quinta-feira, agosto 14, 2008

Numerhoralogia

sim, eu gosto dessas coisas, mesmo
20:30:50
espero que haja um senhor do tempo por aí

satisfação nas coisas simples

volta e meia (precisamente às quintas-feiras, excepcionalmente às terças, vez ou outra) me dá vontade de cortar as unhas, e não o faço por falta de cortador.
segunda-feira, comprei um
usei-o hoje

é tão grande que dá a impressão de que vai engolir meu dedo, cada vez que o aproximo para cortar uma unha da mão,
ou então fico espantada e feliz ao verificar que - milagre! - não abri nem um mínimo talho em um dedo do pé após aparar algum cantinho.

é um bom cortador, e é muito boa a sensação de digitar com as unhas curtas.
a casa dorme...

terça-feira, agosto 12, 2008

Senhor do Tempo

Senhor do tempo, estes números que me parecem tão cheios de significados, nas horas e dias e segundos e minutos - que são?
pesada.

bobagens. nevermind.




Vim dirigindo para casa. Coloquei a música bem alto, e, quando dava, cantava meio gritado.
Nas ruas, algumas crianças vinham quase fora da calçada. Às vezes, pela mão, mas as crianças próximas da rua, enquanto os pais estavam na parte "de dentro" da calçada. Carros com luzes fortes. Carros na contra-mão. Motos na contra-mão.

Venho pensativa. Venho pensando no que quero escrever. No que preciso fazer. Em você. E me mantendo atenta, de algum modo.

Hoje sonhei. Dentro do sonho eu estava triste por várias razões, e ia para um quarto chorar. De passagem, te via chorando em outro cômodo. Eu esperava um tanto, para ver se me vias, e vinhas falar comigo, dizer que não irias agüentar ficar longe de nós. Então eu parava pra conversar contigo, sentamos para conversar. Te beijei. Nos beijamos. Te pedi em casamento. Disseste que isso era bom. Gostares disso foi ainda melhor.

No sonho eu acordava e estava triste e preocupada por ter dormido até muito tarde, pois precisava ir trabalhar. E porque... porque sentir tudo que ando sentindo me deixa um tanto assim. Eu te procurava, sentia vontade de chorar, também...

Acordei e também tinha dormido mais do que podia.

Eu te beijaria além do sonho, se quisesses. E te faria sorrir de todos os modos que conseguisse!

Mas talvez ter alguém dizendo que sonhou contigo há cada dois dias não seja o que planejaste (20:20:20) ou o que queres. Ou não te agrade.

I would get my car and go driving away. I would get the road and go without know where. I would sing out loud, sing all these musics that I listen when I drive inside the city. I would drive and sing for miles and miles, and sometimes I would stop for a while, to write, I would miss you a lot. Would write to and about you. And sometimes I would want to smoke, and would remember you saying how bad was smelling smoke. I would see beautiful views. I would see you everywhere. And I would cry for all those things that I wanted to live but did not.

Chego em casa. Levo meu cachorro para passear. Continuo a ouvir música bem alto. Corro com ele, correr me faz bem. A ele também.

Escrevo.
O tempo todo há garotas gostando de garotas, e eventualmente algumas sofrem por conta disso, e não há nada de especial nisso, certo????
Seria bom ter alguém com quem conversar sobre estas coisas todas... =X Escrevo aqui porque... porque não quero ficar enchendo o saco, mais. Não quero ser chata, resumindo.

segunda-feira, agosto 11, 2008

And everybody's talking how I, can't, can't be your love
But I want, want, want to be your love
Want to be your love, for real
Everybody's talking how I, can't, can't be your love
But I want, want, want to be your love
Want to be your love for real

sábado, agosto 02, 2008

Orelhas geladinhas

Usando fones externos sem ouvir música: pra aplacar o frio.

sexta-feira, agosto 01, 2008

"comentário ocasional"

segunda-feira, julho 28, 2008

e precisa ter o que dizer, sempre?

eu

sábado, julho 19, 2008

tá, estou com saudades de casa
o óbvio esquecido - o universo visto pelo buraco da fechadura.

enquanto olharmos com os olhos, sempre será. só pensar nas proporções, inclusive.

aliás, desse jeito, um buraco de fechadura é até grande demais.

considerações clichê-filosóficas made in China.

segunda-feira, julho 07, 2008

Quero me diluir em música, barulhos matinais e silêncios.

mensagem de status de um dia, não muito antigo.
carente...

sábado, julho 05, 2008

sufoco coloca música alta e fica sério e pensa no como, no que fazer.

ansiedade se condói.

