terça-feira, maio 30, 2006

nenen

se puder, não perca a chance de escrever um palíndromo um dia. quanto maior e mais elaborado, melhor.

Bad Habit

São quase quatro da manhã. Por muitos motivos bobos e quase fúteis, ainda estou acordada.

Nesta(s) última(s) semana(s), dormir tão tarde que passa a ser cedo foi mais regra do que exceção. Não acho que ande me fazedo bem, principalmente se eu levo em consideração que o mundo social humano costuma funcionar durante o dia. Favores que eu tenha de fazer, passeios, compras, pagamentos... Tudo durante o dia. Acabo perdendo boa parte das horas úteis quando faço esse tipo de troca. Ou perdendo boa parte das horas de sono. Hoje será um dia em que ficarei com a asgeunda opção, pois fiquei de dar um telefonema relativamente cedo, e não quero deixar de fazê-lo.

Quando penso que se trata de um certo ciclo vicioso... Quanto mais tarde durmo, mais tarde acordo, mais tarde sinto sono. E assim eu sigo. Pelo menos, graças aos céus, a meu metabolismo relativamente saudável, à minha cabeça e a não sei mais quem, não tenho insõnia. Só, talvez, uma certa falta de vergonha na cara... E/ou inadequação de horários. Até meus gatos estão dormindo, enquanto estou escrevendo isso!!!!

Preciso aliviar. Preciso parar de me concentrar/distrair a ponto de arrancar boa parte da pele de meus lábios. Outro ciclo vicioso e perigosamente viciante. Vício e perigo de se tornar rotina... Sangra. Forma casca. Grossa, áspera, um tanto dura. Causa estranheza ao tato. Enfeia a visão. Para me livrar, retiro. Com sorte, não sangra. Com sorte.

Dormir mais. Arrancar menos. E os dois provavelmente têm relação. de proporcionalidade direta? Não totalmente. Apesar de eu imaginar que, dormindo 24 horas por dia, não teria realmente tempo para tirar uma pelezinha sequer... >:P

sexta-feira, maio 26, 2006

sobre coisas inacabadas

De onde vêem os títulos que utilizo? Qual o sentido deles? Qual a mágica, a ligação, a força?

Este é por conta de todas e das várias coisas que começo, que começamos, e não levo, não levamos, além... E, talvez, na realidade, veio à minha mente agora, acho que posso lembrar também das coisas que levamos em frente quando deveríamos terminar. A depender de como se interprete isso, até parece que estou falando sobre a mesma coisa... Mas acredito que são coisas diferentes. Atitudes diferentes. E, sem dúvida alguma, resultados diferentes.

Qual o valor das coisas que digo? Será que algum dia poderei publicar algo do que escrevo?

Era uma vez...

terça-feira, maio 23, 2006

Estava desligando o computador

E, subitamente, vontade de escrever.

Estou mentindo. Não foi "subitamente". É algo que veio amadurecendo ao longo do dia. Algo que estava presente enquanto folheava minha agenda agora há pouco. Tanto que quis logo uma caneta, para poder "me organizar"... Mas também para organizar (ou não) as idéias enquanto alimento o fluxo de palavras que coloco no papel. Ou que publico para anônimos em uma anônima página de internet.

Minha cabeça tem doído com alguma freqüência. Não sei dizer se o uso desta expressão está correto, mas é o que melhor se enquadra. Agora, escrevo no escuro, pois meu monitor está com problemas e volta e meia "apaga". Ainda ligado, mas a imagem some. E fico a digitar com um puco mais de atenção, para ter certeza de que não cometerei erros, enquanto não vejo o que estou dizendo.

É noite. Apenas meus "bichos de estimação" estão acordados. E cada frase nova que aparece, cada ponto ou vírgula, é seguido de um suspiro, como se estivesse fazendo alguma confissão. Como se isso não fosse o suficiente para tirar algum peso de algum lugar.

Hoje tive um sonho estranho. Ou dois sonhos estranhos seguidos. Uma casa bonita e com muitas qualidades e avanços tecnológicos. Um experimento científico/brinquedo/escravo. Que se rebela. Um reencontro inesperado, apesar de desejado. E um atropelamento muito menos sério do que deveria. Mas, ainda assim, louco e cruel.

