção das copas de uma árvore qualquer e de algo que parece um coqueiro. a menina saudade pensa mais um pouco e volta...
na volta, ela percebe mais o caminho. de fato, ela olha para ele. não está tão firme quanto na ida - ela, não o caminho - mas... está lá.
a menina espevitada se despede do menino que está longe... eles se despedem com saudade e carinho... e com algum choro, mas um choro mais maduro.
a menina espevitada se despede, mas mais madura...
o menino que está longe
(Dave Matthews and Tim Reynolds - Christmas Song)
A menina espevitada se sente tentada a chorar...
Há seis meses seu melhor amigo sem noção boçal metrossexual foi para muito, muito longe. Desde então, eles se falam muito esporádicaeventualmente. Da última vez, foram longos trinta e tantos dias. Sem ouvir voz ou ler novas frases.
De saudade apertar e recorrer a velhas fotos, a renovadas vontades de escrever, de derramar grossas ou leves gotas de "sinto uma falta absurda dessa pessoa que estava tão perto de mim"...
A menina espevitada não chora por esse amigo. A menina espevitada tem chorado pouco...
Talvez, se ela lembrar quanto conversavam, quanto calavam, quanto riam... Lembrar-se de noites em que o menino de óculos escuros e ela estavam já mortos de sono, e sem querer pensavam ou viam algo que era interessante, e lá se ia mais uma hora de conversa, de discussões acirradas, e, quase milagre, de uma pessoa entender o ponto de vista da outra. Sim, é um milagre pensar que duas coisinhas intransigentes e orgulhosas sejam capazes de ceder; no entanto, eventualmente, talvez pelo prazer de continuar a conversar, a menina espevitada e o menino... o menino que por não gostar de rótulos poderia recebê-los vários, eles cedem, e se ouvem.
Talvez se lembrar do tempo que conhece este garoto, das coisas que passaram juntos, de como eles foram se tornando mais próximos... Lembrar de um tempo em que ela era mais rebelde que interessante - quem sabe? Lembrar de um tempo em que ele era mais nerd do que farrista. Lembrar de caminhadas de tarde inteira por qualquer lugar, para alimentar o quê - a vontade de conversar sobre tudo, e sobretudo a vontade que tinham de estar juntos... O menino de óculos escuros, a menina espevitada, e o então melhor amigo deles, o menino realmente sem noção. Porque, sim, a menina espevitada se lembra agora, o menino de óculos escuros é um anjo, além da criatura mais doce do mundo, perto do menino realmente sem noção.
A menina espevitada tem mais lembranças do que momentos destes três, agora... E uma das forças que a levam adiante é reencontrar o menino que usava óculos escuros de noite e usava preto embaixo do maior sol e que era uma pedra de gelo e chorava feito criança, e se tornou seu melhor amigo apesar de qualquer coisa diferente que um pensasse do outro.
A menina espevitada não está apaixonada pelo menino português. A menina espevitada não está idealizando o menino português.
Com muita clareza, a menina espevitada ama esse ser que saiu de perto dela mais menino, e que aos trancos, barrancos, solidões e porradas deve estar se tornando um homem. E hoje, sempre que pode, ela diz isso para quem estiver por perto para ouvir.
O rosto da menina espevitada está marcado por gotinhas de saudade. O menino de óculos escuros está virtualmente perto, neste exato momento. Mas o menino que gosta de ser gostado e de fazer rir está precisando de atenção, e então ela os deixou a sós...
Estica-se o lábio inferior da menina que também é introspectiva e quieta - e agora um beicinho triste mora em seu rosto, para combinar com os caminhos molhados de saudade e saudosismo.
A menina espevitada se imagina abraçando o menino que está longe. Ela sente...
Saudades.
E deseja que seus caminhos, muito em breve, se cruzem mais.
Meninos e meninas vêm e vão em nossas vidas. Na vida da menina quieta que veste máscara de caminhos de lágrimas e beicinho, isto não é diferente.
A menina espevitada chora e roga que este menino permaneça. Que, afinal, sempre se pode ir por aí juntos!!
A menina espevitada se sente tentada a chorar...
Há seis meses seu melhor amigo sem noção boçal metrossexual foi para muito, muito longe. Desde então, eles se falam muito esporádicaeventualmente. Da última vez, foram longos trinta e tantos dias. Sem ouvir voz ou ler novas frases.
De saudade apertar e recorrer a velhas fotos, a renovadas vontades de escrever, de derramar grossas ou leves gotas de "sinto uma falta absurda dessa pessoa que estava tão perto de mim"...
A menina espevitada não chora por esse amigo. A menina espevitada tem chorado pouco...
Talvez, se ela lembrar quanto conversavam, quanto calavam, quanto riam... Lembrar-se de noites em que o menino de óculos escuros e ela estavam já mortos de sono, e sem querer pensavam ou viam algo que era interessante, e lá se ia mais uma hora de conversa, de discussões acirradas, e, quase milagre, de uma pessoa entender o ponto de vista da outra. Sim, é um milagre pensar que duas coisinhas intransigentes e orgulhosas sejam capazes de ceder; no entanto, eventualmente, talvez pelo prazer de continuar a conversar, a menina espevitada e o menino... o menino que por não gostar de rótulos poderia recebê-los vários, eles cedem, e se ouvem.
