sexta-feira, fevereiro 27, 2009

what a strange world.

Por que nos afeiçoamos às pessoas?

Às vezes por conta do sexo. Do beijo bom. Por conta das conversas que se transmutam e outras e outras, e a possibilidade de passar muitas horas a falar e apreciar a companhia. Porque nos revelam jeitos de ser que nos agradam. Porque nos entendemos. Porque não combinamos em nada, e é divertido ser tão diferente e ainda assim se achar interessante. Porque olham para nós de um modo que não conseguimos explicar, mas mexe de um jeito bom. Aquece. Porque são coloridas. Porque são caladas. Porque falam muito, sobre qualquer coisa, e têm trejeitos e caras e bocas enquanto isso. Porque há desafios em conhecer alguém. Porque o dormir abraçado é bom. Porque é absolutamente difícil entender-mo-nos, e esse é de fato um desafio instigante.

Por sermos teimosos. Às vezes o sexo não ajuda, e as conversas emperram, e tudo parece terminar em briga. Ainda assim.

Por ser bom, vez ou outra. Porque se gosta de comida. Ou vinho. Ou café. Por curiosidade. Porque o reflexo na janela nos sorri. Ou ignora superficialmente. Pelas dicas de filme. Ou literatura. Porque sabemos que o que transparece não é exatamente o que é de fato. Porque somos bobos, e um sorriso é bom.

Por se apreciar cinema. Gatos. Cobras venenosas. Ou colóquios espinhosos.

Porque temos pensamentos que se completam sem precisarmos precisá-los. Pessoas que entendem o que vai por nossas cabeças.

Porque a química da pele encaixa. Porque as curvas se entendem.

Afeiçoamo-nos às mesmas pessoas por motivos mesmo diversos. Um cheiro, um modo de acordar. Uma conjuntura.

Por horários repetidos ou poemas e contos trocados. Recitados. Por críticas severas.

Quem sabe.

Enfim.

Quiçá.

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

La muerte blanca

Curiosamente, aunque sucede en un clima frío y amargo, la muerte blanca es dulce y cálida. Así le dicen a la muerte de alta montaña: un pequeño sopor producto del cansancio, un pestañear de ojos después de la asfixiante caminata, un reposo sobre una piedra demasiado cómoda, generalmente más arriba de los seis mil metros de altura, bastan para envolverlo a uno en la manta blanca de la nieve, entre la ausencia de oxígeno dentro de las venas, y dejarse llevar hacia el otro mundo. Uno no puede solo contra la muerte blanca. Necesita de alguien que esté más entero, que lo despierte, que lo arrastre con una soga (real o imaginaria) por la senda del descenso. Esa es otra de las características de la muerte blanca: en su gran mayoría sucede en bajada, cuando el cuerpo ya se relajó de tanto trepar y el andinista se cree con el hecho consumado.(Trecho de La muerte blanca - http://www.pagina12.com.ar/diario/contratapa/13-120180.html)

terça-feira, fevereiro 17, 2009

será que sempre me sentirei meio deslocada, em qualquer lugar, após um tempo?

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

escavar os poemas que estão em mim.
é difícil manter a continuidade de um trabalho...

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Tendo a acreditar que quando estiver mais centrada, terei mais tranquilidade em aceitar que não saberei de tudo, e me sentirei mais feliz em estar aprendendo o que fala de minha alma, e de não estar necessariamente vendo outras.
Um dos contra-tempos ruins de se estar bagunçado interna e extarnamente, é ficar ruim com o que os outros podem fazer e você não, por não saber cuidar de suas coisas....

quarta-feira, janeiro 28, 2009

Eclipse Oculto

E paramos no meio
Sem saber os desejos
Aonde é que iam dar
E aquele projeto
Ainda estará no ar...

terça-feira, janeiro 27, 2009

gosto muito quando as pessoas não me respondem... =/

segunda-feira, janeiro 26, 2009

sinto falta de algo...

quarta-feira, janeiro 14, 2009

infantil

a verdade é que não me sinto pronta, droga!
preciso urgentemente descobrir o que faz sentido pra mim!

não posso passar mais por períodos tão longos, para sair deles com a sensação de limbo.

fiz coisas novas e interessantes.

ajudei pessoas.

onde está o erro? onde está o "estar a toa"?

é porque não sei o que é certo ou bom para mim que fico estranha em relação ao que passou...
falta foco
coragem
jeito

coragem

também é preciso coragem para admitir que se precisa parar tudo por um tempo e seguir outro ritmo.

coragem para saber que algumas oportunidades e algumas histórias não irão acontecer, não serão aproveitadas, pois é preciso parar e dar atenção a outras coisas.

mas é preciso ter alguma clareza do que se irá olhar.

não quero simplesmente me perder e parar em algum limbo de auto-complacência.

so quero deixar de ter essa sensação de que tanta coisa não faz sentido, de que estou tão desencontrada, de que estou tão perdida, de que estou trilhando um caminho que me é estranho.

respirar fundo, olhar o trem passar, e seguir adiante.

respirar fundo, e dizer "não".

respirar fundo e escolhar não entrar em mais um projeto que não terei forças (ou cabeça) para levar adiante.

me sinto refém...

e tenho receio de que algumas escolhas me deixem em situação ainda pior, neste sentido.

segunda-feira, janeiro 05, 2009

embestei que cada coisa tem seu devido tempo e lugar, e que só pararia para cuidar do que julgo carecer um tanto mais de tempo para resolver quando tempo tivesse.

sucedem-se tarefas e obrigações que julgava que ocupariam menos tempo, e as quais considerei mais urgentes por envolverem prazos externos, e envolver a outros que não eu.

eis que vejo o tempo ir passando, com os afazeres que não se acabam, com as tarefas às quais não se consegue dar vencimento, e continuo me procrastinando.

cúmulo.

vou acabar estourando ou desabando por aí, e com tudo meu pela metade, quiçá menos que isso.
sem chão?

sem tempo para pôr as coisas em ordem?

sem saber o que fazer?

de repente tudo parece ainda mais complicado.

domingo, janeiro 04, 2009

peito dói e aperta

oprime
cansa

a despeito do obsceno do fato
penso obscurescências

sexta-feira, janeiro 02, 2009

Cruel

Sinto-me estranha, esquisita.

Algo faz-me mal.

Não entendo direito de que se trata, mas vez ou outra sinto-me vil, medíocre...

Minha auto-estima não me faz bem...

quarta-feira, dezembro 31, 2008

às vezes minha estranheza me faz querer manter distância das pessoas...