sábado, dezembro 21, 2013

de hienas e leões

(...) Vendo a gente grande focinhando entre as ossadas ele ainda se perguntou: como é que engordaram tanto se já não há vivos para caçarem, se já só resta pobreza? Uma das hienas lhe respondeu assim:
- É que nós roubamos e reroubamos. Roubamos o Estado, roubamos o país até sobrarem só os ossos.
- Depois de roermos tudo, regurgitamos e voltamos a comer - disse outra hiena.
O que fariam comigo era vender minha carne aos leões vindos de fora. Elas, as hienas nacionais, contentar-se-iam com o esqueleto.
m.c. O último voo do flamingo

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