Suspiros, suspiros. Respira, xxxxxxx, respira. Eu respiro. E, no entanto, ultimamente este ar parece já não satisfazer meu corpo.

quinta-feira, maio 18, 2006

Não sei se quero dizer alguma coisa.

Tinha uma gata escondida atrás da mala, embaixo da estante. Meio totalmente desconfiada com tudo.

Tem um gato dormindo entre meus travesseiros. Mas não totalmente dormido.

Um amarelo está em cima de um colchão corcunda. Em clássica posição de gato?

segunda-feira, maio 15, 2006

Happy Mother's Day

É, dia das mães.

Foi até bom. Sem brigas. Sem estresses. Em família(s). Do jeito que aparece nos comerciais da Coca-Cola, só que sem o frango assado ou o macarrão.

Com direito a presentes e tudo... E com um dos presentes feitos por mim, como nos velhos tempos.

Reli (como se escreve isso???) algumas das poucas coisas que escrevi aqui. Corrigi uma, coisas erradas em Inglês. Às vezes, quando olho de fora, até acho que escrevo bem. Nem sempre a modéstia e a baixa-estima são serventia da casa, comigo... Sou confusa até nisso. Hoje então vou ver se termino de ler O Pistoleiro. E amanhã estou livre para coisas novas. Hoje, domingo, contando que será segunda quando eu acordar de manhã. Voltar a treinar digitação. Estudar. Ajudar no cardápio?? Quem sabe já não começo?

Ou talvez seja melhor tomar cuidado; quem muito promete pouco cumpre. Principalmente quando quer fazer tudo de uma só vez.

Quero escrever mais; escrever coisas boas. Boas de se ler. Não que todo mundo precise gostar. Mas que pessoas que se pareçam com as que me são caras gostem. E até que as pessoas de quem gosto gostem. E, eventualmente, algo que eu possa vender. Não seria má idéia ter dinheiro. O suficiente para ajeitar as coisas deste momento. Pra variar.

No entanto, mais calma, não estou afim de trocar os pés pelas mãos.

É, falei bastante. E, afinal, começo a achar que escrevo melhor quando estou - esquece, já ia falar algo que não é verdade. escrevo melhor quando transbordo. Ou planejo. Até hoje, transbordar tem sido mais fácil.

Contudo, talvez não. Aliás, provavelmente não. É provavel que ocorra o seguinte: quando transbordo, óbvio, extravaso. Então, escrever, pra mim, torna-se um reflexo natural. Mesmo que transbordar não seja fácil. Planejar é fácil. O problema todo é conseguir que as coisas saiam conforme o planejado. Ao menos, em linhas gerais. Ao menos, no início. Ou que não saiam, mas continuem boas. Deve ser por isso que não uso planejar para escrever... Não sempre.

Como agora.

sexta-feira, maio 12, 2006

Dores...

Vivera relativamente feliz, por algum tempo. Possuía uma casa, ainda que compartilhada com muitos indivíduos, alimentava-se de boa comida, com relativa fartura. Não passava frio. Podia tomar um bom banho, todos os dias. Até dois, se o calor pedisse. Tinha, afinal, uma vida que, se não poderia ser chamada de completa, era ao menos digna.

Mas as coisas começaram a ficar difíceis. O dinheiro ainda era suficiente para manter a vida que levava, mas não sem alguma preocupação sobre possíveis eventualidades para lhe deixar sem o que contar até o final do mês. E inevitavelmente surgiam imprevistos. Alguém doente. Um aparelho indispensável quebrado. Um aniversário. E era necessário rezar, ou pedir emprestado. E o choro no escuro, ao final do dia, ou em um cantinho, ao longo dos dias, começava a se tornar inevitável, quase necessário. Um vício como o cigarro ou o álcool, mas sem mais gastos - graças a Deus.