Talvez se lembrar do tempo que conhece este garoto, das coisas que passaram juntos, de como eles foram se tornando mais próximos... Lembrar de um tempo em que ela era mais rebelde que interessante - quem sabe? Lembrar de um tempo em que ele era mais nerd do que farrista. Lembrar de caminhadas de tarde inteira por qualquer lugar, para alimentar o quê - a vontade de conversar sobre tudo, e sobretudo a vontade que tinham de estar juntos... O menino de óculos escuros, a menina espevitada, e o então melhor amigo deles, o menino realmente sem noção. Porque, sim, a menina espevitada se lembra agora, o menino de óculos escuros é um anjo, além da criatura mais doce do mundo, perto do menino realmente sem noção.
A menina espevitada tem mais lembranças do que momentos destes três, agora... E uma das forças que a levam adiante é reencontrar o menino que usava óculos escuros de noite e usava preto embaixo do maior sol e que era uma pedra de gelo e chorava feito criança, e se tornou seu melhor amigo apesar de qualquer coisa diferente que um pensasse do outro.
A menina espevitada não está apaixonada pelo menino português. A menina espevitada não está idealizando o menino português.
Com muita clareza, a menina espevitada ama esse ser que saiu de perto dela mais menino, e que aos trancos, barrancos, solidões e porradas deve estar se tornando um homem. E hoje, sempre que pode, ela diz isso para quem estiver por perto para ouvir.
O rosto da menina espevitada está marcado por gotinhas de saudade. O menino de óculos escuros está virtualmente perto, neste exato momento. Mas o menino que gosta de ser gostado e de fazer rir está precisando de atenção, e então ela os deixou a sós...
Estica-se o lábio inferior da menina que também é introspectiva e quieta - e agora um beicinho triste mora em seu rosto, para combinar com os caminhos molhados de saudade e saudosismo.
A menina espevitada se imagina abraçando o menino que está longe. Ela sente...
Saudades.
E deseja que seus caminhos, muito em breve, se cruzem mais.
Meninos e meninas vêm e vão em nossas vidas. Na vida da menina quieta que veste máscara de caminhos de lágrimas e beicinho, isto não é diferente.
A menina espevitada chora e roga que este menino permaneça. Que, afinal, sempre se pode ir por aí juntos!!
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menina espevitada
segunda-feira, março 12, 2007
menina espevitada e menina graciosa
A menina espevitada queria ser passarinho...
... e conheceu uma linda menina de lindas bochechas e movimentos graciosos. E frente à tanta gentileza e sorridência, a menina espevitada ficou um tanto sem jeito - como conseguir fazer graça para alguém já cheio de graça, de per si?
A menina espevitada pensou em pedir ajuda a seu amigo que era muito amigo, mas que era também muito fechado. Mas o amigo muito fechado achava, como a menina espevitada, que algumas coisas nós devemos ser capazes de resolver sozinhos. E a menina espevitada se encolheu e pensou que talvez fosse melhor deixar pra lá.
Um dia, conversando com o menino rabugento, a menina espevitada tomou um pouco de coragem, e pediu a opinião do menino mais sem jeito que rabugento, que pra algumas coisas não tinha nada de sem jeito - apesar de continuar sendo meio rabugento! E, para sorte dela, o menino rabugento pôde ajudá-la... Apenas um pouco, o suficiente para que a menina que não era sempre espevitada conseguisse uma porta para alcançar a menina simpatia.
Meio sem jeito, as duas conversaram, uma sem saber o que dizer, a outra sem saber o que esperar. O menino rabugento volta e meia tentava ajudar, mas a menina espevitada parava e acabava pensando que, afinal, ou ela faria as coisas do jeito dela ou não seria capaz de fazer nada...
Mais uma vez a menina espevitada catou um pouco de coragem e fez as coisas como acreditava que poderiam ser. Entre tímida, direta e atrapalhada, falou e falou. E, para sua sorte e surpresa, as bochechas formaram sorrisos, que abriram as portas para encontrar a menina graciosa.
As duas se encontraram meio sem jeito, meio assim - o que será que essa menina deseja realmente? E, como já havia sido decidido, as duas foram assistir a um filme. Um filme com ar de conto de fadas e de super herói, e com uma poesia no mínimo gostosa. E, depois que as duas meninas já haviam se encontrado, foi a vez das mãos das meninas se encontrarem, e eram macias e cúmplices, de início mais tímidas, aos poucos, decididas, respondendo às perguntas que suas donas haviam preferido não fazer... e o que as mãos diziam era que...
Sim, as bocas podiam e deviam se encontrar, e cada mão contou isso à boca da outra menina, com suaves beijos desses que a boca dá quando deseja encontrar outra boca. E em algum momento de menos poesia no filme e mais poesia entre elas, duas bocas macias se tocaram... não houve espanto, mas um encontro calmo e suave, de quem sabia o que estava fazendo, de quem sabia o que queria fazer...
As duas maciezas se riram e se experimentaram, mas naquele dia a menina espevitada teve de sair mais depressa do que gostaria, e então ela foi embora, levando o sorriso da criança que conquista um tesouro escondido, e a água na boca de quem gostaria de um pouco mais.
Meninas e passarinhos são seres que devem ser tratados com muita liberdade, se você deseja ter a chance de estar em sua leve presença novamente - a menina espevitada segurou seus arroubos, e para seu sorriso as bochechas cheias de graça, sua vez, chamaram-na para um encontro.
