Para não ser amarga.
Para não ser doce.
Para guardar para mim o que não faz sentido largar nos outros.
Para guardar para mim o que os outros, talvez por hora, não queiram ouvir.
Para jogar fora, reciclar, limpar, o que não faz sentido manter.
Para transmutar o que quero comigo, mas não como está no momento.
Para ficar inteira, no meio das confusões, das dores, das mágoas, das pseudo-descobertas dolorosas. Dos passados que foram e não serão - alguns, feliz por que não são.
Para separar algumas coisas na cabeça, no corpo, no peito - no eu. Para buscar estar inteira, tão logo seja possível.
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