E então as desarmonias - naturais entre convíveres - começaram a aumentar em sua casa. Eram todos cães e gatos, sem nenhum interesse em ouvir o que o outro poderia ter a dizer. E como sempre, quando nosso espaço encontra-se ameaçado, começaram a demarcar seus territórios. De um modo tão hostil, tão severo... O cheiro deles tornava-se pastoso, palpável; como o ar em dias quentes e úmidos. Pisar o chão, entrar em cada cômodo, já estava implorando? Já começara a pedir, a cada vez que andava pela casa, para não haver mais uma marca, mais uma preocupação? Talvez apenas à noite, quando o cansaço já dominava. Ou após muitas brigas, quando o que queria apenas era a quietude. A paz...

Todos amigos, irmãos, certo? Uns mais, outros menos, mas todos haviam decidido conviver e estarem juntos naquele espaço. E no entanto, apesar do carinho e da necessidade que tinha de todos ali, algo como um loucura foi crescendo em sua mente. No início, diriam ser um exagero - loucura, que é isso, apenas um pouco de estresse nascido pela convivência. Eram, afinal, apenas reações um tanto mais exacerbadas do que o devido, em uma ou outra ocasião. O reclamar por conta de um desagrado tornava-se um grito. Um "Páre, por favor." já saia um "Sai daqui!!"

Quando a agressividade surgiu em si, quando ainda se manifestava apenas raramente, uma ou duas vezes, ao longo das 24 longas horas de cada dia, assustou-se um pouco, estranhando o que fazia a seus próprios companheiros, a quem lhe aturava, enfim, diariamente. Contudo, em um crescendo, já passava a achar que era quem mais tinha de aturar, e a única pessoa capaz de dar um basta na situação, de oferecer algo de melhor a todos. Muitos dos que lá estavam, só estavam por sua conta. Por sua culpa, agora.

Amor e ódio. Como sustentar a todos? Como haver paz entre seres tão distintos? Como sobreviveremos a tudo isso? A solução já se delineava em sua mente, sibilava entre as tristezas e frustrações que se acumulavam. Apesar de ser repelida quando notada, aos poucos foi ganhando espaço. A cada vez que era necessário torcer para não encontrar uma desagradável surpresa em algum lugar. A cada vez que era necessário interromper uma briga, ou suportar outra.

Com o já conhecido choro, infiltrava-se o único meio possível de acabar com tudo. De amenizar os problemas e sofrimentos, pelo menos. Já não notava quando a idéia chegava. Não se assustava mais.

Um dia como outro qualquer. Um amor excepcional lhe preenchia, um afeto, um carinho. Seria porque no dia anterior ocorrera paz, depois de tanto tempo? Seria por conta do brilho nos olhos de todos, por ocasião da meiguice que experimentava ao aproximar-se, ao deter-se um pouco mais a olhar as travessuras de um, o sono solto de outro? Um dia feliz. Leve.

Cozinhou...

Chamou a todos. Aos que ali estavam porque ela os colhera da rua. Aos que tinham nascido naquele local. Aos mais novos e mais velhos. Os levados, os quietos. Os mal humorados. Serviram-se, cuidou que os menos sociáveis tivessem como comer, mesmo que separados. E a satisfação tomou conta, enquanto admirava o prazer com que saboareavam seus pratos. Uma satisfação leve. Quase uma alegria. Foi dormir.

Acordou com o fato já consumado. Sabia que aconteceria, mas não poderia ter ficado para observar tudo. Suas últimas forças naquele momento, juntara-as para este agora. E foi com um alívio pesaroso que foi encontrando os corpos. Dormindo. Enroscados, espichados. Nas camas preferidas. Nas posições prediletas. Todos.

Preparou-se para a despedida com uma pá e algumas sementes. Nos fundos, cavou o buraco. Precisou fazer esforço, mas não se perdoaria se não fosse capaz de todas as gentilezas necessárias, agora. Grande e fundo o suficiente. Não haveria perturbações. Forrou com uma colcha leve. E os trouxe, um por um. Acomodou-os de modo que continuassem confortáveis, mesmo uns por cima dos outros. Ao terminar, pôs as abas da colcha por cima, carinhosamente. Um pouco de terra, e sementes de flores belas. Não olhara o que escolhera, mas acreditava que fossem margaridas. Brancas e amarelas. Cobriu também estas com o que restava de terra, e descansou.