Dessa vez as duas já se conheciam um pouco mais, e entendiam um pouco o que a outra desejava e gostaria. Mas nesse lugar em que as meninas viviam, meninas muito passarinho e muito espevitadas e muito cheias de graça e que, ainda por cima, possuem bocas que gostam de se encontrar, chamam muita atenção, e então seus momentos foram novamente rápidos, semi-furtivos...
Foi um encontro mais de amigos e conversas, e também de azeite, queijos, tomates, sucos de laranja. Foi um bom encontro, e afinal, é difícil juntar tantas coisas boas e disto sair um resultado sem graça.
Mas passarinhos voam por muitos caminhos, e as duas meninas, hoje, encontram-se apenas de passagem, por rotas distintas - ainda sorrisos, outras paragens... Quem sabe?
... e conheceu uma linda menina de lindas bochechas e movimentos graciosos. E frente à tanta gentileza e sorridência, a menina espevitada ficou um tanto sem jeito - como conseguir fazer graça para alguém já cheio de graça, de per si?
A menina espevitada pensou em pedir ajuda a seu amigo que era muito amigo, mas que era também muito fechado. Mas o amigo muito fechado achava, como a menina espevitada, que algumas coisas nós devemos ser capazes de resolver sozinhos. E a menina espevitada se encolheu e pensou que talvez fosse melhor deixar pra lá.
Um dia, conversando com o menino rabugento, a menina espevitada tomou um pouco de coragem, e pediu a opinião do menino mais sem jeito que rabugento, que pra algumas coisas não tinha nada de sem jeito - apesar de continuar sendo meio rabugento! E, para sorte dela, o menino rabugento pôde ajudá-la... Apenas um pouco, o suficiente para que a menina que não era sempre espevitada conseguisse uma porta para alcançar a menina simpatia.
Meio sem jeito, as duas conversaram, uma sem saber o que dizer, a outra sem saber o que esperar. O menino rabugento volta e meia tentava ajudar, mas a menina espevitada parava e acabava pensando que, afinal, ou ela faria as coisas do jeito dela ou não seria capaz de fazer nada...
Mais uma vez a menina espevitada catou um pouco de coragem e fez as coisas como acreditava que poderiam ser. Entre tímida, direta e atrapalhada, falou e falou. E, para sua sorte e surpresa, as bochechas formaram sorrisos, que abriram as portas para encontrar a menina graciosa.
As duas se encontraram meio sem jeito, meio assim - o que será que essa menina deseja realmente? E, como já havia sido decidido, as duas foram assistir a um filme. Um filme com ar de conto de fadas e de super herói, e com uma poesia no mínimo gostosa. E, depois que as duas meninas já haviam se encontrado, foi a vez das mãos das meninas se encontrarem, e eram macias e cúmplices, de início mais tímidas, aos poucos, decididas, respondendo às perguntas que suas donas haviam preferido não fazer... e o que as mãos diziam era que...
Sim, as bocas podiam e deviam se encontrar, e cada mão contou isso à boca da outra menina, com suaves beijos desses que a boca dá quando deseja encontrar outra boca. E em algum momento de menos poesia no filme e mais poesia entre elas, duas bocas macias se tocaram... não houve espanto, mas um encontro calmo e suave, de quem sabia o que estava fazendo, de quem sabia o que queria fazer...
As duas maciezas se riram e se experimentaram, mas naquele dia a menina espevitada teve de sair mais depressa do que gostaria, e então ela foi embora, levando o sorriso da criança que conquista um tesouro escondido, e a água na boca de quem gostaria de um pouco mais.
Meninas e passarinhos são seres que devem ser tratados com muita liberdade, se você deseja ter a chance de estar em sua leve presença novamente - a menina espevitada segurou seus arroubos, e para seu sorriso as bochechas cheias de graça, sua vez, chamaram-na para um encontro.
Dessa vez as duas já se conheciam um pouco mais, e entendiam um pouco o que a outra desejava e gostaria. Mas nesse lugar em que as meninas viviam, meninas muito passarinho e muito espevitadas e muito cheias de graça e que, ainda por cima, possuem bocas que gostam de se encontrar, chamam muita atenção, e então seus momentos foram novamente rápidos, semi-furtivos...
Foi um encontro mais de amigos e conversas, e também de azeite, queijos, tomates, sucos de laranja. Foi um bom encontro, e afinal, é difícil juntar tantas coisas boas e disto sair um resultado sem graça.
Mas passarinhos voam por muitos caminhos, e as duas meninas, hoje, encontram-se apenas de passagem, por rotas distintas - ainda sorrisos, outras paragens... Quem sabe?
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terça-feira, fevereiro 27, 2007
Poemas
E este segundo talvez fale mais comigo.
Porque ultimamente tenho entendido que isso é importante...
Entendimento - será que ficou claro que os nomes que "assinam" são heterônimos do Pessoa?
Porque ultimamente tenho entendido que isso é importante...
Entendimento - será que ficou claro que os nomes que "assinam" são heterônimos do Pessoa?
Se Eu Pudesse
Se eu pudesse trincar a terra toda
E sentir-lhe um paladar,
Seria mais feliz por um momento ...
Mas eu nem sempre quero ser feliz.
É preciso ser de vez em quando infeliz
Para se poder ser natural...
E sentir-lhe um paladar,
Seria mais feliz por um momento ...
