Guardei pedaço de mim em um pacote.
Algumas partes que não nasceram comigo, outras que só fazem sentido quando arrumadas de modos bem específicos.
O pacote não me pertence, então uma gaivota, dessas que voam mais e mais alto, levou-o: precisava voar.
Agora partes de mim não vão comigo. E dói um pouco o vazio delas, a ausência do pacote.
Vez ou outra, quando o tempo deixar, vou me pôr a observar o horizonte...
Quem sabe um dia, pacote e gaivota possam voltar...
Nenhum comentário:
Postar um comentário