Entrou em casa, ouvindo o silêncio dos cantos. Não deixou a faxina que já se fazia necessária para outro dia. Lavou piso, paredes, o pé dos móveis. Tirou todo o pó e os pêlos que pôde. Deixou tudo com um agradável perfume de lugar limpo. Era impressão, ou tudo ficara mais claro? Não era só alvura, estava mais luminoso também.

Lembrou-se de si, do final do dia, preparou-se para um banho. Deixou que a água escorresse longamente por seus cabelos, suas costas, sua cabeça. De olhos fechados, lavou a alma.

Já era noite quando tudo estava terminado.

Foi para seu quarto, apreciou o escuro, enrolou-se quase infantilmente. Havia paz. E então, só então, chorou. Longamente... pela última vez.

terça-feira, maio 09, 2006

Um complemento...

Vamos ver se agora funciona de fato . Acrescentei um detalhe às configurações anteriores...

Sim, vou colocar uma postagem minúscula, só pra dizer isso, só pra confirmar se estou certa.

Um teste...

É possível fazer novos posts por e-mail, mas nunca havia tentado. Estou, então, experimentando, é sempre bom saber qual a sensação das coisas... De algumas coisas.

Já estou quase me certificando de que escrever aqui é seguro e solitário. Talvez mais até do que eu gostaria. É bom pra aprender. Quem sabe eu coloco umas fotos de mulher pelada ou começo a escrever sobre transas lésbicas. Se eu quiser público, é um bom começo.

Não por enquanto. No momento, estou bem assim.

P.s.: se funciona bem? acho que não. Ficou apenas como rasqunho, e tive de vir no site para aprovar a publicação, de qualquer modo. Tenho de rever as configurações...

segunda-feira, maio 08, 2006

Idéias

Tive algumas idéias para escrever algumas coisas... Não sei se chegam a livros. Talvez pequenas crônicas. Um, na realidade, deve ser um blog.

Necessidade de escrever, de aparecer, de colocar um pouco de tudo o que vem à mente pra fora? Provavelmente, tudo isso junto. Quando trabalhamos/estudamos ou algo do gênero, temos uma grande possibilidade de estar em contato com pessoas, de conversar. Eu estou muito tempo em casa, se não fizer algo minhas idéias podem morrer por estagnação... Seria bom morar mais perto de algum de meus amigos... Nem que fosse para nos encontrarmos à noite e trocarmos figurinhas por meia-hora antes de ir dormir.

Um pouco confusa. Aliás, quase como sempre. Com crise se cresce? Talvez eu nunca páre de crescer...

sexta-feira, maio 05, 2006

Sorry...?

I am using as my blog's tittle and as identity as well, a song name. And as profile picture a picture of the band who made this song.

The first thing I posted here was that song. But today I commented in another blog post, and now I'm like "in shame 'cause that blog is owned by the author of this song that I got...

I'm wondering: what would I think if it was with me? I am feeling a little arrogant. Then I decided to write this post. In english. Just in case, a very "rare occasion"... If Amanda appeared here, I would be already "sorrying" for my pretension and for what a wrote there. I don't know. Feeling like when I was a child. I used to think that I was smarter then everybody, and I was always saying something stupid or acting like if way was very stpid. I know? When you talk about something that you don't know, like you were THE person who knows about that? awful.

That's it. I beg nobody misundertands anything neither here or there.

Intermitências...


Intermitências...
da vida. Da escrita. E, no caso, de minhas postagens.

Acho que quero tomar um pouco mais de jeito. Hoje falei pra mim que iria arrumar meu guarda-roupa (isso não é nenhuma analogia ao Eminem) e acabei não o fazendo. E não posso dizer que o tempo que tive não foi suficiente. Simplesmente estou me permitindo ser por demais digressiva.

Mas ao menos troquei a água de meu aquário. E aos poucos vou incorporando elementos também importantes à minha rotina. Amanhã é sexta. À noite, já é fim-de-semana.

Acho que vou dormir agora. Já fiz minha confissão diária. Espero não ter de pagar muita penitência por ter passado tanto tempo sem comungar...