Mas eu nem sempre quero ser feliz.
É preciso ser de vez em quando infeliz
Para se poder ser natural...
Nem tudo é dias de sol,
E a chuva, quando falta muito, pede-se.
Por isso tomo a infelicidade com a felicidade
Naturalmente, como quem não estranha
Que haja montanhas e planícies
E que haja rochedos e erva ...
E a chuva, quando falta muito, pede-se.
Por isso tomo a infelicidade com a felicidade
Naturalmente, como quem não estranha
Que haja montanhas e planícies
E que haja rochedos e erva ...
O que é preciso é ser-se natural e calmo
Na felicidade ou na infelicidade,
Sentir como quem olha,
Pensar como quem anda,
E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
E que o poente é belo e é bela a noite que fica...
Assim é e assim seja ...
Na felicidade ou na infelicidade,
Sentir como quem olha,
Pensar como quem anda,
E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
E que o poente é belo e é bela a noite que fica...
Assim é e assim seja ...
(Alberto Caeiro)
Poemas
Os dois próximos textos serão poemas de Fernando Pessoa, que eu gostaria de partilhar com alguém que anda me acompanhando, mesmo quando não estou ao seu lado...
Os dois próximos textos são poemas que minha mãe enviou para um amigo, que me pareceram coerentes, neste momento...
Os dois próximos textos são poemas que minha mãe enviou para um amigo, que me pareceram coerentes, neste momento...
segunda-feira, fevereiro 26, 2007
"fechado pra balanço"
Um peito...
uma cabeça confusa?
Um dia de ansiedade e meiguice.
um sorriso enorme e luminoso
(...)
ba-pum
ba-pum
ba-pum
(...)
um corpo que treme, uma vontade de se encolher e... talvez, ficar só - pensar, pensar. um corpo que insiste em tremer, ainda que apenas internamente. duas pernas sem força - trêmulas, também?
peito apertado, apertado, apertado...
ansiedade, ansiedade.
uma cabeça confusa?
Um dia de ansiedade e meiguice.
um sorriso enorme e luminoso
(...)
ba-pum
ba-pum
ba-pum
(...)
um corpo que treme, uma vontade de se encolher e... talvez, ficar só - pensar, pensar. um corpo que insiste em tremer, ainda que apenas internamente. duas pernas sem força - trêmulas, também?
peito apertado, apertado, apertado...
ansiedade, ansiedade.
quinta-feira, fevereiro 22, 2007
........
sentimento de posse, instinto de posse... ? bens materiais, pessoas, idéias, ideais... apego... será que a respeito de cada aspecto da vida é possível pensar e pensar e pensar, será que é possível se envolver profundamente em análises, com qualquer aspecto da vida? fixo o olhar... pareço voltar para dentro, mas foco o exterior, o mundo. neste momento, parece-me que sim - é possível dedicar muita atenção a qualquer coisa...
(escrito há eras atrás...)
(escrito há eras atrás...)
segunda-feira, fevereiro 12, 2007
A dica da semana é...
ouvir um pouco mais minha mãe talvez não me faça mal, em alguns casos
vou tentar seguir alguns conselhos seus, para ver o que dá
na realidade, talvez seja uma superstição - NÃO seguir os conselhos é que gera confusão u_u
enfim...
rescue
limpeza (3x)
seqüência nos banhos
amém
vou tentar seguir alguns conselhos seus, para ver o que dá
na realidade, talvez seja uma superstição - NÃO seguir os conselhos é que gera confusão u_u
enfim...
rescue
limpeza (3x)
seqüência nos banhos
amém
sábado, fevereiro 10, 2007
Enquato puder escrever
As coisas têm como ficar bem.
Brisa de chuva. Fecho os olhos........
Escrever é bom.
A cor da postagem da última quinta-feira foi sugerida. Quero me lembrar disso.
Acho que por dentro sorrio, satisfeita.
Brisa de chuva. Fecho os olhos........
Escrever é bom.
A cor da postagem da última quinta-feira foi sugerida. Quero me lembrar disso.
Acho que por dentro sorrio, satisfeita.
Feliz comigo mesma
(o texto abaixo foi pré-escrito. neste momento, sentada para aqui escvrevê-lo, ouvindo uma música mais tranqüila - ira!, trago o cigarro, ajeito o cabelo, e me percebo feliz de ser quem sou, e com isso me sinto bem - se eu fosse outra pessoa e me visse aqui, agora, sentiria admiração)
Vontade de estar em algum lugar onde...
Onde eu fique simplesmente tranqüila. Onde nao esteja, necessariamente, imersa em um turbilhão de sentmentos e emoções (nem sempre meus). Um lugar onde não haja tantas coisas acontecendo em redor, sabe.
...
Em qualquer caso, sempre acaba sendo o que alguém quer, não?
O que eu quero.
O que você quer.
O que nós queremos.
O que outra pessoa quer.
Mais difícil é conciliar o que dois querem, ao mesmo tempo...
Muitas muitas muitas coisas.
Afinal, eu nem sei o que quero!!!
Talvez umas férias.
Talvez ficar um pouco longe de tudo. Asistir a tudo de longe. Ponto crítico.
Daqui, posso ir para qualquer lugar.
Deixar-me levar pela corrente. Fechar os olhos, e não ouvir nada... Música, talvez. E só. Por alguns minutos, pelo menos.
