terça-feira, janeiro 25, 2011
2.0.1.1
...
por vezes, uma angustiante sensação de que o tempo pode nos estrangular...
I'd better start doing something useful!
por vezes, uma angustiante sensação de que o tempo pode nos estrangular...
I'd better start doing something useful!
sábado, janeiro 22, 2011
Jogos Infantis
agora ser inverno
você
realidade ao contato dos dedos
jogos infantis
uma canção monocórdica
eu vejo um signo círculo
acima de sua testa
uma terra é todas as terras
uma cidade
todas as cidades
todo mar é sargaço
todo passo traçado
pelas linhas da mão
não conte a passagem das horas
a passagem dos homens
você não precisa
beijo seco cansaço
você
realidade ao contato dos dedos
jogos infantis
uma canção monocórdica
eu vejo um signo círculo
acima de sua testa
uma terra é todas as terras
uma cidade
todas as cidades
todo mar é sargaço
todo passo traçado
pelas linhas da mão
não conte a passagem das horas
a passagem dos homens
você não precisa
beijo seco cansaço
r.p. (1985)
segunda-feira, janeiro 03, 2011
recomeços
gosto dos rituais de fim e início de ano.
gosto que marquemos a passagem do tempo.
ajuda a perceber as mudanças.
estou feliz por estar aqui, neste novo ano.
sou grata por estar viva.
força para seguir.
força para não me esvaziar nos caminhos...
gosto que marquemos a passagem do tempo.
ajuda a perceber as mudanças.
estou feliz por estar aqui, neste novo ano.
sou grata por estar viva.
força para seguir.
força para não me esvaziar nos caminhos...
segunda-feira, novembro 29, 2010
Divagações em psicologia social
Estava respondendo a um e-mail que achei engraçado, agora há pouco.
Apesar da graça, praticamente não esbocei, com gestos, músculos, minha emoção, um sorriso - digitei "rsrs", mas realmente achei o fato engraçado.
Dei-me conta então da importância do outro para a expressão das emoções, ou de alguma emoção, ou, quem sabe para a intensidade com que expressamos uma emoção.
Em parte, penso que meu cérebro deve ter agido pensando que, afinal, se não haveria ninguém para ver o tal sorriso, para que seria necessário sorrir? O único feedback de "graça" que poderia dar para quem me fez rir, afinal, eram letrinhas organizadas em alguma palavra ou expressão que denote isto...
Não estou negando a universalidade das emoções, nem esquecendo que somos capazes de rir, e (talvez muito mais) chorar sozinhos. Mas parece-me fazer sentido essa questão do feedback...
Apesar da graça, praticamente não esbocei, com gestos, músculos, minha emoção, um sorriso - digitei "rsrs", mas realmente achei o fato engraçado.
Dei-me conta então da importância do outro para a expressão das emoções, ou de alguma emoção, ou, quem sabe para a intensidade com que expressamos uma emoção.
Em parte, penso que meu cérebro deve ter agido pensando que, afinal, se não haveria ninguém para ver o tal sorriso, para que seria necessário sorrir? O único feedback de "graça" que poderia dar para quem me fez rir, afinal, eram letrinhas organizadas em alguma palavra ou expressão que denote isto...
Não estou negando a universalidade das emoções, nem esquecendo que somos capazes de rir, e (talvez muito mais) chorar sozinhos. Mas parece-me fazer sentido essa questão do feedback...
quarta-feira, novembro 24, 2010
terça-feira, novembro 23, 2010
23 de novembro - 4
Eu fico o tempo todo pensando "....certo", "...errado" agora. Isso é um exagero. Mas uma parte minha parece sempre preocupada em não machucar, não pisar na bola, não "estragar tudo".
Não pisar na bola. Não invadir os espaços. Não ser grudenta.
Me colocar no lugar do outro. Não criar expectativas. Não perder a cabeça. Não me magoar.
Como se o passado não pudesse ficar para trás. Como se qualquer palavra pudesse desencadear uma nevasca. Como se fosse impossível que as coisas sejam tranquilas comigo.
Como se não houvesse chances de acreditar em mim ou nessa história. Como ser impossível se redimir, e estar errado para sempre. Como ter cometido um crime abominável.
Não sou abominável. Nem imperdoável.
--
Eu tenho uma porção de choros...
Talvez o melhor seja ficar quieta e dormir.
--
Como se estivesse errada a priori, de agora em diante.
Como se o melhor fosse ficar calada.
E então o desânimo é meu...
Não pisar na bola. Não invadir os espaços. Não ser grudenta.
Me colocar no lugar do outro. Não criar expectativas. Não perder a cabeça. Não me magoar.
Como se o passado não pudesse ficar para trás. Como se qualquer palavra pudesse desencadear uma nevasca. Como se fosse impossível que as coisas sejam tranquilas comigo.
Como se não houvesse chances de acreditar em mim ou nessa história. Como ser impossível se redimir, e estar errado para sempre. Como ter cometido um crime abominável.
Não sou abominável. Nem imperdoável.
--
Eu tenho uma porção de choros...
Talvez o melhor seja ficar quieta e dormir.
--
Como se estivesse errada a priori, de agora em diante.
Como se o melhor fosse ficar calada.
E então o desânimo é meu...
segunda-feira, novembro 22, 2010
terça-feira, novembro 16, 2010
Eu escrevo.