- quer borracha?

(...)

todos os números interessantes

que placas relógios dias e ademais me mostram por aí

que às vezes me fazem pensar que não há acaso:

(começando, de agorinha...)

21:31:31

21:32:23

22:26:26
Sufoco se esforça. Trabalha.

Ansiedade cutuca - Se você não fizer nada, vou me isolar em trabalho e escrita e música clássica!

promessa?

toda vez que o peito apertar,
que a ansiedade incomodar,
que já não estiver conseguindo trabalhar, mesmo, porque as coisas no peito-cabeça não deixam, hei de escrever.

pra mim.

risco - em dias como hoje, escrever pra sempre.
sufoco. coisa atrasada pra fazer, como sempre.
ansiedade lá, expectante.

sufoco - perna balançando, sinal de noite mal-dormida, de trabalho ainda não cumprido.
ansiedade assistindo a tudo. de cinco em cinco minutos, chama-lhe a atenção para algo.

sufoco ficando agoniado e agoniado.
- que é que queres, aí, esse tempo todo?

ansiedade - quem quer é você. eu, só quero garantir que não vou perder nenhum detalhe.

sufoco se acabrunha.
- me deixa. vou me enterrar no trabalho.

peito da ansiedade aperta.
- é mesmo? que vai ser de tudo?

- tudo o quê?

- tudo que tá te esperando pra acontecer.

- ainda espera??

sufoco...

sexta-feira, julho 04, 2008

No ponto. No ônibus. Por aí.

A ansiedade encontrou o sufoco. Olhou um pouco, olhos afoitos, foi logo pedindo - faz-me um poema?
Afobado, tiou do bolso uns versos velhos que não tivera tempo de terminar.
"Eco
Oco:
eu"

"Versátil (volátil)
Volúvel
Retrátil."

Não se entenderam bem.
Ela, mil interpretações. Ele, sem tempo pra alguém. Foram-se: ansioso, sufocada.
- - -

Escrever/ pensar/ desaguar incessantemente.

Uns momentos internos. Ou pelo menos a mim dedicados.

Pensarei cá com meus botões. (nos reais zíperes que quero abrir)

Talvez deixe pistas, que afinal talvez tenha nascido, mesmo, para contar. Mas talvez não diga assim, diretamente.

Afinal aprender a falar ou a calar, dá no mesmo: se a idéia principal é refletir sobre o que há para ser dito.

Vou me internar em leituras e códigos e poemas?

Buscarei fazer mais? Descobrir minhas músicas. Meus ritmos. Minhas letras.

Não necessariamente ficar só. Escolher entretanto estar em mim, ao está-lo.

Buscar caderno sem pauta e escrevê-lo todo.

A história é uma cicatriz nas páginas. Ou um desenho.

Quero uma torrente de idéias pra lavar a cabeça.

Quero que a vida flua, e quero estar consciente na correnteza. Sendo eu quem a provoque ou não.

Diacho é que gosto de me mostrar. Acho que vou me descobrir uma voyeur das idéias.

Despir-me-ei com as janelas abertas. No escuro, contudo. Só desejarei que me espiem aqueles que tiverem decidido me procurar.

Encontro vontade de escrever muito. Eis o que gosto.

Onde me acho.

Tudo aquilo que trabalhe a vida das mãos.

Incertada certeza de minhas vontades, talvez, sem mágoas, recolha-me um pouco.

Dá-me sono.
- - -

Não sei se leio, como alimento, ou se me resguardo, para evitar ser claramente tentada por idéias que não são minhas.

Hoje eu levaria todos os dias o caderno para onde quer que fosse. Escreveria quando e como desse vontade.

Quero crescer. A escrita. Voltar a tocar, com ela.

Desafogar o peito de todas as palavras não ditas, malditas, desditas, benditas.

Centrar-me.

Centrar-nos-emos.

Tudo ao nosso tempo.

- - -

Peito ficou leve após tanta escrita. Não quero que isso passe, ainda que deseje escrever coisas intensas.