Enquanto isso, decidir se quero tomar as rédeas de minha vida.
Decidir se quero deixar as coisas- algumas ou todas - simplesmente irem acontecendo. Ou se quero me posicionar conscientemente em relação aos assuntos que me afetem.
Perceber o que me afeta.
Saber como quero as coisas.
Ir para casa é positivo. Uma conversa leve e semm compromissos. Divertida. Eventualmente, apaixonante. (fora do texto - o frescor de chuva é realmente um frescor para a alma) Trancar-me no banheiro e passar algum tempo eprdida em mim, me encontrando. Escolher entre pelo menos três tipos de coisas para comer ou beber.
Voltar para minha vida. Ser eu. EStar segura disso e basear os acontecimentos nisso. Ter clareza de minhas falas, de minhas vontades.
Por hora, aqui, escrevendo, acho que consigo isso. Por hora...
Depois? Me dêem... dois amigos, pelo menos. Amigos pelos quais meus sentimentos estejam mais claros, menos conturbados e novos.
Me tragam Rodrigo, e quem vier, e uma noite inteira de despretensões.
Me dêem um local onde possa aconchegar meus sonhos, risos, choros. Lá andarão também minhas certezas. Certeiras, apos cada riso e cada lágrima: os sonhos que desejo ter.
Se eu estiver certa de mim, estarei mais certa de quem são os outros, e de quem eles são pra mim?
A (minha) lógica diz que sim.
A tentação de "alguém ao lado" bate, às vezes. Nem sempre pude decifrar, com clareza, quais os motivos disso. Mas nesse ponto devo estar mais segura. Não porque isso evitaria que eu me machucasse. Sim porque assim não me perco. E, estando ao meu ladod, em qualquer caso, o resultado final é que estou feliz. Esse é meu norte. Minha escolha básica. Minha escola.
Enquanto assim não for, enquanto nem 50% de mim estiverem claros e de acordo com o que quero, será difícil ficar completa e/ou satisfeita. E não é dificil entender por quê.
(pós texto)
(Rubro Zorro)
(Eu Quero Sempre Mais - acho que quero, em qualquer caso, ser marcante. Fazer a diferença.)
Vontade de estar em algum lugar onde...
Onde eu fique simplesmente tranqüila. Onde nao esteja, necessariamente, imersa em um turbilhão de sentmentos e emoções (nem sempre meus). Um lugar onde não haja tantas coisas acontecendo em redor, sabe.
...
Em qualquer caso, sempre acaba sendo o que alguém quer, não?
O que eu quero.
O que você quer.
O que nós queremos.
O que outra pessoa quer.
Mais difícil é conciliar o que dois querem, ao mesmo tempo...
Muitas muitas muitas coisas.
Afinal, eu nem sei o que quero!!!
Talvez umas férias.
Talvez ficar um pouco longe de tudo. Asistir a tudo de longe. Ponto crítico.
Daqui, posso ir para qualquer lugar.
Deixar-me levar pela corrente. Fechar os olhos, e não ouvir nada... Música, talvez. E só. Por alguns minutos, pelo menos.
Enquanto isso, decidir se quero tomar as rédeas de minha vida.
Decidir se quero deixar as coisas- algumas ou todas - simplesmente irem acontecendo. Ou se quero me posicionar conscientemente em relação aos assuntos que me afetem.
Perceber o que me afeta.
Saber como quero as coisas.
Ir para casa é positivo. Uma conversa leve e semm compromissos. Divertida. Eventualmente, apaixonante. (fora do texto - o frescor de chuva é realmente um frescor para a alma) Trancar-me no banheiro e passar algum tempo eprdida em mim, me encontrando. Escolher entre pelo menos três tipos de coisas para comer ou beber.
Voltar para minha vida. Ser eu. EStar segura disso e basear os acontecimentos nisso. Ter clareza de minhas falas, de minhas vontades.
Por hora, aqui, escrevendo, acho que consigo isso. Por hora...
Depois? Me dêem... dois amigos, pelo menos. Amigos pelos quais meus sentimentos estejam mais claros, menos conturbados e novos.
Me tragam Rodrigo, e quem vier, e uma noite inteira de despretensões.
Me dêem um local onde possa aconchegar meus sonhos, risos, choros. Lá andarão também minhas certezas. Certeiras, apos cada riso e cada lágrima: os sonhos que desejo ter.
Se eu estiver certa de mim, estarei mais certa de quem são os outros, e de quem eles são pra mim?
A (minha) lógica diz que sim.
A tentação de "alguém ao lado" bate, às vezes. Nem sempre pude decifrar, com clareza, quais os motivos disso. Mas nesse ponto devo estar mais segura. Não porque isso evitaria que eu me machucasse. Sim porque assim não me perco. E, estando ao meu ladod, em qualquer caso, o resultado final é que estou feliz. Esse é meu norte. Minha escolha básica. Minha escola.
Enquanto assim não for, enquanto nem 50% de mim estiverem claros e de acordo com o que quero, será difícil ficar completa e/ou satisfeita. E não é dificil entender por quê.
(pós texto)
(Rubro Zorro)
(Eu Quero Sempre Mais - acho que quero, em qualquer caso, ser marcante. Fazer a diferença.)
quinta-feira, fevereiro 08, 2007
impressions from a couple of lovely days
Impressões...
Insegurança.
Medo?
O estar tudo bem mistura-se a...