Acho que não acontecerá. Provavelmente me auto-expurgo quando escrevo. Pelo menos - e sem dúvida - faço minhas auto-orações-avaliações. Deve bastar.

Vou dormir. Ler um pouco antes. Escovar os dentes. Escrever uma mensagem de boa noite para alguém que amo.

terça-feira, abril 18, 2006

SING

é o nome de uma música...

e a letra???

Interessante...

O mundo anda tão cheio de trilhões de blogs que é possível criar algo como isto aqui, que é público, e passar incólume pela multidão, talvez um diário mais secreto do que estes que às vezes queremos esconder nos lugares mais estranhos, só para termos certeza de que alguém não os irá ler...

Sou e não sou alguém, e enquanto criava isto aqui fiquei pensando em como faria para conseguir ficar anônima em meio a meus escritos. Mas parece que esta é uma preocupação vã. Quando escrevia com papel e caneta, a sensação de que alguém leria o que escrevi era mais presente do que quando resolvo aparecer aqui e dizer algo sem quase nenhum conteúdo...

Se acaso aparecer alguém aqui, proponho um jogo... De onde é essa imagem, no post anterior?

terça-feira, abril 11, 2006

Pretending

Às vezes parece mais fácil fingir. Que nada está acontecendo. Que você está indo aonde deveria ir. Que está tuuudo bem.

Pretendendo que as coisas sejam ou fiquem, também, de um jeito que não são nem estão.

Fuga e hipocrisia... Qual a hora de chutar o pau da barraca? I should be at class right now. And right yesterday. And right last week. But I don't want. I didn't want. I said that. But it was useless. And now I don't know what to do. Just pretending...

segunda-feira, abril 10, 2006

Algumas pessoas têm coisas demais na cabeça. Não necessariamente coisas boas ou úteis. Apenas coisas demais.

É possível virar louco, quando se pensa demais. É possível virar escritor.

Eu fico com o meio termo. Soltar por aí as palavras, meio ao léu, meio à poesia.

Estou expondo minha terapia individual que a partir de hoje farei comigo mesma. Se alguém chegar até aqui... Se não... Pouco me importa. O que importa é que ando com a cabeça cheia, e que hoje decidi colocar o que der pra fora, através deste blog.

A letra da primeira postagem é de uma banda chamada Dresden Dolls.

Girl Anachronism


you can tell
from the scars on my arms
and cracks in my hips
and the dents in my car
and the blisters on my lips
that i'm not the carefullest of girls

you can tell
from the glass on the floor
and the strings that're breaking
and i keep on breaking more
and it looks like i am shaking
but it's just the temperature
and then again
if it were any colder i could disengage
if i were any older i could act my age
but i dont think that youd believe me
it's
not
the
way
i'm
meant
to
be
it's just the way the operation made me

and you can tell
from the state of my room
that they let me out too soon
and the pills that i ate
came a couple years too late
and ive got some issues to work through
there i go again
pretending to be you
make-believing
that i have a soul beneath the surface
trying to convince you
it was accidentally on purpose

i am not so serious
this passion is a plagiarism
i might join your century
but only on a rare occasion
i was taken out
before the labor pains set in and now
behold the world's worst accident
i am the girl anachronism

and you can tell
by the red in my eyes
and the bruises on my thighs
and the knots in my hair
and the bathtub full of flies
that i'm not right now at all
there i go again
pretending that i'll fall
don't call the doctors
cause they've seen it all before
they'll say just
let
her
crash
and
burn
she'll learn
the attention just encourages her

and you can tell
from the full-body cast
that i'm sorry that i asked
though you did everything you could
(like any decent person would)
but i might be catching so don't touch
you'll start believeing youre immune to gravity and stuff
don't get me wet
because the bandages will all come off

and you can tell
from the smoke at the stake
that the current state is critical
well it is the little things, for instance:
in the time it takes to break it she can make up ten excuses:
please excuse her for the day, its just the way the medication makes her...

i dont necessarily believe there is a cure for this
so i might join your century but only as a doubtful guest
i was too precarious removed as a caesarian
behold the worlds worst accident
I AM THE GIRL ANACHRONISM

(copyright 2002 amanda palmer)