Seus olhos se encontraram. Não seria possível falar em amor, mas um princípio era inegável. Princípio de quê? Amizade. Curiosidade. Identificação...
E muito se conversou, e eram muitos os esforços para algo crescer, para tudo deixar de ser apenas princípio. E poucos souberam, mas caminhou-se até o meio.
E por mais que nunca tenham conversado com tranquilidade sobre o assunto, ainda que os acontecimentos daquele dia estejam para sempre esfumaçados e envoltos em surrealidade sutil, tudo de fato ocorreu.
Dali se poderia dizer que tudo mudaria, que laços haviam sido criados e - mais importante que isso - a abertura e a reciprocidade, a despeito de receios e timidezes, estavam ali, palpitantes.
Dali se poderia dizer que tudo mudaria, mas talvez só uma pessoa pudesse dizer que aquele fora precisamente o início do desandar da carruagem. Talvez nem essa personagem o pudesse. Apesar do inegável retraimento, poder-se-ia dizer que ainda ali havia, no mínimo, uma equilibrada mistura entre curiosidade e receio.
Mas as doses e ritmos de cada um dificilmente acompanham um mesmo compasso. E somente uma pessoa poderia dizer que teria se jogado de cabeça, naquele momento, se alguém tivesse dito que iria com ela.
E em verdade mesmo, um mergulho chegou a ser ensaiado. Foram dias ensolarados, laranjas, de brisa e leveza e anseios. E despertares e aromas e jardins.
Em uníssono, poder-se-ia ouvir corações, estômagos e pulmões atrapalhados em parar, respirar, bater, contrair-se, ficarem nervosos, ocuparem-se em dispersar a adrenalina, em disfarçar, em ir adiante, em não parar.
Caminhos desconhecidos trilhados, descobertas, encontros, novos arranjos e hipóteses e possibilidades. E toda uma nova paleta de modos de olhar e sorrir e entender o modo de ser das coisas e os bom dias... Em um dia que não aconteceu.
O que a alguns faz voar, outros prende ao chão. No preciso dia em que mais portas se abriam, tantas outras se fecharam, quem sabe se não precisamente no mesmo movimento.
As portas abriram-se como que numa dança de desencontros, aqui abrindo, ali fechando, para dar passagem ao outro lado...
Então há sumiços e silêncios. E palavras não ditas, ou pela metade. E preferências.
E lembranças esquecidas, medos, um leve aroma de vinho envelhecido.
O mergulho foi em água fria e dura. E, infelizmente, lançou um quê de amargo ao sabor de tudo que lhe suscitara.
E muito se conversou, e eram muitos os esforços para algo crescer, para tudo deixar de ser apenas princípio. E poucos souberam, mas caminhou-se até o meio.
E por mais que nunca tenham conversado com tranquilidade sobre o assunto, ainda que os acontecimentos daquele dia estejam para sempre esfumaçados e envoltos em surrealidade sutil, tudo de fato ocorreu.
Dali se poderia dizer que tudo mudaria, que laços haviam sido criados e - mais importante que isso - a abertura e a reciprocidade, a despeito de receios e timidezes, estavam ali, palpitantes.
Dali se poderia dizer que tudo mudaria, mas talvez só uma pessoa pudesse dizer que aquele fora precisamente o início do desandar da carruagem. Talvez nem essa personagem o pudesse. Apesar do inegável retraimento, poder-se-ia dizer que ainda ali havia, no mínimo, uma equilibrada mistura entre curiosidade e receio.
Mas as doses e ritmos de cada um dificilmente acompanham um mesmo compasso. E somente uma pessoa poderia dizer que teria se jogado de cabeça, naquele momento, se alguém tivesse dito que iria com ela.
E em verdade mesmo, um mergulho chegou a ser ensaiado. Foram dias ensolarados, laranjas, de brisa e leveza e anseios. E despertares e aromas e jardins.
Em uníssono, poder-se-ia ouvir corações, estômagos e pulmões atrapalhados em parar, respirar, bater, contrair-se, ficarem nervosos, ocuparem-se em dispersar a adrenalina, em disfarçar, em ir adiante, em não parar.
Caminhos desconhecidos trilhados, descobertas, encontros, novos arranjos e hipóteses e possibilidades. E toda uma nova paleta de modos de olhar e sorrir e entender o modo de ser das coisas e os bom dias... Em um dia que não aconteceu.
O que a alguns faz voar, outros prende ao chão. No preciso dia em que mais portas se abriam, tantas outras se fecharam, quem sabe se não precisamente no mesmo movimento.
As portas abriram-se como que numa dança de desencontros, aqui abrindo, ali fechando, para dar passagem ao outro lado...
Então há sumiços e silêncios. E palavras não ditas, ou pela metade. E preferências.
E lembranças esquecidas, medos, um leve aroma de vinho envelhecido.
O mergulho foi em água fria e dura. E, infelizmente, lançou um quê de amargo ao sabor de tudo que lhe suscitara.
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