A,talvez, uma certa sensaçõ de desconhecer territórios, de ser tudo um pouco diferente do que já vivi, do que já sei como é.
E de repente me pego insegura para fazer algo que devia ser natural. u_u
Sem jeito, esquisita.
(...há alguém que insiste em não me deixar escrever...)
Impressões que correm pela cabeça, às vezes.
coisas que surgem q...
(o que é que se faz quando a pessoa que você ama resolve, insistentemente, atrapalhar sua vontade quase insuportável de escrever?????????????????)
eu queria escrever porque percebi que algo não estava exatamente fluido bem.
percebi que me senti um tanto travada, tensa, insegura, sem motivo aparente.
pensamentos, pensamentos,
pensamentos vêem à cabeça e me pergunto...
como se conquista intimidade? tudo acontecendo rápido, de modo tão intenso, e talvez ainda nem se conheça detalhezimos bobos um do outro, mas que dão segurança, deixam mais íntimos um do outro.
coisas bobas como... o jeito que a pessoa gosta de dormir, o tipo de toque que lhe agrada, se gosta de escrever, o que gosta de ler, que músicas adora ouvir ou alguma coisa que não suporta de jeito nenhum.
ou o quê sem dúvida, sem dúvida alguma, absoluta e definitivamente, tira o outro do sério. o que o faz chorar como um bebê.
como gosta de uma massagem. e, afinal, coisa traumatizante das coisas traumatizantes do mundo - como é que se faz uma massagem? quer dizer... isso não é traumatizante.
Traumatizante é que uma pessoa que sempre fez isso naturalmente, sem frescuras ou pudores ou receios ou inseguranças, trave frente a um pedido de massagem. ISSO é o tipo da coisa que faz pensar, e faz ter vontade de parar pra entender o que se passa, e faz ter vontade de correr para dentro de si mesmo, e escrever um pouco.
starting to live something really diferent of all I had until now. the beggining of something that I don't know what will be yet. ok, one never knows what future will bring. but, still, this time is diferent. diferent because it started a little faster, because it has elements never "tasted" before. things that I would reject in other ways... having the chance of being with somebody who has captured my attention and my desire, one who made me force myself not talk, before anything, after evertyhing. maybe the sense, the feeling of grownig adult. maybe fear of the unknown. maybe both. I just have no idea about nothing. except, sometimes, that I'm in love. loving being hugged, loving just being, forever... one smile, the sound of the voice, the touch of the skin... I just feel this time has new things for me. on the other hand, I also have this thing saying me that we can do everything go normal, with no surprises, with nothing more than all we ever have when we decide date somebody. I wish we can do our best. I want this one to be special... Dreaming about sweet days, friendship, comprehension, lives being shared, good cousines, people trying to be really lovely and gently. and lots of issues that I don't want to describe right here, right now.
finally felling better. gong to live a bit of love, now.
Insegurança.
Medo?
O estar tudo bem mistura-se a...
A,talvez, uma certa sensaçõ de desconhecer territórios, de ser tudo um pouco diferente do que já vivi, do que já sei como é.
E de repente me pego insegura para fazer algo que devia ser natural. u_u
Sem jeito, esquisita.
(...há alguém que insiste em não me deixar escrever...)
Impressões que correm pela cabeça, às vezes.
coisas que surgem q...
(o que é que se faz quando a pessoa que você ama resolve, insistentemente, atrapalhar sua vontade quase insuportável de escrever?????????????????)
eu queria escrever porque percebi que algo não estava exatamente fluido bem.
percebi que me senti um tanto travada, tensa, insegura, sem motivo aparente.
pensamentos, pensamentos,
pensamentos vêem à cabeça e me pergunto...
como se conquista intimidade? tudo acontecendo rápido, de modo tão intenso, e talvez ainda nem se conheça detalhezimos bobos um do outro, mas que dão segurança, deixam mais íntimos um do outro.
coisas bobas como... o jeito que a pessoa gosta de dormir, o tipo de toque que lhe agrada, se gosta de escrever, o que gosta de ler, que músicas adora ouvir ou alguma coisa que não suporta de jeito nenhum.
ou o quê sem dúvida, sem dúvida alguma, absoluta e definitivamente, tira o outro do sério. o que o faz chorar como um bebê.
como gosta de uma massagem. e, afinal, coisa traumatizante das coisas traumatizantes do mundo - como é que se faz uma massagem? quer dizer... isso não é traumatizante.
Traumatizante é que uma pessoa que sempre fez isso naturalmente, sem frescuras ou pudores ou receios ou inseguranças, trave frente a um pedido de massagem. ISSO é o tipo da coisa que faz pensar, e faz ter vontade de parar pra entender o que se passa, e faz ter vontade de correr para dentro de si mesmo, e escrever um pouco.
starting to live something really diferent of all I had until now. the beggining of something that I don't know what will be yet. ok, one never knows what future will bring. but, still, this time is diferent. diferent because it started a little faster, because it has elements never "tasted" before. things that I would reject in other ways... having the chance of being with somebody who has captured my attention and my desire, one who made me force myself not talk, before anything, after evertyhing. maybe the sense, the feeling of grownig adult. maybe fear of the unknown. maybe both. I just have no idea about nothing. except, sometimes, that I'm in love. loving being hugged, loving just being, forever... one smile, the sound of the voice, the touch of the skin... I just feel this time has new things for me. on the other hand, I also have this thing saying me that we can do everything go normal, with no surprises, with nothing more than all we ever have when we decide date somebody. I wish we can do our best. I want this one to be special... Dreaming about sweet days, friendship, comprehension, lives being shared, good cousines, people trying to be really lovely and gently. and lots of issues that I don't want to describe right here, right now.
finally felling better. gong to live a bit of love, now.