Eu leio.
Eu penso.
Eu choro.
Eu postergo.
Eu procrastino.
Eu sigo tentando encontrar os melhores caminhos.
Às vezes, apenas um bom caminho.
Às vezes, um caminho, apenas.
Eu carrego livros e coisas de um canto a outro.
Busco um canto.
Canto, nos intercursos.
Eu me encanto. Eu tenho esperanças.
Eu me crispo, me fecho. Eu sinto vontade de chorar, ou ir embora. Ou os dois.
Eu sigo ao lado. Eu rio junto. Eu brinco. Eu entendo.
Eu não entendo. Eu quero situações diferentes. Eu olho pela janela, busco o além.
Eu me despeço. Eu sinto medo.
Eu sinto saudades, mas, se der, não ligo.
Eu abraço, eu pularia nos braços, eu sigo na contramão.
Eu repenso, reflito, revejo, desejo, resisto, ensaio, desisto. Me culpo. Insisto.
Eu sigo enfrentando a onda. Buscando as portas e as chaves. Sigo buscando afagar. Eu sigo acreditando que faz sentido. Sigo sentindo carinho, encanto, encontro. Sigo aprendendo a calar.
Sigo sem saber se quero saber. Sigo evitando. Olhando para os lados. Me mordendo de curiosidade. Fugindo da dor.
Eu sigo porque acredito. Mesmo que haja gelo, dureza, frio, vazio. Mesmo que o caminho esteja bifurcado. Doendo por dentro. Reconstruindo os pedaços. Aprendendo e me ensinando que não sou escória.
Eu não sei se me abro, se me fecho. Eu não quero fechar as portas. Talvez devesse manter apenas janelas. Eu olho, através das letras, a trilha não planejada ou predita que tento seguir. Eu olho e não sei se é o caminho, e não sei qual é o destino, mas vou tentando fazer o que acredito que levará além...
Eu sinto falta de espaços e aberturas e alegrias e cumplicidades. Talvez eu devesse sentir falta de mim. Eu penso e olho e penso se de fato estou seguindo as trilhas certas. E imediatamente me digo que não há este ou aquele caminho, não há uma fórmula, uma panaceia. Há este universo de fios pelos quais podemos tentar nos equilibrar.
Eu escrevo e penso e lembro e reflito e acredito e tento ter esperança e choro...
Eu penso nas mágoas. Eu tento não me magoar. Não me comparar. Eu tento me explicar que somos amplos e vários... Eu penso nas mágoas. Eu me culpo, mas não culpo.
Eu busco aprender como ajudar a curar...
Eu leio.
Eu penso.
Eu choro.
Eu postergo.
Eu procrastino.
Eu sigo tentando encontrar os melhores caminhos.
Às vezes, apenas um bom caminho.
Às vezes, um caminho, apenas.
Eu carrego livros e coisas de um canto a outro.
Busco um canto.
Canto, nos intercursos.
Eu me encanto. Eu tenho esperanças.
Eu me crispo, me fecho. Eu sinto vontade de chorar, ou ir embora. Ou os dois.
Eu sigo ao lado. Eu rio junto. Eu brinco. Eu entendo.
Eu não entendo. Eu quero situações diferentes. Eu olho pela janela, busco o além.
Eu me despeço. Eu sinto medo.
Eu sinto saudades, mas, se der, não ligo.
Eu abraço, eu pularia nos braços, eu sigo na contramão.
Eu repenso, reflito, revejo, desejo, resisto, ensaio, desisto. Me culpo. Insisto.
Eu sigo enfrentando a onda. Buscando as portas e as chaves. Sigo buscando afagar. Eu sigo acreditando que faz sentido. Sigo sentindo carinho, encanto, encontro. Sigo aprendendo a calar.
Sigo sem saber se quero saber. Sigo evitando. Olhando para os lados. Me mordendo de curiosidade. Fugindo da dor.
Eu sigo porque acredito. Mesmo que haja gelo, dureza, frio, vazio. Mesmo que o caminho esteja bifurcado. Doendo por dentro. Reconstruindo os pedaços. Aprendendo e me ensinando que não sou escória.
Eu não sei se me abro, se me fecho. Eu não quero fechar as portas. Talvez devesse manter apenas janelas. Eu olho, através das letras, a trilha não planejada ou predita que tento seguir. Eu olho e não sei se é o caminho, e não sei qual é o destino, mas vou tentando fazer o que acredito que levará além...
Eu sinto falta de espaços e aberturas e alegrias e cumplicidades. Talvez eu devesse sentir falta de mim. Eu penso e olho e penso se de fato estou seguindo as trilhas certas. E imediatamente me digo que não há este ou aquele caminho, não há uma fórmula, uma panaceia. Há este universo de fios pelos quais podemos tentar nos equilibrar.
Eu escrevo e penso e lembro e reflito e acredito e tento ter esperança e choro...
Eu penso nas mágoas. Eu tento não me magoar. Não me comparar. Eu tento me explicar que somos amplos e vários... Eu penso nas mágoas. Eu me culpo, mas não culpo.
Eu busco aprender como ajudar a curar...
segunda-feira, novembro 15, 2010
sábado, novembro 06, 2010
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terça-feira, outubro 26, 2010
segunda-feira, setembro 27, 2010
quinta-feira, setembro 23, 2010
quarta-feira, setembro 22, 2010
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