se eu fosse parar para entender, diria que me dóem os olhos. E que me dôo, de doer, de sentir uma raiva e um desgosto cíclicos por ser como sou, e por continuar sendo, e por me importar tanto com isso.
se eu fosse parar pra entender, eu me sentiria uma idiota por vários motivos conhecidos, e provavelmente encontraria alguns ora desconhecidos para acrescentar à lista.
acho que não há motivos plausíveis para ficar como tenho ficado.
razões internas, todas, eu diria.
a falta de conexão com uma parte minha que é capaz de ser verdadeiramente boa nas coisas, que não é poser ou superficial.
uma sensação de estar ficando pra trás? às vezes sinto isso em relação a todos os meus amigos, em relação a muita coisa. como se não fosse capaz de aprender com os erros, de raciocinar, de melhorar de modo duradouro.talvez continue me sentindo dormentemente perdida de mim.
eu sinto vontade de chorar, vontade de sumir, vontade de me furtar à convivência das pessoas com quem mais gosto de estar, por me sentir mal comigo mesma.
sou um bicho esquisito demais.
eu sinto dor de cabeça.
e um mal estar que já não sei onde fica, que não sei se é inveja ou mesquinhez, e talvez seja as duas coisas juntas.
eu não me enxergo como alguém fazendo coisas concretas, sólidas, com potencial. provavelmente é porque não estou, mesmo.
eu me comparo inconscientemente, e sou pequena, sou menor, sou menos. e vou ficar pra trás e ser menos, e se não der pra notar externa ou imediatamente, o tempo o mostrará.
eu sou chata.
vou desligar agora.
Um comentário:
Te amo. E não adianta ficar de papo-furado.
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