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
secondhand lions...
Sono bastante sono.
Talvez vontade de escrever.
Talvez vontade de escrever para alguém.
Talvez um monte de receios. Incertezas. Inquietações.
Um mundo de não saberes.
Meio amortecida? Não tanto, não sempre.
Ora doce
ora amarga
ora esperando o pior
ora deixando sonhar...
ora sendo por demais fria e racional.
ora desejando dizer coisas boas, desejando ser tudo que se pode querer, desejando espantar a tristeza; ser céu azul mais canto de pássaros na janela, de manhã cedo.
vez ou outra, apenas uma amiga preocupada. uma amiga sem saber o que fazer pra ajudar. uma amiga doida bolão.
um sorriso sorriso sorriso sorriso
onde há um garantido
sincero,
sentido
e sem resquício de dor?
sorriso aberto
menino
de olhos brilhantes
e vivos
de coração palpitante
leveza
alegria
Um olhar de contentamento, umas horinhas de doçura completa.
Um abraço que faça a tudo esquecer.
Um conforto infinito.
Sinto-me sem saber o que dizer, olhando demais cada passo a dar, cada palavra a usar. Egoísta, egoísta... Sentida pelo sofrimento que surge. Pelas dores, e por saber que sempre dói, em algum lugar ou caso.
Dividida em um mil pedacinhos. Sem ser a única assim. Esquisita porque queria, agora, apenas dar apoio. Parar um pouco de sentir, ser mais forte. Mais forte pra acolher. Mais forte pra ir em frente. Mais forte pra resistir.
Hoje ouvi algumas coisas doces docinhas. Uma voz há muito esperada. Uma voz mais dura e fria. Hoje vivi sensações diferentes, por vezes, quase antíteses, mesmo.
Hoje lembranças boas e notícias que deixam confusa. Futuros obscuros.
Hoje percebi com clareza que não queria fazer sofrer, nem esperava que isso ocorresse.
Hoje o dia foi longo e longo, pra variar.
Hoje vontade de dizer eu te amo.
De abraçar.
De sorrir.
De chorar.
Quem te cuida e protege das coisas do mundo?
Que sejamos fortes. Que saibamos, logo, estar inteiros. Estar em pé.
Conversar sobre o que for. Ficar felizes e felizes e felizes.
Hora de dormir.
Dia cheio, depois.
Que haja uma voz gostosa, que haja alguém mais tranquilo.
Talvez vontade de escrever.
Talvez vontade de escrever para alguém.
Talvez um monte de receios. Incertezas. Inquietações.
Um mundo de não saberes.
Meio amortecida? Não tanto, não sempre.
Ora doce
ora amarga
ora esperando o pior
ora deixando sonhar...
ora sendo por demais fria e racional.
ora desejando dizer coisas boas, desejando ser tudo que se pode querer, desejando espantar a tristeza; ser céu azul mais canto de pássaros na janela, de manhã cedo.
vez ou outra, apenas uma amiga preocupada. uma amiga sem saber o que fazer pra ajudar. uma amiga doida bolão.
um sorriso sorriso sorriso sorriso
onde há um garantido
sincero,
sentido
e sem resquício de dor?
sorriso aberto
menino
de olhos brilhantes
e vivos
de coração palpitante
leveza
alegria
Um olhar de contentamento, umas horinhas de doçura completa.
Um abraço que faça a tudo esquecer.
Um conforto infinito.
Sinto-me sem saber o que dizer, olhando demais cada passo a dar, cada palavra a usar. Egoísta, egoísta... Sentida pelo sofrimento que surge. Pelas dores, e por saber que sempre dói, em algum lugar ou caso.
Dividida em um mil pedacinhos. Sem ser a única assim. Esquisita porque queria, agora, apenas dar apoio. Parar um pouco de sentir, ser mais forte. Mais forte pra acolher. Mais forte pra ir em frente. Mais forte pra resistir.
Hoje ouvi algumas coisas doces docinhas. Uma voz há muito esperada. Uma voz mais dura e fria. Hoje vivi sensações diferentes, por vezes, quase antíteses, mesmo.
Hoje lembranças boas e notícias que deixam confusa. Futuros obscuros.
Hoje percebi com clareza que não queria fazer sofrer, nem esperava que isso ocorresse.
Hoje o dia foi longo e longo, pra variar.
Hoje vontade de dizer eu te amo.
De abraçar.
De sorrir.
De chorar.
Quem te cuida e protege das coisas do mundo?
Que sejamos fortes. Que saibamos, logo, estar inteiros. Estar em pé.
Conversar sobre o que for. Ficar felizes e felizes e felizes.
Hora de dormir.
Dia cheio, depois.
Que haja uma voz gostosa, que haja alguém mais tranquilo.
terça-feira, fevereiro 06, 2007
Exagero docinho...
Há que se sentir o que se vive...
...Ou viver o que se sente.
Não sei como será amanhã
ou hoje, quando acordar.
Sei que, agora, estou feliz, apesar de cansada.
...Ou viver o que se sente.
Não sei como será amanhã
ou hoje, quando acordar.
Sei que, agora, estou feliz, apesar de cansada.
segunda-feira, fevereiro 05, 2007
Leões e brindes à minha volta...
O que é que dói, exatamente??
E por que estou assim?
Ansiedade de querer estar junto... Essa sou eu, um porre de grude, às vezes. Mas dessa vez não dá. E o tempo, que em outras ocasiões seria até legal, a ansiedade de rever, trocar experiências...
É só a distância que eu mesma imponho, para poder estar um pouco mais inteira, no final. E, no entanto, no meio deste drama maluco e insensato em que me enfio... Para não sofrer, sofro. E, de quebra, torço um pouco mais minha cabeça, pensando nos reflexos que minhas ações e reações terão. Em suma, eu dando mais nós...
Mesmo as coisas que tenho claras às vezes me parecem um tanto obscuras. Que é que valem minhas decisões, afinal?
Talvez eu esteja crescendo com tudo isso. Talvez seja realmente bom, pois me sinto uma criança, em território desconhecido.
Que é que houve? Que é que aconteceu? Quando foi que eu abri alguma brecha para me apaixonar, e por quê? Falar, falar, falar...
E ainda me pergunto se minha certeza não é só uma questão de charminho idiota.
Não e sim.
Não, eu tenho certeza do que digo, eu acredito no que digo.
Sim, porque eu queria que desse certo, eu queria que fosse diferente.
Tanta coisa passa pela minha cabeça, talvez tanto pra falar ou escrever. E hoje sou mais anônima do que ontem.
Cuidar das coisas da vida e guardar o que não tem solução.
Uma carta anônima de alguém que tem receio de escrever. Receio de ficar chata e todas essas coisas que sei que fico, aliás, que sei que sou.
O que é que eu tenho vontade de dizer, de fato? O que, o que, o que?
O que falta, o que sobra?
Insegura, por quê?
Talvez seja o problema de saber que na situação atual, pros meus padrões, as coisas não podem dar certo. Por saber que não há vontade ou disponibilidade de finalizar o experimento. Por achar que não tem muita coisa errada nisto tudo.
E por ser esquisita? Talvez. Talvez eu seja esquisita. Talvez eu seja sonolenta. Talvez eu deva ir dormir... >.<'
Talvez tudo seja tão fofo e bom que me deixe assim, receosa, confusa, boba.
Talvez se pudesse dar certo durasse tão pouco que não valeria nem a pena. Talvez esse seja outro receio meu.
Vou dormir...
-----------------------------------------------
Não fui dormir. Fui embora.
Talvez tenha descoberto coisas novas...
Talvez....
Talvez eu devesse escrever um pouco mais aqui. Mas, neste momento, estou correndo atrás de um pouco mais de interatividade.
E por que estou assim?
Ansiedade de querer estar junto... Essa sou eu, um porre de grude, às vezes. Mas dessa vez não dá. E o tempo, que em outras ocasiões seria até legal, a ansiedade de rever, trocar experiências...
É só a distância que eu mesma imponho, para poder estar um pouco mais inteira, no final. E, no entanto, no meio deste drama maluco e insensato em que me enfio... Para não sofrer, sofro. E, de quebra, torço um pouco mais minha cabeça, pensando nos reflexos que minhas ações e reações terão. Em suma, eu dando mais nós...
Mesmo as coisas que tenho claras às vezes me parecem um tanto obscuras. Que é que valem minhas decisões, afinal?
Talvez eu esteja crescendo com tudo isso. Talvez seja realmente bom, pois me sinto uma criança, em território desconhecido.
Que é que houve? Que é que aconteceu? Quando foi que eu abri alguma brecha para me apaixonar, e por quê? Falar, falar, falar...
E ainda me pergunto se minha certeza não é só uma questão de charminho idiota.
Não e sim.
Não, eu tenho certeza do que digo, eu acredito no que digo.
Sim, porque eu queria que desse certo, eu queria que fosse diferente.
Tanta coisa passa pela minha cabeça, talvez tanto pra falar ou escrever. E hoje sou mais anônima do que ontem.
Cuidar das coisas da vida e guardar o que não tem solução.
Uma carta anônima de alguém que tem receio de escrever. Receio de ficar chata e todas essas coisas que sei que fico, aliás, que sei que sou.
O que é que eu tenho vontade de dizer, de fato? O que, o que, o que?
O que falta, o que sobra?
Insegura, por quê?
Talvez seja o problema de saber que na situação atual, pros meus padrões, as coisas não podem dar certo. Por saber que não há vontade ou disponibilidade de finalizar o experimento. Por achar que não tem muita coisa errada nisto tudo.
E por ser esquisita? Talvez. Talvez eu seja esquisita. Talvez eu seja sonolenta. Talvez eu deva ir dormir... >.<'
Talvez tudo seja tão fofo e bom que me deixe assim, receosa, confusa, boba.
Talvez se pudesse dar certo durasse tão pouco que não valeria nem a pena. Talvez esse seja outro receio meu.
Vou dormir...
-----------------------------------------------
Não fui dormir. Fui embora.
Talvez tenha descoberto coisas novas...
Talvez....
Talvez eu devesse escrever um pouco mais aqui. Mas, neste momento, estou correndo atrás de um pouco mais de interatividade.
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